Das FESTAS

O Natal estava ali, no leito onde nunca antes acordara - um sofá e suas almofadas que recendiam a vômito.

Em raio de metros, a festa jazia, com pútrido cheiro, nos recipientes de lixo, nas cubas das pias e em pelo menos um vaso sanitário . Até do tapete que suas forças permitiram alcançar quando em busca de cama alternativa, emanava odor repugnante. Das vozes que preenchiam os espaços da casa até horas antes, nenhum sinal.

Tentava dormir, esforçando-se para afastar do pensamento, a recepção programada para o romper de ano.
Alfredo Duarte de Alencar
Enviado por Alfredo Duarte de Alencar em 29/12/2013
Reeditado em 30/12/2013
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