Eu e a Bruna.

Vou contar aqui um segredo, eu e a Bruna, essa mesmo, a Lombardi, eu e ela já fomos íntimos. Faz tempo! Uma semana antes do nosso flerte sua imagem invadiu escritórios, consultórios, casas e apartamentos país afora estampada na capa da revista Playboy. O meu exemplar eu mantinha na cabeceira da cama, sempre à mão. Foi na festa de um amigo em comum que tivemos momentos de pura intimidade. Cheguei ao evento e, quando entrei na sala onde as pessoas estavam reunidas, imediatamente avistei Bruna sentada numa cadeira com as pernas cruzadas. Foi difícil conseguir disfarçar o meu deslumbramento. Justo nesse momento caiu-lhe a sandália do pé suspenso. Se a queda foi acidental ou proposital não tive interesse nem curiosidade de que a dúvida fosse revelada, mas fiquei atento ao desfecho. Estávamos frente a frente um do outro e ela percebeu que eu concentrara minha atenção na sua cintura, daí para baixo, então, fitando-me nos olhos descruzou seus membros esculturais para agasalhar o pezinho nu. Apesar da compostura, a desenvoltura do seu gesto deixou ver mais do que devia. A saia curta que ela usava favoreceu a exposição da sua intimidade desnuda. Abalado eu olhei para os lados. Não sei o que faria se descubro que mais alguém além de mim tivesse conseguido perceber o seu segredo. Ela se levantou da cadeira e seguiu caminhando pelo corredor. Acompanhei de perto sem desviar as vistas dos seus glúteos bailando à frente. Durante esse curto trajeto uma profusão descomunal de seiva invadiu o falo adormecido. Ao constatar que eu a perseguia com ardor, ela se voltou para mim de surpresa ainda no meio do caminho, pegou-me pelo braço e saiu me arrastando para dentro de uma sala devassada com um sofá gigantesco encostado na parede lateral. Fechamos a porta e empurramos o móvel para bloquear a entrada. A sós levantei Bruna pela cintura e nos jogamos pra cima do canapé. Caímos abraçados. Aferrados rolamos de um lado para o outro sob o efeito de sensações adversas, intensas, contundentes. Meu contentamento era mais do que manifesto, penicava. Ela sussurrou em meu ouvido: - Não posso ficar grávida. Respondi: - Não se preocupe. Quando tirei o preservativo do bolso já pronto para cometer a transgressão, apagou-se a luz que entrava pela vidraça das janelas. Em seguida o baterista na banda de músicos começou a tocar. Mal abri os olhos descobri que era o alerta do despertador que disparou para me acordar, o maldito. Quase arremessei o infeliz contra a parede por conta disso. Essa intimidade fugaz aconteceu há muito tempo, ficou retida na memória, nada fiz para esquecer e nem quero.

Dilucas
Enviado por Dilucas em 22/04/2018
Reeditado em 01/11/2023
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