Cavaleiro da meia noite*

     Mais um dia amanheceu e como de costume acordei cedo junto com o sol fui tirar leite das vacas, tratar os animais e levar aveia pros cavalos essa era minha rotina de todas as manha, mas naquele dia algo me surpreendeu! Choveu muito durante a noite e olhando para o chão dos estábulos notei marcas de ferraduras vindas de fora e parava na frente da baia do meu cavalo Corcel, pra meu espanto a tramela da porta estava apenas encostada, abri e avistei-o no canto meio cansado impaciente. Fiquei surpreso como poderia estar aberta, será que eu teria esquecido ou alguém abriu?
     Naquela noite não consegui dormir, minha consciência pesava, algo me incomodava. Então levantei no meio da noite e fui ao estábulo e o Corcel estava La agoniado, se virando de um lado pra outro querendo sair,
Acho que ele sentia falta da brisa noturna, de ver as estrelas sentir o ar pesado da noite, aquilo parecia muito familiar pra ele. Cavalgamos mais de uma hora no campo, me senti muito bem, e via alegria nos olhos dele em estar fazendo o que despertava seus mais antigos instintos.
     Se o ser humano pode ter lembranças de vidas passadas porque os animais também não podem lembrar, são vidas como nos, respirando do mesmo ar, filhos da mesma terra, do mesmo Deus.


* texto resumido.