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FAROESTE - Cap -4

Sob pseudönimo de J.G.Hunter.

Capítulo Quarto

“Tudo por uma valise”

Helen MacGreen estava apavorada! Peter Simon, certamente, viria ao seu encontro, e, teria que enfrentá-lo de qualquer maneira. Passou a mão pelo rosto dolorido... então, entendeu que Simon não mediria esforços para conseguir o que queria. Apesar de ser um homem atraente, ele possuía um lado bastante tenebroso. Ainda com suas roupas de vaqueiros, colocou seu cinturão de dois coldres, depois, apanhou também o seu rifle e o entupiu de balas e o deixou por perto.
O tropel de um cavalo do lado de fora do rancho a pôs em alerta.
— Não precisa descer de seu cavalo, senhor Simon! — ordenou ela.
— Sabe mesmo usar essas coisas, senhorita? — zombou Peter Simon ao vê-la exibindo o cinturão e o rifle.
— Às vezes! Mas creio que o senhor não gostaria de ter esta certeza!
— Acho que a senhorita me deve algo. Vim buscá-lo!
— Não sei de que o senhor está falando, senhor Simon!
— Ora, senhorita, eu não vou sair daqui sem o que me pertence.
— Terá que passar por cima do meu cadáver!
— Isso não será problema — e começou a atirar na direção a ela.
Helen MacGreen, instintivamente, escondeu-se atrás da parede. Por muito pouco uma bala não a atingiu. Simon continuou a atirar de cima de sua montaria como se praticasse tiro ao alvo.
MacGreen não tinha meios de correr pela casa. Simon atirava pela porta e janelas atingindo suas coisas dentro de casa. Ela, então, colocou apenas o cano do rifle na janela e puxou várias vezes o gatilho. Ouviu um grito de dor e os tiros do lado de fora da casa cessaram. Cuidadosamente, apontou seu rosto na janela. Simon estava imóvel debruçado sobre a cela do animal e seu revólver caído pelo chão.
— Miserável! — aproximando-se dele com seu rifle engatilhado.
Os olhos dele apesar de abertos não se mexiam. Para certificar-se que ele estava mesmo morto, cutucou-o várias vezes com o cano do rifle. Então, satisfeita por sua proeza, jogou o rifle de lado e tentou puxá-lo para o chão. Soltou um grito de pavor! Simon despencou-se do animal e caiu por cima de seu corpo frágil imobilizando-a pelo chão.
— Desgraçado! Desgraçado! — berrou ela com todas as forças. Simon, segurou as mãos dela acima da cabeça e montou na barriga dela. Ela remexia como um peixe fora d’água.
— Só quero o que me pertence, senhorita. Agora, levante-se e me dê o que preciso — e cuidadosamente a desarmou.
— Seu monstro! — praguejou MacGreen, batendo a poeira de suas roupas.
— Vamos, entre! — empurrando-a bruscamente. Mesmo indignada, obedeceu, sob a mira de um colt.
*****
O tesoureiro do Chambord Bank começou a suar frio. Viu pela rua três cavaleiros e os reconheceu. Os três cavaleiros vinham em direção à estação. O trem não demoraria a partir, mas estava demorando muito. Não! Era a sua ansiedade que o fazia tão inquieto. Um dos cavaleiros era Chambord, seu patrão.
— Não cometam o mesmo erro dos irmãos Kents — disse Chambord.— Não somos idiotas como eles, senhor Chambord — disse um deles.
— Esta pensando em pegar este trem? — perguntou Chambord, num tom bastante irônico.
— Tenho que ir a Phoenix, Arizona, senhor Chambord — gaguejou Mills segurando firmemente debaixo do braço uma valise preta com o fundo estilo sanfona.
— O que vai fazer em Phoenix, senhor Mills, se é da minha conta, pois acho que não me pediu permissão para se ausentar do banco — brincou Chambord com um semi-sorriso nos lábios.
— Eu não o encontrei no banco, deixei recado! Voltarei em breve — gaguejou novamente Mills.
O trem apitou sinalizando a hora da partida. Jonatan Mills deu graças a Deus e começou a caminhar para ele.
— Precisamos conversar agora! Esqueça este trem, senhor Mills! — disse Chambord ameaçador com a mão ao coldre.
Um dos homens desceu do animal rumo a Jonatan Mills. Tentou tocar na valise sem fazer muito alarde. Mills se esquivou dele e disse:
— O xerife fez perguntas sobre o senhor. Quer mesmo que eu perca este trem! — ameaçou Mills, esquivando polidamente a valise das mãos de seu indesejável e atrevido acompanhante.
— Senhor Mills é melhor o senhor nos acompanhar. O senhor Chambord precisa falar com o senhor — insistiu o homem que caminhava junto a ele pela plataforma e tentava tocar inutilmente na valise.
— Acompanhem-no na viagem! — ordenou Chambord, pois a qualquer monumento aconteceria um escândalo na plataforma de embarque.
Imediatamente os dois homens correram em direção ao trem que já se movimentava lentamente. Chambord sorriu levando os dois animais de seus subordinados vagarosamente pela rua. O xerife o observava meio às escondidas.
*****
Os dois auxiliares do xerife vigiavam o rancho de MacGreen. Haviam visto Peter Simon se dirigir para lá e esperavam pacientemente debaixo de uma árvore que os camuflavam. A tarde chegava mansamente.
Dois mil dólares! Uma boa quantia para um auxiliar de xerife...
MacGreen tentava pensar em um modo de se livrar de Peter Simon. Ao andar pela casa imaginava uma maneira de colocá-lo fora de ação.
— Fico pesaroso em não poder cumprir minha parte, senhorita — disse Simon andando atrás dela pela casa. — Infelizmente terá que procurar outro homem para se casar, mas creio que isto nunca será problema!
Ela não respondeu. Continuou a andar até há um cômodo mais ao fundo. Apanhou uma grande chave pendurada no portal e a girou no ferrolho. Jogou a porta para trás e sinalizou a Simon que entrasse, indicando a ele uma arca num canto do cômodo.
Num gesto, em que demonstrou toda sua frieza e arrogância, Simon, ao passar por ela, beijou-lhe a face. Ela continuou imóvel e fria como uma estátua ao relento. Lentamente Simon aproximou-se da arca destravando as trancas. A sala escureceu-se repentinamente!
— Desgraçada! — berrou furioso, ouvindo o barulho da chave no ferrolho pelo lado de fora. Olhou ao derredor. Não havia nenhuma janela. Imediatamente sacou seu revolver atirando na fechadura.
Helen MacGreen correu até ao estábulo depois de apanhar seu cinturão pelo caminho, selou o mais apressadamente que pôde um cavalo, montou nele e o instigou num galope frenético ouvindo os gritos de Peter Simon que já saía da casa. Segundos, depois, ele gritava com seu animal para um galope alucinante atrás dela!
Ele já estaria vindo às suas costas — pensou MacGreen, mas tinha uma pequena dianteira dele. Ele teria que contornar o curral. Ela já estava praticamente na estrada.
— Esta acontecendo alguma coisa — resmungou um dos auxiliares doxerife.
— Vamos verificar?
— Não! Não podemos nos envolver diretamente!
— Ele está seguindo a senhorita MacGreen! Pode matá-la! Vamos...
— Espere até que ela passe por nós. Peter Simon, amigo, vale dois mil dólares para cada um. Não se esqueça disso!
A senhorita MacGreen passou pela estrada como um raio. Vez por outra olhava para trás. Simon vinha na sua direção. A cada momento aproximava-se mais e mais.
— O que ele quer com ela? Será que esta atrás de alguma coisa — murmurou um dos auxiliares do xerife.
Entreolharam-se!
A senhorita MacGreen era uma exímia amazona. E, além disso, conhecia cada palmo de terra ao redor de seu rancho. Ao contornar uns arbustos mais adiante sumiu por entre eles e camuflou-se numa fenda de uma pedreira.
Peter Simon, galopava ao seu encalço. Exigia tudo de seu animal. Ao virar mais à frente pela estrada não a viu mais. Percebeu que não estava sozinho; parou repentinamente seu cavalo. Dois cavaleiros estavam no meio da estrada.
— Um momento, senhor Simon! Precisamos conversar — disse um deles já com a mão sobre o coldre.
— O que querem idiotas? Saiam da minha frente! — esbravejou Simon rodopiando seu animal num gesto de pressa.
— Que nos acompanhe — cortou logo o outro.
— Ora, ora! Vejo que Chambord deve ter colocado vocês dois na folha de pagamento dele, não é mesmo! — resmungou Simon percebendo que alguma coisa não estava certa.
— Podemos nos sentir ofendido. Quer nos acompanhar! — insistiram.
— O xerife também esta no jogo! — debochou Simon, parando de vez seu cavalo.
— Esta preso, senhor Simon! Vamos ensiná-lo como se fala com a gente! — e prepararam-se para sacar suas armas. Levemente suas mãos tocaram o cabo de seus colts. Respiraram fundo, pois sabiam que tinham pela frente um homem disposto a tudo. Mas eram dois!
Eram!
Quando pensaram em sacar, parecia que suas mãos estavam lentas em demasia para mover seus revólveres, Simon já havia feito isso segundos antes. Os cavalos moveram-se com o barulho dos tiros certeiros que atingiram no peito os dois auxiliares do xerife. Assustados e sem comando dispararam a esmo pela estrada deixando cair pelo caminho seus donos.
*****
Jonatan Mills caminhava para o banheiro do trem. Segurava cuidadosamente a valise de couro debaixo do braço direito. Mal entrou e tentou fechar a porta, ela foi empurrada violentamente para trás. Um dos homens de Chambord com seu colt engatilhado entrou também no pequeno e apertado banheiro. Ficaram cara a cara!
— Acho que isso pertence ao senhor Chambord, senhor Mills — e esticou a mão esquerda para apanhar a valise.
Jonatan Mills, espremido contra a parede, apenas puxou o gatilho quando fez menção de entregar a maleta. Havia uma Deringer, um pequeno revólver escondido no fundo externo da valise. Seu perseguidor lentamente deslizou as costas na parede do banheiro até ao chão.
Jonatan Mills retirou do fundo da valise a pequena Deringer de duas balas apenas, recarregando-a novamente. Depois, encaixou novamente a arma no fundo da valise. Voltou ao seu lugar no trem, ajeitando pelo caminho seus óculos de aros finos e lentes grossas que o deixava com uma cara de um perfeito idiota.
O outro homem enviado por Chambord o seguia com os olhos o tempo todo. Depois de vê-lo assentar-se em seu lugar foi até ao banheiro. Quando voltou, depois de ver seu amigo morto, viu o tesoureiro caminhar para o lado de fora do vagão. Despistadamente foi ao seu encontro.
Jonatan Mills olhava a paisagem distraidamente. Segurava sua preciosa valise debaixo do braço esquerdo debruçado na grade de proteção fora do vagão.
O trem fazia seu barulho característico e o foguista enfiava mais lenta na fornalha. Havia uma ondulação mais adiante. O segundo homem apareceu por detrás do tesoureiro, que, distraidamente, olhava a paisagem.
Ao tentar tocar na valise uma força poderosa o empurrou violentamente para trás e ele cambaleante despencou-se para fora do trem. Jonatan Mills apenas puxou o gatilho com a mão direita e os tiros saíram por debaixo de sua axila do fundo da valise. Recarregou sua arma novamente e a prendeu no fundo da valise entre duas tiras de borracha. Voltou ao seu lugar na poltrona junto ao corredor.

Timoty Jacob, o respeitado barbeiro de Santa Fé, fingia ler o jornal aberto frente ao seu rosto. Vez por outra o abaixava e seus olhos de abutre percorriam todo o vagão. Pelo que presenciou naqueles poucos minutos entre o tesoureiro de Chambord e aqueles dois homens alguma, coisa não estava indo bem naquele trem. Coçou sua longa barba e esperou. Uma paciência de caçador... O trem entraria em um túnel dali a poucos minutos. Teria que ser rápido! Então, começou a se levantar carregando o jornal já dobrado. Dentro dele, uma navalha aberta, que segurava pelo cabo. Como se já tivesse medido cada passo dentro daquele vagão até o lugar onde o tesoureiro estava assentado e calculado a velocidade do trem ao entrar pelo túnel, Timoty Jacob caminhava lentamente.  O trem entrou pelo túnel! Tudo ficou às escuras!
Jonatan Mills pressentiu um vulto passar ao seu lado pelo corredor e alguma coisa brilhou perto de seus olhos por alguns segundos. Sentiu um incômodo no pescoço. Deixou a valise que carregava sobre suas pernas e levou as mãos ao pescoço. Percebeu a valise desaparecer.
Tentou gritar! Não conseguiu! Seu pescoço estava molhado e um sabor de algo estranho inundou sua boca. Algo esguichava de seu pescoço ininterruptamente. Tombou para o lado por em cima do passageiro que dormia tranqüilamente na mesma poltrona.
*****
Helen MacGreen falava aos seus vaqueiros:
— Prestem atenção! Qualquer um de vocês que ver Peter Simon dentro de minhas terras atire primeiro e depois o cumprimente! Darei cinco mil dólares para quem o trouxer vivo ou morto! Morto de preferência! Esqueçam o serviço do rancho. Quero todos vocês vigiando cada palmo deste rancho dia e noite. Fiquem todos em alerta máximo — esbravejou.
— O que esta acontecendo de tal grave assim? — perguntou um dos vaqueiros intrigado com tamanha raiva de sua patroa.
— Ele tentou matar-me! Não é um homem decente como eu supunha. É um espião em meu rancho — disse instigando seus homens em defendê-la de unhas e dentes.
— Somos apenas seis para vigiar toda esta extensão de terras — comentou outro.
— Ficam mais próximo da sede. Ele voltará! Eu o vi matar os auxiliares do xerife. Não precisam ter piedade dele!
— Sem problema! Espalhem-se rapazes — disse um deles.
— Eu vou descansar um pouco e vocês fiquem em alertas — disse MacGreen.
— Estaremos atentos, senhorita!
A noite parecia ser longa e tensa.
MacGreen trancou toda casa. Estava tensa e pensativa. Confiava como nunca em seus homens caso Peter Simon aparecesse por ali. Pendurou seu cinturão ao lado do travesseiro e encostou seu rifle Winchester ao lado da cama. Deitou-se vestida como estava com suas roupas de vaqueiro, caso precisasse pular da cama apressadamente, já estaria pronta.
Um vaqueiro fumava tranqüilamente junto ao estábulo. Pensou ter visto um vulto. Mas ao firmar suas vista na escuridão, deduziu ser apenas sua imaginação fruto de seu medo por estar ali sozinho. Deu mais uma tragada em seu cigarro segurando o rifle com a mão direita.
O vento soprava forte. Um barulho amedrontador balançava de um lado a outro os galhos das árvores confundindo seus ouvidos com ruídos estranhos. O vaqueiro começou a contornar o estábulo. Tentou ver seu companheiro. Pelo menos, assim, seu medo poderia diminuir.
Parou. Seu companheiro estava esticado pelo chão. Pensou fazer alguma coisa, uma pancada em sua nuca o fez dormir junto ao seu companheiro e foi amortecido na queda por braços fortes de seu agressor.
Helen MacGreen teve um sobressalto em sua cama. Passou a mão pelo rosto. Havia tido um pesadelo. Tudo parecia estar calmo. Mesmo assim, levantou-se...
Um outro vaqueiro teve o mesmo destino dos outros dois. Ainda faltavam três que estavam junto da casa. Um cão começou a latir...
— Parker! — gritou um dos vaqueiros.
— O que é? — respondeu um vulto vindo ao seu encontro.
— Esta vendo alguma coisa?
— Não! Nada, ainda.
— Tem um cigarro?
— Sim! O vento esta piorando, vai ser uma noite fria — disse, entregando-lhe o cigarro. O vaqueiro fez uma concha com a mão e um fósforo foi riscado. Aquela pequena labareda brilhou na escuridão.
— Qualquer coisa, atire! Obrigado pelo cigarro — separando-se dele.
— Tudo bem!
Um estalido de uma arma engatilhada bem próximo aos seus ouvidos fez com que deixasse o cigarro cair pelo chão e ficar imóvel. Uma mão hábil apoderou-se de seu rifle e uma pancada em sua nuca tirou-o também de circulação.
— Ross! — gritou Parker ouvindo um barulho choco de alguma coisa cair pesadamente ao chão. Ao virar por detrás da casa percebeu um vulto esgueirando-se perto do curral. Prevendo algo errado, atirou em direção ao vulto e como resposta recebeu vários tiros vindo em sua direção e se escondeu. Outro vaqueiro engatilhou seu rifle e fez vários disparos rumo ao curral. Porém, caiu morto. Segundos depois, o único sobrevivente era abatido também.
— Agora somos apenas nós dois, senhorita MacGreen — gritou Peter Simon aproximando-se da casa.
Uma bala de um rifle veio na sua direção como resposta.
— Não precisa ficar nervosa, senhorita, tenho balas para mantê-la aí dentro até que morra de fome — gritou Simon escondendo-se atrás de uma carroça. — Não pense que vai ficar com todo esse dinheiro.
— Vai para o inferno! — e mais um tiro foi dado em direção a Simon.
— Não atrase mais minha vida, senhorita... meus amigos cometeram um pequeno engano naquelas cabines e cinqüenta mil dólares sumiram, mas os que estão com a senhorita, esses são meus!
— Desgraçado! Você matou meu pai, seu desgraçado! — berrou ela atirando novamente.
— Não! Não matamos seu pai, entraram na cabine errada... Alguém fez isso depois e não havia nenhum dinheiro com seu pai! O dinheiro não estava com o seu pai naquele trem!
— Como sabia que não estava!
— Meus homens entraram na cabine errada, senhorita. São uns idiotas! Quando estavam saindo do trem os irmãos Kents aproximavam... os pegamos depois e não havia nada nos alforjes de seu pai! Apenas, papéis picados e embalados como notas! Creio que seus dólares sumiram do trajeto do banco até a estação.
No mesmo instante MacGreen fechou os olhos, e em segundos tentou repassar em sua memória o que havia acontecido do banco até a estação e quem estava por perto de seu pai...
Não! Não, seria possível! — pensou ela.
Simon continuou a falar do lado de fora da casa.
— Tentei adiantar ao senhor Chambord, ele vive passando todos para trás, mas meus homens cometeram um erro banal trocando o número da cabine e mataram pessoas erradas. Mesmo assim os Kents não encontraram nada com seu pai, se é que ele não estava morto antes deles chegarem ao trem. Alguém foi mais esperto do que eu e o senhor Chambord.
O cachorro latia sem parar ao lado de Simon.
— Cale esta boca, seu vira-lata! — berrou Simon atirando contra ele. O cão soltou alguns grunhidos de dor fugindo dos tiros que o picotava. — Desgraçado! — gritava Simon enquanto atirava.
MacGreen aproveitou-se do momento de distração de Peter Simon, enfiou o rifle pela janela mirando nas costas daquele vulto perto do curral. Simon virou-se no momento exato e o tiro atingiu o ombro direito dele. Seu rifle caiu pelo chão. Não podia mais atirar.
— Miserável! — gritou MacGreen continuando a atirar sem muita direção de tão nervosa que estava. Peter Simon, ferido, sumiu pela noite.
Lucas Durand
Enviado por Lucas Durand em 21/02/2007
Reeditado em 07/03/2010
Código do texto: T388562
Classificação de conteúdo: seguro

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Lucas Durand
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Lucas Durand