POETA PEQUENO

O dia foi frio.

O sol cansado, guardou a caixa de fósforo no bolso e escondeu-se na curva do planeta, lá onde o mora o poeta. Onde o poeta canta e chora. Onde vive o que você não consegue e escreve o que você não lê.

A noite respira leve e o abraça forte com o beijo dourado das auras estelares . Ali ele dorme um bom sono, nas palhas macias, sonoriza-

das pelas notas de \Orfeu aos olhos fixos das árvores e das feras.

Acorda, e vai lavar o olhos de ontem e o reflexo de seu rosto , não é o seu. É o dela. E nas águas trêmulas, a poesia continua.