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Combate ( Ficção )

I
Lena estava só em seu quarto. Convulsivamente chorava com a cabeça enterrada ao travesseiro. Trancara a porta, apagara a luz, talvez envergonhada de sua própria imagem ao espelho ou possivelmente receosa das consequências do que acabara de fazer. Houvera tomado atitudes estranhas, completamente contrárias aos seus modos
finos e recatados, provenientes do esmero educacional da família. Foram momentos irreconhecíveis. Agora derramava o pranto do desespero e do arrependimento. Por que fora capaz de assumir comportamentos tão absurdos? Estaria sendo vítima dos sintomas “alucinatórios” do avô? Estaria herdando o verme da loucura? Tais perguntas sem respostas deixavam-na amedrontada, atormentada e mais lágrimas fluíam
dos olhos avermelhados, cansados e irritados pelas gotas lacrimejantes.
Na completa escuridão do quarto, nada conseguia enxergar, mas foi como se uma força irresistível a impelisse levantar a cabeça e desordenadamente começou a procurar algo que nem ela mesma sabia explicar. Buscou todos os pontos do aposento: as quinas das paredes, as cadeiras, o guarda-roupas, a janela hermeticamente fechada, a própria cama... Tremeu... Como poderia perceber, agora, tudo aquilo se estava
envolta na mais densa escuridão? Sentiu calafrios e um horripilante medo. Notou aquela dor fina na espinha, nas costas, que se iniciava na parte inferior e subia até a nuca. Suava e seu corpo mais parecia molhado após o término de uma boa ducha fria. Não conseguia articular um gemido sequer. Subitamente, seu olhar divisou a porta fechada e um intenso facho de luz vermelha inundou todo aquele ambiente. O pavor dominava-lhe, todavia perdera as forças e se sentiu presa sobre o colchão, incapaz de
qualquer movimento. Nem mesmo conseguiu mover os olhos, totalmente fixos que estavam na vermelhidão que assolava a alcova. Então observou a presença de um homem alto, atlético, abundante cabeleira loira e olhos incrivelmente azuis. Caminhou em sua direção e se pôs à sua frente. Fitava-a diretamente e ela percebeu o largo sorriso. O intruso parecia elegantemente trajado: usava uma calça preta, uma camisa vermelha e um casaco da mesma cor. Havia botas tipo “cano longo”, pretas e no pescoço
deixava à mostra inúmeros colares, trancelins e voltas que pareciam ouro reluzente. À mão esquerda, uma espada em riste e, na direita, ostentava enorme e espesso cajado de madeira tosca. Quem seria aquele homem? Donde viera? O que desejaria dela?
Lena nem ameaçou pensar, não houve tempo. A voz daquela figura e atingiu em cheio os tímpanos, bloqueando toda e qualquer atitude do seu ser material. Encontrava-se plenamente dominada por ele, hipnotizada.
- Você, Madalena, está completamente ao meu dispor. De hoje em diante serei o comandante de todos os reflexos de sua vida. Não adianta tentar desvencilhar-se do meu domínio. Eu a escolhi para ser uma das minhas ovelhas vermelhas. Não se preocupe, jamais a permitirei afastar-se do meu rebanho. Você é minha!
E, sem dizer mais nada, aproximou-se dela e acariciou-a os cabelos. Sentou-se ao seu lado e a puxou para si num demorado beijo. Posteriormente deitou-a e retirou-a peça por peça. Despiu-se igualmente num toque de mágica e consumiu-a com volúpia. Satisfeitos todos os desejos, estalou os dedos e, outra vez, estrava impecavelmente vestido,
como antes. Lena permaneceu imóvel e, assim, adormeceu profundamente. Contudo, antes de retirar-se, a mesma voz soou em seus ouvidos de forma terna:
- Não tema. Você nunca esquecerá este momento tão bonito pelo qual acaba de passar. Jamais haverá alguém que a ame como eu a amei. Brevemente estarei de volta para mais um colóquio amoroso. Adeus, minha ovelhinha vermelha...
II
Lena despertou no dia seguinte com uma vaga lembrança do que ocorrera. Atribuía tudo a um sonho, porém estranhou o fato de achar-se nua, nunca dormia nestes trajes. Intrigada, levantou-se e correu a banheiro. Tomou um longo banho e se vestiu. Só então recordou-se dos
acontecimentos da noite. Como estariam seus pais? Seus irmãos? Nem imaginava... Criou coragem, abriu a porta e desceu para a primeira refeição. Aparentava tranquilidade, porém , por dentro se sentia temerosa e assustada. Todos estavam à mesa. Sentou-se.
- Papai, quero pedir-lhe desculpas pelos inconvenientes de ontem. Não sei o que houve comigo. Foi como se me sentisse obrigada a fazer tudo aquilo. Estou tão envergonhada...
Dr. Pedro olhou docilmente para a filha, examinando-a. Trocou um rápido olhar com Suzana, sua esposa, depois dirigiu-se à Lena:
- Esqueçamos o que houve ontem, minha filha. Com certeza você foi vítima do próprio cansaço, haja vista que tem trabalhado e estudado muito ultimamente. Que tal uma viagem de férias? Você está tão abatida...
- Eu acho que seria ótimo para Lena, Pedro – Concordou D. Suzana – Afinal ela sempre foi a mais calma de todos em nossa casa. Encaro os fatos como estafa e um repouso prolongado ser-lhe-ia o sedativo ideal.
- Como é, minha filha, aceita nossa sugestão?
Lena não sabia o que responder, no entanto, lembrando-se do sonho, foi irredutível.
- Não, papai. Descansarei em casa mesmo, não me sinto com disposição para viagens.
E ficou por isso mesmo. Lena deu a si mesma umas férias, não obstante resolveu não sair para lugar algum. Só saía do quarto para fazer as refeições, fora disso, passava as demais horas absorta em seus pensamentos. Conseguiu reprisar o sonho todas as noites, pois, lá estava aquela mesma figura, os mesmos gestos, os mesmos fatos. Não contou a ninguém dos seus sonhos, guardava o segredo só para si.
Numa das noites, em pleno êxtase da aventura sexual, perdeu o medo que a devorava e indagou ao seu desconhecido:
- Quem é você? Donde vem? Por que se utiliza de mim assim? Como consegue entrar e sair daqui sem ser visto?
A estranha figura irritou-se. Esbofeteou-a em pleno rosto e retrucou:
- Como se atreve a me fazer perguntas? Aqui eu falo e você só ouve e obedece às minhas ordens. Nada mais.
Lena contorceu-se de dor e de seus olhos escaparam espessas lágrimas. Não sabia quem era aquele homem, não entendia o que ele desejaria dela daquele modo e muito menos compreendia como ele ali se infiltrava sem ser notado. Era um mistério para sua mente dominada e
obscurecida. No entanto, o mais estranho, era o fato de haver-se apaixonado perdidamente por ele. Amava-o, loucamente...
- Perdão. Sei que não tenho o direito de interrogar. É que não suportei mais a curiosidade. Apaixonei-me por você e o amo...
O personagem bruscamente afastou-a de si. Deu uma sinistra gargalhada e deixou o coração de Lena descompassado, desordenado de pavor. Numa faísca de segundo, ela compreendeu a situação.
- Você é mau, terrivelmente mau. Você é o demônio disfarçado. Suma-se de minha frente, Satanás! Deus meu, amparai-me neste transe difícil!
O intruso dobrava e triplicava a gargalhada medonha. Seus olhos crispavam fogo e suas mãos criminosas alçavam-se no ar e desciam ferozes sobre o corpo de Lena, numa sova das mais audazes.
- Você mesma destruiu seus momentos de prazer, víbora. Agora que descobriu quem eu sou, nada mais poderá haver entre nós. Víbora! Víbora! Importuná-la-ei até levá-la à loucura total, tal como agi com seu avô. Hoje, em meus domínios, seu espírito é um dos meus fiéis seguidores. Além do mais, já não preciso deste corpo horrível e desta massa disforme. O que eu queria, está implantado em seu ventre. Víbora! Víbora!
E prosseguiu a castigá-la até vê-la caída e sem sentidos.
- Jamais me verá outra vez enquanto viver. Perturbá-la-ei até seus últimos resquícios de vida. Seu espírito me pertence, transformou-se em ovelha vermelha do rebanho do Príncipe das Trevas. Tarde demais para pedir socorro ao seu Deus imprestável e egoísta. Em seus primeiros sintomas de loucura, você quebrou os móveis de sua casa, estraçalhou as vidraças da porta e das janelas, danificou eletrodomésticos e, agora, fará coisas piores. Víbora!
Dizendo isto, retirou-se do ambiente, gargalhando sinistramente.
III
Lena fora encontrada desfalecida sobre a cama, após passar o dia inteiro trancada em seus aposentos. Estranhando a atitude da filha, D. Suzana chamou-a repetidas vezes e, como não obtivesse resposta, ordenou que aos empregados que arrombassem a porta. Ela estava esticada sobre a cama, nua e apresentava profundos hematomas por todo o corpo. D. Suzana gritou e teve forças para suportar aquela cena. Dr. Pedro acercou-se do leito e tomou as devidas providências. Imediatamente vestiram a moça e a levaram para uma clínica particular. Ninguém, absolutamente ninguém, conseguia entender nada daquilo. Terrível mistério
envolveu a família, parentes e amigos que vieram a saber do caso. Explicações inúteis, tentativas em vão. Enquanto isso, Madalena permanecia internada, completamente desacordada, sobrevivendo graças ao trabalho dos médicos.
Mesmo assombrado com os episódios. Dr. Pedro gastava rios de dinheiro em busca de salvar a filha, mas um golpe muito forte sacudia a firmeza de todos: Lena estava grávida!
A gravidez desenvolveu-se normalmente, apesar da inconsciência da futura mãe. E, para o pasmo de todos, inclusive dos médicos, o quadro duraria exatamente nove meses, o tempo suficiente para consumar-se o parto e vir ao mundo uma criança sadia e inexplicavelmente
bela. Lena recobrou os movimentos e aparentemente mostrava-se normal, porém estava definitivamente louca. Com o diagnóstico dos médicos, Lena foi interna num sanatório, onde passaria o restante dos seus dias na carne.
A família, à custa de muito sacrifício, conseguiu abafar o caso e criou naturalmente o filho de Lena, que foi batizado com o nome de Cleofas.
Cleofas cresceu e se desenvolveu como todas as demais crianças, entretanto, sempre demonstrava possuir um gênio maquiavélico e perverso. Aos doze anos, tomou consciência de sua identidade e conheceu seu protetor.
- Pai, então minha missão é destruir totalmente a família a que pertenço na carne?
- Sim, meu filho. Foi para isso que eu o trouxe à vida. A partir de agora, doto-o de plenos poderes e espero o cumprimento do dever e da fidelidade irrestrita a mim, Príncipe das Trevas, seu verdadeiro pai.
- Jamais se arrependerá de ter-me trazido ao palco nojento da existência. Ser-lhe-ei fiel por excelência e darei cabal ciência dos meus deveres. Adoro-o, Príncipe das Trevas! Tu que és o verdadeiro Deus! O único e absoluto pai que me deu a vida! Cleofas encheu-se do poder maligno das Trevas e elaborava planos para alegrar a satisfação de seu Pai...
Mas... Como estaria o Bem diante destas coisas? Indiferente? Alheio? Adverso? Não! O Bem sempre espera que o Mal dê mostras dos seus objetivos para poder entrar em cena. O que acontecera até agora não fora motivo específico para o Bem interceder, havia resgates a se-
rem consumados por parte de alguns personagens. Evidente que Lena sofrera os mais graves padecimentos, todavia nada disso ocorrera ao acaso. Simplesmente ela pagou débitos à Perfeição Universal e seu próprio espírito escolhera as provas a fim de que pudesse ver-se livre
de suas faltas cometidas em vidas pretéritas. Tudo consumado, Madalena devolveu à Harmonia as partes por ela mesma danificadas. Agora chegara o instante do Bem provar que o Mal não provém de Deus.
IV
Norma era a filha mais velha do casal Pedro e Suzana. Durante os dias em que Lena sofria as investidas das Trevas, Norma contraía matrimônio com Rossano. Lena fora convidada para o enlace matrimonial, mas declinou do convite, achava-se sob o domínio do Mal, não deu importância ao fato.
O filho de Rossano e Norma chegara dois meses após o nascimento de Cleofas, sendo ambos da mesma idade: 12 anos! Ao passo que Cleofas deixava transparecer o seu gênio maligno, Emílio era o inverso. Calmo, educado, obediente, estudioso, caridoso, religioso, confiável, pro-
fundamente meigo e atencioso aos pais, avós, tios, primos, amigos. Cleofas e Emílio eram dois extremos. E, por motivos que os familiares não tinham como detectar, Cleofas e Emílio não se davam bem. Não por Emílio, que tentava sempre uma aproximação com o primo, mas
por Cleofas, que refutava suas investidas de amizade com grosserias, insultos e, até, com agressões físicas. Por esta razão, os familiares resolveram não permitir mais que os dois se encontrassem.
Emílio estava em seu quarto a orar. Era costume conversar com Deus antes de deitar-se. Ajoelhava-se ao lado da cama, mãos cruzadas e olhos fitos para o Alto. Pedia a paz e a saúde para os membros da família e, em particular, intercedia por Cleofas, rogando ao Pai Celestial compreensão e melhoras para aquela alma enferma.
Estava tão concentrado na oração que não percebeu a presença espiritual de um Ser que fora enviado.
- Emílio, “Paz na Terra entre os homens e Graças a Deus nas Alturas.”
O jovem espantou-se, porém não manifestou qualquer intenção negativa ou de repudio à Entidade que estava em sua presença. Muito pelo contrário, recebeu-a com um vivo sorriso e como se o fato fosse corriqueiro em sua vida.
- Graças ao Altíssimo que te envia a mim.
- Estás preparado para lutar contra o Mal?
- De toda a minha alma. Pertenço ao Todo Poderoso e batalho para seu incomparável e invenvível Exército. Dispõe de minha vida.
- Tua vida não corre perigo, todavia a dos outros, sim. Por ordem Celestial, invisto-o dos Poderes do Bem para combateres Cleofas que se encontra abastado dos poderes do Príncipe das Trevas. Cleofas é filho do rei de Umbra e tua missão é evitar que ele destrua tua família sem,
no entanto, o destruíres. Deixa-o destruir-se por si mesmo. Ao final da contenda, retornarás ao Mundo da Espiritualidade e todos compreenderão tua missão.
- Sim, saberei guardar a integridade do meu lar e de todos os meus entes queridos. Obrigado!
- Renato, sempre ao teu dispor.
E a Entidade lentamente se desfez. Emílio dormiu tranquilamente.
V
No dia seguinte, Emílio fora informado por seus pais de que ficaria hospedado por alguns dias em casa dos avós, porque eles iriam empreender longa viagem de negócios. Cleofas recebeu com desagrado a chegada de Emílio, fazendo questão absoluta de demonstrar
seu descontentamento.
- É bom que você não se aproxime de mim, não fale comigo e nem toque em minhas coisas.
- Seus desejos serão respeitados, primo.
- Primo? Como ousa? Você é um intruso nesta casa e logo darei um jeito de pô-lo fora daqui.
Emílio nada respondeu, dirigiu-se aos aposentos reservados para si.
Cleofas raciocinava rapidamente e decidiu que Emílio seria sua primeira vítima. Esperou que o primo se deitasse e estivesse a dormir. Iria até seu quarto e enfiaria o punhal em seu coração e estaria iniciado seu trabalho. Riu com a ideia e esperou o momento oportuno.
Emílio dormia a sono solto. Nem notou Cleofas ao lado de sua cama, arma em punho, pronto a desferir o golpe. Sem perder tempo, Cleofas golpeou-o: uma, duas, três, quatro, cinco, seis, sete vezes! Qual não foi seu espanto ao verificar que Emílio levantava-se sorrindo, aparentando calma e lucidez, sem mostrar qualquer gota de sangue.
- Mas.. você deveria estar morto! Eu o matei! Eu o matei!
E avançou em direção de Emílio, tentando derrubá-lo e aplicar-lhe golpes mortais. Emílio livravava-se categoricamente das investidas do agressor, o que o deixava cada vez mais furioso.
- Covarde! Covarde! Por que foge aos meus golpes? Por que não ataca?
E inúmeras vezes arremessou-se contra o primo, sendo infrutíferas todas as investidas.
- Quem é você? Que poderes tem para sair-se impunemente? Vamos, diga! Fale, imbecil, covarde!
Emílio apenas sorria. A estas alturas, todos da casa presenciavam o espetáculo, porém não tiveram como interceder. Encontravam-se perplexos, aturdidos, admirados diante dos acontecimentos. Assistiam a uma batalha entre o BEM e o MAL, numa grande luta, uma extraordinária
demonstração de poderes de ambos os lados. Mesmo que tentassem intervir, nada conseguiriam fazer – os contendores usavam poderes tidos como sobrenaturais. Flutuavam no ar, desapareciam de um lugar e apareciam em outro e, agora, estavam nos jardins da residência. Todos pareciam estarrecidos, inebriados a presenciarem coisas e fenômenos fabulosos. Cleofas, notando que não havia em si forças para aniquilar o adversário, investiu contra o avô, Dr.Pedro, porém, Emílio percebeu sua intenção e o protegeu, assim como a todos. Foram vãs todas as tentativas de Cleofas. Debateram-se por mais de cinco horas, até que Cleofas deu
mostras de visíveis sinais de cansaço, ao mesmo tempo em que perdera a razão e flutuara até o topo da residência, lugar de muito alto. Lendo em sua mente a agonia que o assombrava, Emílio tentou salvá-lo, ele que fora incapaz de qualquer investida durante todo o combate e que só fizera defender-se a si e aos demais ( embora houvesse em si poderes para destruir Cleofas.)
- Não, Cleofas! Não faça isto! Ainda há tempo para você redimir-se e livrar-se do domínio de falso pai. Por favor, Cleofas, não!
Cleofas não deu ouvidos aos apelos, estava cego de ódio e sentia-se humilhado!
- Ele me enganou! Traidor infame!
Tarde demais. Cleofas jogou-se ao solo e teve morte instantânea.
E P Í L O G O
No mesmo instante abriram-se clarões nos Céus e todos assistiram ao mais belo lace de todos aqueles acontecimentos. Lindíssima Entidade envolta por nuvem azul e bolas brancas desceu e veio em direção de Emílio.
- Este anjinho salvou uma família inteira da total desgraça. Ele foi especialmente enviado para proteger esta família contra os ataques travessos de Cleofas, filho natural do Príncipe das Trevas e Madalena.. Explica-se o mistério da gravidez e os padecimentos da jovem, que tivera os mesmos sintomas do saudoso e inesquecível avô. Ambos foram vítimas do que se diz Rei do Mal, não obstante o BEM sempre prevalece, aqui se põe um ponto final em tudo isso. Recordem Emílio com saudade e amor, eu o levo em meus braços para seu verdadeiro lugar: OS
CÉUS!
E como todos desejavam saber quem era aquela Entidade de cabelos longos, manto azul, olhos celestiais que subia como dissera, levando consigo Emílio em seus braços, ele atendeu a este desejo de curiosidade: Nas nuvens em que subia, havia um nome escrito em letras douradas: Renato!
FIM
Ivan Melo
Enviado por Ivan Melo em 13/10/2014
Código do texto: T4996902
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Sobre o autor
Ivan Melo
Carpina - Pernambuco - Brasil, 66 anos
2004 textos (24624 leituras)
5 e-livros (121 leituras)
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Ivan Melo