lua azul- baseado em fatos reis-teste1

capitulo I - A INFANCIA

nossa heroína tem um nome curto, um apelido, Léo , chamam assim porque o nome dela é leonarda, nasceu numa vila rural, vila do natalzinho,município de são José do Acará no estado do Pará, órfã de mãe, viveu com seu pai , até os 7 anos de idade, quando morreu também, a partir daí com a tia e os primos como se da família fosse, mas sem as formalidades da adoção em papel, até porque vila do natalzinho, ficava longe do centro , em Acará, e para a gente simples do interior o que conta na verdade é o afeto e não a papelada complicada de uma adoção,já no meio deles se sentia completamente a vontade, nunca conhecerá a mãe que morreu no parto, e do pai tinha lembranças vagas, ele era um homem da roça, acordava muito cedo , lavrava o dia inteiro, nas imensas terras de cultivo da região, e dormia mais cedo ainda, nesse interim ela ficava com a tia que assim fazia as vezes de mãe, gostava dele, um homem negro de aspecto forte , descendente direto de antigos escravos africanos que vieram pra região nos séculos anteriores, e é ai o fato mais peculiar da Leo, tinha cabelos muito compridos bem loiros que ao vento pareciam espigas de trigo sendo balançadas , a pele branca alva como a neve, um rosto formoso aonde se destacavam um nariz arrebitado levemente e olhos perfeitamente amendoados e verdes, com duas pupilas que poderiam ser comparadas a diamantes, magra, e ágil como qualquer criança de sua idade, era graciosa demais para a primeira vista parecer uma pobre criança órfã de lavradores, ao que parece a mãe seria holandesa ou descendente de holandeses ou franceses ninguém nunca soube ao certo, era tão branca, isso e fato, que chegou a ser levada ao centro ainda muito pequena, temia-se albinismo mas foi descartado ela era branca caucasiana mesmo, e logo virou a atração da comunidade morena em sua maioria descendentes de índios e negros escravos de tempos passados.

A aparência de uma verdadeira princesa não diminuía nada as agruras de uma vida rural na região mais pobre do estado, as pessoas dormiam 8 horas da noite e acordavam, inclusive a léo as 4 da madrugada, a primarada depois do banho de poço corria a brincar no sitio, e o sol ainda estava dormindo, dai vinha um modesto café da manhã e pé na estrada, rumo a lavra das batatas, iam todos , pai, mae os filhos e a adotada léo, voltavam todos ao final da tarde, uma sopa de feijão, e logo era hora de ir para a rede e dormir, as crianças em numero de 10 se amontoavam em dois minúsculos quartos, conversavam e riam alternadamente enquanto o sono não chegava, a rede da Léo ficava bem perto da janelinha já´quando o silencio reinava ela era sempre a ultima dormir, voltava o rosto pra o lado da janela, sempre aberta, não haviam ladroes em lugar algum naquela região, e olhava docemente, para o ceu forrado de estrelas de uma área longe das luzes artificiais de uma cidade, eram tantas, e certa noite havia tantas que esticou o braço "se pudesse pega-las? " moravam gente nelas? pensou, lhe parecia que haviam poucas pessoas no mundo, como seria viver na cidade? lembrou do pai, estavam numa carroça era noite,ela estava muito feliz, o rosto dele estava embaçado na lembranças pelo tempo, não se lembrava mais, vinham da casa da tia, ele havia ido buscar ela,olhou para as estrelas , devem estar morando lá, pensou e dormiu profundamente,

paraense
Enviado por paraense em 24/11/2019
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