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A condessa

        E o carrasco com a mão na alavanca da guilhotina,não consegue fitar os olhos do condenado,pois o medo devorador e cruel,pode lhe denunciar. Não admite que aquele que está a ser morto através de suas mãos é inocente.Não sabe o que fazer, a turba grita numa insana vontade de presenciar a morte.Os magistrados franceses lhe concede um desejo. E o condenado murmura!
      -Quero vê-la,pela última vez....!
        E a linda condessa com suas roupas esvoaçantes e azuis se aproxima do moribundo, com toda a graça e superioridade  que a corte lhe impõe!
        - Estou sendo condenado por você! Sua traição levou-me a loucura! Mas saiba que nunca te esquecerei!
         Duas lágrimas rolam na face do antigo lorde!
         Ela,impassível,fria,sem mexer um músculo,vê a mão trêmula do carrasco a puxar a alavanca e executar seu amigo.
         Ela volta a sua casa,mas não esquece as palavras finais daquele que um dia muito a amou!
         O tempo passa,a vida passa,tudo muda! Ela agora presa nas masmorras da Bastilha,não tem outra alternativa a não ser se deixar imolar pela  mesma turba que antes lhe assistia no patíbulo....

         São as dores provocadas que ficam guardadas no cofre do tempo e são libertas para encontrar quem as criou....

         Gilmar

                                       05/11/2007
         
Gilmar Santos
Enviado por Gilmar Santos em 05/11/2007
Reeditado em 17/03/2008
Código do texto: T724921

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Sobre o autor
Gilmar Santos
Planaltina - Distrito Federal - Brasil, 60 anos
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Gilmar Santos