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A Felicidade Normanda (Lia de Sá Leitão )


Tenho visto muitas coisas nessa vida! Um fato interessante tem sido a forma de como se expõe a felicidade, a forma como se pode sentir a felicidade, pelo Universo Virtual, o que costumo chamar de real enganador a felicidade também possui suas nuances interessantíssimas, deixando até o âmbito do etéreo para se caracterizar em um sentimento real, sentido, desejado.
Saber que mesmo sem pele, sem o cheiro, sem olhar, sem o beijo roubado, sem aquele abraço apertado que se deseja dar ou se sonha em receber , saber que ali por momentos que se somam ao eterno nunca se está só e as sensações existem .
A felicidade consiste na forma mais adocicada de olhar a vida e poder sorrir o sorriso da criança que guardamos mesmo depois de adultos, aquela criança que não podemos deixá-la fluir no trabalho, nas reuniões, nas contas a pagar, mas que podemos soltar as amarras a cada encontro de bem estar com a pessoa amada, a cada prazer de proximidade,
estive pensando outro dia, a felicidade também se inclui entre o prazer o e orgasmo, mas qual a grande diferença entre prazer e orgasmo que tanto confundimos como homens e mulheres?
Mas não importa a minha elucubração entre as sutis diferenças entre o orgasmo, prazer e felicidade, pensem!
Pensem!
O que interessa aqui é cada alegria, cada nascer do sol,
cada brincadeira que brincamos, cada sorriso, cada susto diante de uma resposta inusitada e divertida... por momentos podemos até extrapolar o momento de felicidade.
A felicidade nada mais é do que o sentimento que quebra as forças do insensato, pode desarmar a humanidade,
acabar com intrigas, é tão generosa a felicidade
que uma pessoa feliz pode promover a paz.
Mentira? É não!
Olhem o sorriso do Dalai Lama,
Olhem o sorriso dos anjos,
Olhem as estrelas,
Olhem amanhã p/ a Lua,
Olhem bem dentro de vocês,
escutem o coração fazendo
tum tum... tum tum
quando voltamos no tempo e olhamos para trás e percebemos que crescemos em algum aspecto isso causa um certo regozijo.
O valor das nossas amizades construídas ao longo dos dias, meses, anos, não é de forma nenhuma mero acontecimento, é felicidade! Já pensou o quanto não é complicado a vida sem confiança no outro?
O quanto é difícil não ter com quem repartir uma fofoquinha, um tititi, uma confidência?
Realmente! deixo de lado meus questionamentos entre prazer e orgasmo e passo a refletir sobre felicidade e confiança, uma situação depende da outra direta ou indiretamente para ser experimentada.
A felicidade obrigatoriamente tem que ser coletiva ou é um estado de espírito ?
Eu posso estar isolado das benesses do mundo e ser feliz?
Eu posso estar envolvido ao tudo da vida e não ser feliz?
Se alguém em sua realidade existencial jamais será ninguém, como posso julgar a felicidade em seu estado pleno?
É necessário fracionar para se entender o todo.
Alguém uma vez me questionou; As nossas consciências podem estar felizes diante das adversidades sociais que hora nos apresentam as reportagens? Disparidades sociais, fome, guerra.
Fiquei matutando, mas que diabos! Isso é verdadeiro! como posso ser tão feliz diante desses fatos?
Não encontrei respostas, optei por falar, a felicidade é pessoal, é um elemento de vida subjetivo aquele que se diz feliz, ela tem consciência dos exageros do homem mas se torna invulnerável diante das situações de bem e mal estar, ela simplesmente acredita que PODE,
e pode certamente ser feliz se olhar cada falha, cada nesga, cada rusga de forma natural e ali encontrar um certo discernimento para alguma formar de crescimento interior.
Quando estava colocando a minha felicidade num poço de infelicidade por que via as dores da humanidade e não podia fazer nada...absolutamente nada! Resolvi inverter o meu processo de visão de mundo, e perceber o sorriso nas pessoas, e analisar as pessoas em seus contextos, por que um homem em plena guerra sorri desatinado quando vê seu filho carregando uma arma, que felicidade é aquela?
A felicidade independe até de estado, condição social e financeira.
Ela é por si!

Nomanda
Enviado por Nomanda em 02/01/2006
Código do texto: T93372


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Sobre a autora
Nomanda
Olinda - Pernambuco - Brasil
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