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A falsidade oferecida

Tarde de sábado, na rua o calor da quase primavera mostrava-se intenso. A caminhada até o local desejado foi cansativa. E lá estávamos nós, simples seres humanos à espera de outros. Infelizmente nem todos que por lá apareceram possuíam um caráter exemplar. Foi quando percebi... Estamos cercados por pessoas que não merecem um segundo de nossa atenção! E o que é pior, essas mesmas pessoas se acham as mais corretas possíveis, as mais espertas e inteligentes e por aí adiante, mas infelizmente o crescimento de seus espíritos não foi nada bom, e elas acabaram apodrecendo.
Entre risadas e cervejas, em meio à fumaça dos cigarros, lá estava ela... A falsidade (em pessoa)! Minha vontade era a de pular por cima da mesa e estrangulá-la com vontade. Certa cólera queria tomar conta de mim, senti-a tentando dominar o meu pensamento. Respirei fundo... Várias vezes e não deixei que isso acontecesse, pois se o fizesse me tornaria um ser igual, inferior como aquele à minha frente!
Quando eu já estava somente imaginando afogá-la na cerveja, lá vinha mais um comentário ridículo e insano, mais cochichos. Meu sangue voltara a ferver, chegou a borbulhar, a raiva dominando novamente, marcando presença, a temperatura subindo, a cabeça doendo... Senti uma vontade de vomitar... Em cima dela, é lógico!
Parece que tudo só tendia a piorar, uma coisa que acho totalmente inviável é alguém se achar a melhor em tudo, ter o ar de superior e nem ao menos enxergar um palmo diante de seu nariz, o “perfeito”, porém cego para si e infeliz diante dos outros. Uma das piores coisas, na minha opinião, é ver uma mulher se oferecendo descaradamente para um homem e ele rejeitando-a com rispidez, porém certa delicadeza devido à sua boa educação.
A cada olhada dela em minha direção eu a fuzilava com nojo e repulsa. Mais um comentário, outro cochicho, risinhos insolentes... Parecia uma pessoa doente por falta de atenção e sem nenhum amor próprio.
Será que é possível contar até o infinito? Se for, pode acreditar que contei!  Várias e várias vezes seguidas!
As pessoas realmente podem nos enganar, ou pelo menos tentar. A cara de quase simpática não me convenceu. Falsidade podemos ver de longe, é algo que não tem como ser disfarçado, o nosso caráter fala por si só, ou a pessoa é boa ou má, nunca pode ser meio termo. Nada é mais ou menos na vida, ou é bom ou é ruim, temos ou não caráter e assim por diante, tudo é um ciclo interligado, como se fosse um efeito dominó!
Ali perto começaram a tocar um violão. E eu me distraí por um momento. A música? Cazuza! O poeta não morreu realmente! Pena que certas pessoas, tão pobres de espírito e cultura, não saibam apreciá-las e fazem comentários absurdos, totalmente “burros” e “incultos”. Mas assim são as pessoas, cabe a nós decidir quem queremos em nosso ciclo de amizades ou não, quem merece ter nossa afeição, nossa atenção e também a decisão de grau importância em nossas vidas. Essa foi a história de uma falsidade, a falsidade que me foi oferecida!
Lilith Góthica
Enviado por Lilith Góthica em 16/09/2007
Código do texto: T654425

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Sobre a autora
Lilith Góthica
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil, 34 anos
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Lilith Góthica