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Tocandira.

Tocandira.
Início da construção da cidade de MATUPÁ no Mato Grosso. Fim do dia eu ia a cozinha do acampamento pegar água morna pro chimarrão. Cozinheiro, assuntou a cuia, a bomba, a garrafa térmica. Qui é dentro da cumbuca? Erva mate seu JOÃO. Parecença de chá de cisco.
A gente conversava, no começo eu dizia e ele não entendia. Ele falava e eu não captava. De Minas onde não tem minas, que Minas boa é onde não tem minas. Do chão de Montes Claro mais um tantinho, já descambando pros mundos da Bahia. Tocandira o nome, lugar do biscoito de araruta bom de vender na janela de trem.
A gente sentava do lado de fora da cozinha, nas tardes mornas da clareira da mata. Um casal de araras pra lá, outro voando pra acolá. Os alaridos dos guaribas. Enquanto não chegava a hora do mosquito da malária, a conversa acontecia.
Careceu de i na currutela de modo buscar um chegado no de ferro. Num ganho do tempo sai do caminho e cortei no pasto. Só mais eu, deu na orelha uns pisados, olhei. Moço! Um de calombo...
Prosa boa. Aprendi a falar mais lento. Ajudou bastante, que eu tinha levado, para ler na solidão da selva, o GRANDE SERTÃO VEREDAS...
Zésouza
Enviado por Zésouza em 13/01/2019
Código do texto: T6549836
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Sobre o autor
Zésouza
Pelotas - Rio Grande do Sul - Brasil, 72 anos
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14 e-livros (298 leituras)
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