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Lendo Mozaniel

Tem dias ou noites que a espingarda quer atirar, mas não tem caça toda hora ou a caça já foi simbora  e aí o sono se esvai.

Não sei se com todo macho, mas tenho a infelicitripa de que se não tiver o sono já era, aí a noite vira uma eternidade.

Já estou aborrecido do facebook porque, nos meus contatos, que são pra mais de mil, gente que nunca vi e que, muitos não me servem de nada, mas, apesar de gostar de pouca gente, em certas circunstâncias, já estou enjoado de Lula e Bolsonaro. O presidente preso e o solto. Tudo o que falam é nisso que falam: Lula e Bozo.

A galera do Whatsapp faz tempo que dormem. Ou não quiseram atirar ou tiveram em quem atirar. Eu, coitado. Espingarda carregada. kk

Sem sono e pelo excesso de enjoo, fui ao Recanto das Letras adonde os doidos enlouquecem a tem a alma derramada nas lamúrias das ilusões. Só mesmo quem gosta e muita gente gosta.

Leio muito e muito sou lido neste Recanto que, para mim é um encanto.

Das minhas escrituras há quem diga que são besteiras, mas besteira para mim é viver uma vida miserável, sabendo donde vai dá e não humorizar um pouco a desgraçada vida que tem. Embora dada e mantida por Deus, nosso pai Eterno, é nisso no que vai dar. Nos infernos.

Tava lendo Mozaniel Almeida, um cabra, que posso chamar da peste, pois é uma peste de cabra das bandas do Piauí e lendo seus contos, rico em demasia, nos detalhes e nas minúcias, já dei tanta gargalhada que a espingarda esmoreceu.

Mas, isturdia, pra não dizer, antonte (ante ontem), fui à secretaria de Saúde municipal marcar umas consultas e alguns outros procedimentos clínicos e a atendende, que matendeu, era uma moça bonita, que sempre a achei bonita desde quando foi minha aluna no segundo ano do Ensino Médio e que por proximidade residencial, menos de 7 léguas da minha casa pra dela, a gente ficou se vendo e se conhecendo, claro, amigavelmente, antes que os poluentes poluem a vossa mente. Entonse estava ela de calça escarlata e blusa alva qual neve, triplificando a beleza dessa quase deusa Diana que também se chama Daiana e nessa profusão de beleza quase divina e angelical, pois gosto de comparar assim as mulheres bonitas, quase num transe de veneração, quando por ela fui chamado para o atendimento e a mesma levou a requisição médica para o secretário da pasta autorizar os exames sanguineos gratuítos no laboratório parceiro da pasta da Saúde.

Pedi ao médico, não sei porque, para medir a qualidade espermatozóica e a quantidade de testosterona, não se encabulem, nem se escandalizem, são coisas minhas, apenas minhas. mas o infeliz fez umas indagações sobre as causas do interesse nesse assunto, que por clemência não vou minuciar, aqui, este suplício ladaínico para não vos enveredar ao desânimo da leitura desta "besteira" besta que estou a vos contar.

Chegando ao hospital entreguei a requisição médica já autorizada pelo secretário de Saúde e a moça marcou o dia e a hora em jejum ao comparecimento ao tal laboratório parceiro. Um tal exame de sangue, relacionado com a próstata estava e está na requisição e que por causa do dito lá se vem as recomendações vesperais ao dia da coleta de material genético extraído das minhas veias azuis de líquido quase grosso e encarnado. "Não pode, por três dias antes da coleta: andar de bicicleta, andar de moto, nem a cavalo." Sem problema, para mim, pois, só ando na minha motinha ano 96, veínha e enferrujada, mas é uma danada comigo no espinhaço. Estava eu matutando enquanto ela lia a lista do que não pode, que tem certas coisas que se faz por cima, mas se não poder montar nisso e naquilo outro, dá pra ficar por baixo, numa eventual necessidade. E, acrescentou em baixo: " Não ter relações sexuais nos referidos dias." Confesso que dei uma gaitada na cara da rapariga e ela não entendeu foi nada. Também não precisa nem me explicar se ela entendeu ou deixou de entender.

O termo "rapariga" me veio à mente por ter lido, há pouco tempo, terminei a leitura três antonte,  de José Américo, paraibano de Areias, a obra A Bagaceira e o termo da época era mesmo rapariga.

Então saí matutando e matutando. Coisa mesmo de matuto. A bem da verdade ela falou  3 dias antes e não três noites. Até que nem por isso, porque de dia tem dia que dá certo, mas à noite é sempre certo.

E lá se vamos. Pra cidade vizinha, 30 km daqui, requisitar ao banco Caixa, outro cartão que havia perdido o meu e estouo impossibilitado de de saque ou de pagamento de qualquer natureza, comprando fiado e pedindo o troco enquanto o cartão não vem.

Levo sempre comigo uma boceta com alguns "parafusos" dentro, pois o ofício me os obriga a carregar. Canetas de várias cores, lápis, fio dental, pasta denta, escova dental, desodorante odorizador, perfume, limpador de óculos e outras catrerragens, menos absorvente, claro que não uso, evidentemente.

Lá se vai passar eu na porta giratória do banco. Antes, quem é do Brasil sabe, tem de deixar numa portinha miúda, as parafernagens metálicas, caso as leve. Lá deixei o android, as duas chaves, da moto e da escola donde labuto e fui passar e o pipipipi começou. Levantei, ao guarda, a barra da blusa pra mostrar que a fivela do cinturão era de metal, isso porque da outra vez ele pediu pra ver minha braguilha e de praxe, já alevantei a blusa pra ele liberar o pipipipi da porta, mas porém e entretanto, pediu pra eu abrir a boceta e lá se vai eu tirar item pós item e uma fila por trás querendo passar e eu a debulhar minha boceta. E passa o cabo usb na portinha, a bateria extra do android, a bisnaga da pasta dental que contem metal, eu não sabia disso, e puxa coisa, e tira coisa e bota coisa, foi então que comentei com o próximo da fila: vou ter de tirar os trambelhos da cueca e passar por aí também. A fila riu disso e finalmente venci esta batalha.

Agora, imagina um alguém com uma prótese peniana ou uma mulher com usando diu, ou dio ou mesmo dil, sei lá como se escreve isso se é bem mais fácil falar. Não sei pra quê tanta letra assumindo um papel só. Mais parecem assessores parlamentares. Uma ruma de gente pra fazer a mesma coisa. Assim são as letras. Desgraçada língua, essa nossa. Embora dela professor, não a admiro, mas fico puto , não sei porque, quando alguém escreve errado do ponto de vista gramatical.

Foi domingo que perdi o tal cartão do banco e o de crédito também na casa de minha irmão em Pacheco, Caucaia, Fortaleza, Ceará, que a gente revirou a casa de ponta cabeça e deixei, lá , o teto da casa no chão e o chão no teto de tanto procurar. Até meu pai de 74 anos que por lá estava, procurou e procurou e nada encontramos, quando, hoje, ele chega em sua residência, na Bahia, em Guanabi, estão, na sua bagagem os dois cartões. Mas, claro que foi engano do meu velho e isso não passa de um engano dele que pela idade já tem juízo suficiente para fazer isso.

Entonse, o sono não quer voltar e vou ver se mato alguma coisa na hora que o galo canta e os passarinhos se alevanta.

Boa noite, amigos meus.
CARLOS JAIME
Enviado por CARLOS JAIME em 14/08/2019
Reeditado em 14/08/2019
Código do texto: T6719780
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
CARLOS JAIME
Amontada - Ceará - Brasil, 46 anos
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