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Nem Panaca e nem Babaca

SEMPRE PENSAVA QUE era preciso fazer valer o amor. E o suor. E o humor. E de que era preciso lutar por uma vida digna com tudo que merecemos.
     Não, não desejava nada de mais, apenas carinho e atenção. Sim, era preciso mesmo suar, mas suar de prazer. E tentar ter muita saúde, viver uma vida de verdade, objetivando a felicidade.
     Não, pensava,a gente, o povão, não tem cara de panaca, nem pinta de babaca. Nao, não vamos rastejar ante os podres poderes e nem ante a escalada fascista. O que se quer são plenos direitos para se viver com respeito, numa nação de verdade, onde todos são cidadãos com direito aos benefícios da civilização. O que se quer é ser livre e ter nossos direitos e garantias respeitadas.
    Era nisso que pensava quando, para sua surpresa, a Globo estava botando como trilha da sua novela das nove uma música do saudoso Gonzaguinha e cantada por ele. Não se enganava com essa emissora, mas era uma espécie de reconhecimento. No mais acreditava que o povo não era nem panaca e nem babaca, Inté.  
Dartagnan Ferraz
Enviado por Dartagnan Ferraz em 07/12/2019
Código do texto: T6813349
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Dartagnan Ferraz
Recife - Pernambuco - Brasil
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Dartagnan Ferraz