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VILA DE SANTO ANTÔNIO III

1 - Cenas da Vila

A história inicia assim: Fatos acontecido no dia-a-dia de uma vila. Um lugar pequeno, mas com grandes novidades. Nas noites de estrelas os moradores se ajuntavam, faziam festas, tudo era motivo para comemorar e corria muita pinga em torno da fogueira a vila familia se reunia, não faltava os empregados das fazendas de café da redondeza, cito, fazenda Vargem Alegre, proprietário do Sr. Luiz Guimarães, Água Li8mpa, de Minervina Maria Lopes, (minha avó) e de outras glebas de terra, como do Sr. Antonio Gasperoni, Bananeira Roxa, Areia Branca, Catuné, São José, São Bento, Boa Esperança e entre outros micro propriedades.

Os empregados, pulando em torno da fogueira, levantando um finissímo pó, cinza, que fazia uma nuvém de poeira, dançavam descalços e aparentava visivelmente alcoolizados, eram um deus me acuda, pois importunavam as mulheres que rodeavam em volta, as quais também caiam na dança do caxambú.

13 de junho de 1958, as ruas principais da vila amanheciam todas enfeitadas com acos de bambus, banderolas de pano com cores firmes, pregadas nos portes de madeira, acompanhavam muitas bandeirinhas de papel de seda multicores, coladas com grude feito de farinha de trigo, as quais eram fixadas em barbantes de algodão, cruzavam os ares, mostrando uma grande beleza.

Perto do velho coreto, bem próximo a resdidência do Sr. João Soldado, esposo de Dona Santa, funcionaria dos correios e telegráfos, assim era conhecido o correio de Dona Santa. No largo da Praça da Vila, em frente a velha capela de Santo Antonio, ficava de braços abertos um enorme cruzeiro de madeira, abençoando aos moradores e os visitantes, seguindo um pouco mais adiante, encontrava a vernda do Sr. Jamil, casado com Dona Judith, casal servidor e hospitalheiro, tinham tres filhos, bem mais tarde nascera o caçula; naquela época; sem comentários, as mais bonitas colegas de escola. sem desmerecer as demais. Dona Judith, a mãe, sempre dizia:

- Minhas filhas são bonitas devido ao doce de leite que fazemos para a venda.

Realmente, os doces eram deliciosos! quando criança, aalgumas moedas que minha avó me presenteava, eu ia correndo comprar os doces de leite. Recordo-me de que Maria, funcionaria daquela familia, ficava toda orgulhosa e até resmungava entre os dentes: "Também, o doce tem de ser otimo, ele recebe carinhosamente o nome do elixir da juventude, quem as come fica sempre jovem, além disso sou eu que os faço, aprendi faze-lo numa receita da folhinha do Sagrado Coração de Jesus."

Do lado esquerdo ficava outra venda, essa era do Sr. Degeni, onde se concentravam as barraquinhas da festa.

Nelas eram vendidas variedades de guloseimas, cachaça. pés-de-moleque, balas de amendoim, paçocas, doce de mamão verde, fabricados por Dona Eleonora, irmã do Sr. Chico Torre. Vendiam-se também pasteis, frangos assados, bolinhos de mandioca, rapadura com gengibre ou mamão, ou ainda abóbora, que eram fabricadas por Alcebiades Amado, meu pai.

Nesta época, contava com apenas treze anos, mas já fazia parte daquele contexto. As festas eram programadas por meu pai e anguns amigos dele, que faziam parte da comissão da velha capela do padroeiro Santo Antônio.

As garotadas se alvoroçavam para apanhar dos fogueiteiros os restos dos foguetes que já tinham sido estourados. A cada estampido nós gritávamos:

"Viva Santo Antônio".

- Tá na hora de levantar o mastro do Glorioso Santo Antônio. Disse Chiquinho; o garoto mais levado da época. Como gostava de uma briga!

Soltaram uma rajada de foguetes, no exato momento em que se levantou o mastro com a imagem do santo casamenteiro, ficando uma mensagem de testemunha entre o céu e a terra. Um grupo de pessoas se emocionaram ao ouvir a banda de música, Antonio Filizardo de Mimoso do Sul, a executar o hino "

“Querermos Deus que é o nosso Pai”.

Sebastião brasa, empregado da fazenda pertencente ao Sr. José Valim, nessas alturas já se encontrava visivelmente alcoolizado. Como de costume, começou a gritar: “Viva Santo Antônio, viva o povo presente!”

Dirigindo-se à fogueira, sentou-se no caxambu e começou a cantar:
“Santo Antônio tá na goteira quero vê quem vai tirar”.

Outros devotos do santo, trabalhadores braçais das lavouras de café ou tiradores de leites em corrais de gado leiteiro que eram moradores de localidades diferentes como: Sapê, Santa Cruz, Lageado, Areia Branca, São Bento, Sitio do Sr. Carlito Vivas, (Fazenda Santa Augusta” Vargem Alegre, já mostravam bem diferentes a admiração pela vida de exemplar de Santo Antônio, que sempre foi dedicada aos pobres em favor da justiça e da fraternidade. E essas pessoas em oração pediam que suas vidas fossem modeladas na vida de Santo Antônio.
Alci Santos Vivas Amado
Enviado por Alci Santos Vivas Amado em 08/11/2007
Reeditado em 14/11/2007
Código do texto: T728841

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Sobre o autor
Alci Santos Vivas Amado
Mimoso do Sul - Espírito Santo - Brasil, 72 anos
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Alci Santos Vivas Amado