O Hater

Barizon era um homem que odiava muitas coisas. Para ele odiar era tão mais simples e fácil do que amar. "Quem não odeia nada nem ninguém é porque não tem coração", pensava. Ele achava que amar o tornava fraco, enquanto odiar motivava-o a lutar para mudar as coisas à sua volta. Ele odiava pessoas bestas que eram enganadas por gente esperta. Também odiava gente que enganava os outros. Odiava ladrões, assaltantes, viciados, políticos corruptos e afins. Odiava religiões e não entendia como o ser humano precisava de deuses para ser uma pessoa boa ou fazer o bem ao próximo. Barizon amava odiar e odiava amar. Odiava ter que estudar pra ter um trabalho melhor, odiava ter que trabalhar, mas também odiava não ter o que fazer. Odiava multidões, mas odiava estar só. Odiava quem agia por impulso, mas também odiava ser passivo diante alguma situação. Odiava música rápida demais, mas também não suportava música lenta. Ele odiava seguir leis e regras, mas também odiava foras da lei e criminosos. E assim, odiando tudo de certo e errado, ele foi vivendo e mudando positivamente o mundo ao seu redor.