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Samuel, seguindo orientação de seu chefe, saiu da garagem dirigindo a BMW de Takeshi. Ele usava boné e óculos escuros. Como esperado, a van o seguiu. O chefe de segurança deixara dois carros no desvio para da Rodovia Dom Pedro para a via que levava para Piracaia. Mais dois veículos com oito homens no total, seguindo a van.

 

Samuel, se dirigiu para a Marginal Tiete, e seguiu o fluxo, obedecendo o limite de velocidade. Ao acessar a Fernão Dias, ele acelerava, quando o GPS indicava radar afrente ele diminuía a velocidade, passado o radar ele acelerava, e, a van lhe seguia o rastro. Depois de cinquenta minutos, ele estava passando por Atibaia. Samuel ligou para os que estavam esperando na interjeição da via.

 

- Siga Samuel, – disse o motorista ao atender – onde você está?

 

- Já estou no acesso para a Dom Pedro, em dez minutos já chego à ponte. Fique a tento, darei farou alto duas vezes vocês se arranquem quando eu entrar na via.

 

- Ok, deixe comigo.

 

Samuel seguia ao Frontier e a Land Rover. Quando já estavam entrando, ele recebeu uma mensagem dos que iam à sua frente.

 

“Quando chegar ao centro pare em um bar, lanchonete, restaurante ou que seja, coma alguma coisa. Depois siga em frente, nós os esperaremos na ponte. Quando você passar, nós os pegamos”.

 

Samuel respondeu com um ok.

 

Samuel parou na padaria, porque era um lugar aberto, próximo a uma praça, ponto de taxi. Já estava anoitecendo, a praça estava lotada de jovens e idosos, conversando, os jovens tomando sorvete para espairecer o calor. Ali, os assassinos não iriam tentar nada contra ele em público. Samuel tomou um expresso, e seguiu caminho.

 

TAKESHI CHEGOU ao sítio as 20 horas. Samuel o recebeu na área gourmet.

 

- Boa noite doutor, como foi a viagem?

 

- Foi tudo bem. Os pacientes, onde estão? Tiveram algum contrate na ação?

 

- Houve apenas um sobrevivente, assim que os abordamos, eles abriram fogo. Passava um morador no momento do tiroteio, e, também morreu. Jogamos a van com os corpos na represa. O sobrevivente está no bangalô da gruta, o Alberto e o Alex o estão vigiando.

 

- Perfeito, vamos lá, quero ver logo quem foi que contratou estes ratos, para me ferra com a vida.

 

O bangalô estava em péssimas condições, a grama entorno dele estava alta, folhas cobria o assoalho do hall de entrada. Takeshi afastou as folhas que havia sobre o banco do hall, olhou em torno. Suspirou fundo e ordenou.

 

- Traga -me o homem, vamos ver se ele abre o bico.

 

Samuel se foi, minutos depois ele voltou com Alberto e Alex, trazia, um negro alto, forte. Samuel pegou uma cadeira da mesa que estava no canto e a colocou em frente a Takeshi, fizeram com que o assassino sentasse ali.

 

- Como se chama? - perguntou Takeshi – Sem olhar para o homem.

 

- Me chamam de Batman.

 

- Muito bem Batman, vou ser direto com você. Pelo que soube, vocês vieram em oito, e, até o momento seis já estão mortos, você está aqui e o outro está prezo... Vou lhe dar uma oportunidade única, me diga quem te mandou e lhe deixo ir.

 

Batman, ficou olhando para o assoalho. Por fim, disse:

 

- Nada vai mudar, pode me matar, mas viram outros.

 

- Que vem, o resultado sempre será o mesmo.

 

- Não creio. Você meteu a mão no que matou quem não devia, vai ter que pagar.

 

- Quem me quer morto?

 

- Não sei quem foi. Somos de uma agência de segurança partícula. Nosso chefe nos só nos disse que um advogado de figurões entrou em contato e tudo, contratando os nossos serviços. Antes de aceitar o trabalho, o único que se pode averiguar é que foi um tal de Tentáculo é estava pagando a fatura, tudo foi pago em espécie.

 

- Tentáculo... – repetiu Takeshi.

 

Ele ficou calado por um longo momento. Por fim ele disse.

 

- Ok, não preciso mais de você. Vou deixá-lo ir, porém, não volte a me perseguir, porque aí não te darei outra chance.

 

- Obrigado doutor, prometo que não vais voltar a me ver.

 

- Perfeito. Samuel, coloque o capuz nele, e o deixa na entrada da cidade.

 

- Tem certeza doutor - disse Alex.

 

 - Façam o que acabei de dizer.

 

Todos saíram da presença de Takeshi. Depois que todos se foram, Takeshi foi para seu carro e pegou a estrada oposta, que passava por Igaratá. Voltando para são Paulo, via Dutra.

Felipe Felix
Enviado por Felipe Felix em 14/10/2022
Reeditado em 24/10/2022
Código do texto: T7627120
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