DIZEM QUE A resiliência para alguns, é apenas a capacidade de se adaptar a uma situação, para outros, não passa de um momento de lucides.

 

Takeshi, se via enamorado por Andréa, mas não fazia a mínima ideia de que ela era uma infiltrada. O pior era que ele estava preste a descobrir de uma forma inesperada. Abrupta.

 

Takeshi estava em seu escritório reunido com dois advogados. A sua frente estava a procuração que solicitará para seus advogados providenciar, a qual outorgava a seu irmão Sato, a administração de seus bens durante sua estadia no Japão.

 

Takeshi conferia cláusula por cláusula. Em especial as que se referia a mesada de suas filhas.

 

Ele havia pedido que seu testamento fosse revisado, e que Andréa fosse incluída no mesmo. Depois de ter revisado tudo a contento, ele assinou e mandou que os advogados levassem os documentos a casa de se de Sato, para fosse assinado por seu irmão ainda aquela noite. Ele ligou para Sato.

 

- Boa noite mano – disse Sato ao atender – como estão as coisas?

 

- Está tudo bem, onde você está?

 

-  Estou chegando em casa.

 

- Perfeito! O Dr. Hélio e o Dr. Edgar vão a sua casa levar os documentos que te falei para assinar.

 

- Tem que ser hoje, não dá para esperar até amanhã? aí nos reunimos no escritório no primeiro horário.

 

- Não, tem que ser hoje, daqui a pouco vou me encontrar com uma pessoa e hoje mesmo, pois estarei para o Japão a uma da manhã.

 

- Está bem, os aguardarei.

 

TAKESHI CHEGOU ao local do encontro dez minutos antes do horário marcado. Ele abriu a porta luvas do Bentley, pegou a 9 mim, verificou a munição e a colocou sobre o banco do passageiro. Embora o encontro fosse com um policial, porém, ele era corrupto, pois aceitava recebendo, uma espécie de mesada, a anos, para manter Takeshi informado sobre qualquer investigação sobre ele e seus negócios... Por tanto, corruptos sempre podem ficar ambiciosos e querem mais. Então, nesse jogo de gato e rato, as vezes o rato quer virar o jogo e pegar o gato.

 

Takeshi olhou entorno do estacionamento, havia poucos carros, o silêncio era palpável. Ele saiu, pois a pistola sobre o cinto, as costas e vestiu o blazer que estava sobre o banco do passageiro. Ele saiu do carro e ficou encostado no capô. Enquanto esperava, ele conferiu o horário de seu voo na agenda do celular. Enquanto verificava, ele ouviu o barulho de um veículo adentrando ao subsolo. O veículo veio e parou em frente ao lado do dele, lhe bloqueando a frente. Era Ramalho.

 

Ramalho saltou do carro deixando a porta aberta.

 

-Boa noite doutor, – disse Ramalho ao dar a volta por trás de seu veículo. – Qual a urgência doutor? Sempre que você pede um encontro, boa coisa não é. Lembro-me de que na última vez que o doutor marcou um encontro, o resultado foram 11 cadáveres.

 

- Preciso de duas coisas. Primeira: que você me investigue uma pessoa com o codinome de tentáculo. Pelo que pude averiguar tem a ver com àquela pirralha que eliminei a uns dois anos... Pensei que ela fosse a chefe, mas acho que me enganei,

 

- Creio que não deve ser fácil, mas vou averiguar. E qual é o segundo pedido?

 

- Segundo: quero que você de um jeito de arquivar qualquer investigação sobre meus negócios, estou indo para o Japão, estou deixando meu irmão encargado de meus negócios. Ele, é um cara inteligente e honesto, não sabe nada dos meus negócios paralelos e quero que continue assim.

 

- Aí o doutor está pedindo um milagre, meu chefe está a um passo de te derrubar, só ainda não o fez por falta de provas contundentes..., mas creia-me, ele é igual esses perros de caça, quando gruda num osso, não larga fácil.

 

Enquanto Takeshi e Ramalho conversavam, uma equipe de 20 agentes cercavam todas as saídas do prédio. Fred se aproximou ao carro do investigador que havia mandado segui Ramalho.

 

- Douglas, você tem certeza de que ele entrou aí?

 

- Sim doutor, eu o segui até aqui... Deixei o carro aqui fora e desci a pé. Tirei algumas fotos dele parando ao lado do veículo do Takeshi. Tirei uma foto dele saindo do carro e outra dele indo até o suspeito.

 

Fred pegou o celular de Douglas, conferiu as imagens. Não tinha dúvidas era Ramalho e Takeshi nas fotos. Ele devolveu o celular ao agente. Sinalizou para quatro agentes mais próximo a ele para que o seguissem para o subsolo. Pelo rádio, avisou aos demais para ficarem na frequência 3 e guardassem as saídas.

 

- Vamos pessoal – disse Fred para os quatro escolhidos para descer com ele -. Vamos com cautela pessoal, não vamos cometer erros, quero eles vivo.

 

Ele e os escolhidos se esgueiraram. Para o subsolo. Eles logo localizaram Ramalho e Takeshi. Fred levantou o punho fechado, sinalizado para que os agentes parassem. Ele gesticulou para que dois fossem para a esquerdas e dois pela direita.

 

Takeshi e Ramalho estavam conversando.

 

- Para que eu consiga encerrar toda a investigação, terem que contar com a colabora sai de muita gente. – Dizia Ramalho -, isso demanda muito dinheiro.

 

Takeshi caminhou até o porta-malas. Ele levantou a tampa. Havia duas malas no porta-malas.

 

- Venha, olhe – disse ele.

 

Ramalho se aproximou. Olhou paras malas.

 

- Abra!

 

Ele se inclinou e abriu uma. Estava cheia de dólares. Ele olhou para Takeshi.

 

- Há quinhentos mil dólares em cada uma. Será que dá para sanar meus problemas?

 

- Com certeza.

 

- Pegue-as, e, para que fique claro. Use-os bem pois, nossa parceria se encerra por aqui, espero que não tenha que utilizar seus serviços tão cedo.

 

- Que assim seja.

 

Ramalho pegou as malas, quando se encaminha para seu carro, Fred.

 

- Polícia federal maus para cima.

 

 Takeshi já estava entrando em seu carro e contínuo. Ramalho congelou com as maletas nas mãos.

Fred se aproximou de Ramalho e o algemou.

 

- Você não sebe o prazer que me dar em algemá-lo, Ramalho, você é uma vergonha pela corporação.

 

Takeshi não podia acreditar, ramalho estava sendo algemado em sua frente. Enquanto ele olhava estático parta frente, bateram no vidro de seu veículo.

 

- Saia senhor Takeshi.

 

Takeshi abriu a porta do carro. Quando ele se inclinou para sair o policial que estava do outro lado viu a pistola em suas costas. Ele gritou.

 

- Armar!

 

Fred se afastou e empunhou sua amar.

 

- Deite no chão.

 

Takeshi obedeceu. Fred o manteve na minha, o outro a gente veio e o algemou. Retirou a pistola da cintura dele e a entregou ao delegado. Fred avisou pelo rádio.

 

- Suspeitos presos, estamos saindo.

 

Felipe Felix
Enviado por Felipe Felix em 03/12/2022
Reeditado em 03/12/2022
Código do texto: T7663760
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