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"NÃO FOI UM DIA QUALQUER - contos eróticos-"


                            "NÃO FOI UM DIA QUALQUER"
     
                                  -CONTOS ERÓTICOS-


  PARTE 01
  A FACULDADE
 
  Oi pessoal, boa noite a todos !! – A professora Rose acabara de chegar na faculdade onde leciona, como de costume fora direto à sala de reunião, onde os demais colegas tomavam cafezinho e jogavam conversa fora enquanto aguardavam a direção.
Boa noite Rose, responderam alguns enquanto outros apenas sacudiram a cabeça em sinal positivo e de boas vindas à colega.

  Qual é a pauta hoje  ? – questionou a seguir –

  Ainda não sabemos, trata-se de assunto extraordinário – respondeu o Professor Lauro ao mesmo tempo que percorria com os olhos o lindo corpo de Rose –

  Essa percebeu e desviou o olhar dirigindo outra pergunta à colega sentada ao lado, numa tentativa de desviar a atenção e o assédio do seu companheiro de trabalho.

  Tem carona para mim hoje Professora Rose ? – Insistiu Lauro –

  Não Irei direto a minha casa – respondeu educadamente Rose –

  Pronto, o assunto morreu ali. – Lauro não mais dirigiu a palavra mas deixou claro o interesse dele pela sua colega de docência.

  Depois da saia justa Rose saiu sala à fora sem se despedir, havia ficado constrangida pela insistência de Lauro.

   Caminhava rapidamente em direção à sala de aula.  Uma linda mulher, com 28 anos de idade, segura de si, competente e dinâmica. Lecionava na faculdade de Direito, dedicava-se à disciplina de criminologia, área que era pós graduada, tinha enorme prazer em dar aula e contribuir para a educação e preparação de novos valores na área jurídica.
Usava um vestido de malha que marcava seu corpo escultural, demarcava indelével a calcinha minúscula que vestia, fazendo com que os homens viajassem por fantasias eróticas, embora não fosse essa sua intenção. Sapatos também pretos e com salto XV, gargantilha em branco e preto que acompanhavam o par de brincos. Cabelos negros e esvoaçantes completavam a figura esbelta e singular que dominava os olhares masculinos por onde andasse, até mesmo no local de trabalho. Mas Rose não era só linda esteticamente, seu interior era moderno e acompanhava a evolução da mulher contemporânea, servia certamente como bom exemplo para o gênero.

  Boa noite !! entrou ela na sala de aula, com um sorriso na face, denotando seus dentes alvos e perfeitos. Um andar maledicente que provocava uma crise de inveja nas garotas alunas e desejo nos homens ali presentes.
 
  Todos alunos responderam em uníssono –

  Boa noite professora Rose !!

  Trouxeram o material que solicitei na última aula ? – perguntou a professora –
 
  Sim !! responderam alguns deles.

  Juan, por favor, recolha para mim e ponha-os aqui na minha mesa. – ela solicitou ajuda ao aluno sem entretanto olhá-lo de frente, o fez de soslaio.

  OK Professora, farei isso de imediato – respondeu o jovem sem esconder a satisfação por ela ter dirigido a palavra a ele. – Esperava isso todo santo dia -

  Ela sorriu levemente e foi largando seu material didático sobre a mesa ao mesmo tempo em que passava o olhar sobre todos os alunos presentes, sem entretanto, poder evitar, mais uma vez, de olhar mais detidamente para Juan.  Juan era seu aluno diferenciado, para não dizer preferido  ( embora suas razões fossem inconfessáveis),  pelo seu alto grau de inteligência, aproximadamente vinte anos, porte atlético, com aparência de artista americano, possuía olhos claros e cabelos lisos desalinhados.  Sentava-se bem a sua frente e ficavam trocando olhares que embora discretos, eles, os dois, sabiam de certa forma que haveria um dia alguma coisa entre eles. Certeza não havia, mas da parte de Juan era uma obsessão.
A aula transcorreu com a normalidade de sempre. A Educadora Rose era linda mas também era devidamente competente e mantinha postura condizente com seu cargo, também responsável com relação a seus educandos, com sua profissão e com a instituição educacional que representava. O fato de ser bonita e gostosa era atributo congênito, cuja culpa, se houvessem culpados,  não  poderia ser atribuída  a ela.

  O jovem Juan levantou o braço e solicitou licença para fazer uma pergunta pertinente.

  Professora ?! Gostaria que a Sra. me esclarecesse uma dúvida que tenho sobre a matéria passada hoje, pode ? – perguntou ele –

  Claro ! – respondeu a educadora com a devida paciência –

  Como era de costume, Juan e Rose flertavam durante toda aula, a professora ministrava a disciplina com consciência, todavia, percebia-se os olhares furtivos entre os dois jovens.

  Passadas duas horas do inicio da aula...

  Nisso tocou a campanhia da faculdade anunciando o final das aulas naquele dia, mas Juan foi insistente e se aproximou da mesa da professora.

  Aguarde só um instante – balbuciou Rose sem olhar para Juan –

  O aluno ali ficou estático, aguardando.

  Os demais alunos foram evacuando a sala rapidamente, permanecendo somente o jovem aluno e a Professora Rose. – entre olharam-se sem dizer uma palavra, parecia haver um acordo tácito entre os dois –

  Rose dirigiu-se a Juan: Sim Juan, qual é a dúvida ? – perguntou ela  como se nada estivesse entendendo -

 O jovem deu alguns passos em direção a porta e a trancou por dentro, retornou a passos comedidos e com o olhar fixo em Rose, essa, sequer o olhava.

 Professora – disse ele –

Que é ? – perguntou Rose um tanto trêmula pressentindo o que estava por acontecer naquele momento, era tudo que queria mas...o local, esse... –

  Juan nada respondeu, agiu...

  Ele a agarrou pela cintura e olhou fixo nos olhos, beijou-a com a paixão e o vigor de um jovem sedento de amor. – ela correspondeu mas fez alguma força para afastá-lo, não queria efetivamente, o fez para registrar uma pequena resistência.

  Há muito tempo eu desejava isso Rose. – balbuciou ele timidamente –

  Mas...mas...quem lhe deu o di...di...direito de beijar-me ? indagou ela com cara de quem gostou mas fez tipo “ele é meu aluno e não posso cometer esse erro”.

  Respondeu Juan – Nós nos damos esse direito Rose, nossos corpos se atraem – completou ele esbanjando tesão mas  com medo de ser reprovado –

  É, mas não está certo isso, sou sua professora, o local também é impróprio – retrucou ela com tom de voz inseguro –

  Ele voltou a beijá-la com paixão enquanto suas mãos percorriam o corpo da jovem, nisso ele tentou levantar a barra do vestido, mas conseguiu somente até o meio da coxa, Rose um tanto indecisa, num gesto apenas mecânico o colocou no lugar, mas não disse não...

 O jovem a seguir acariciou os seios de Rose, cujo corpo estremeceu com um calafrio que lhe percorreu a coluna dorsal. Ela sentiu que ficara molhadinha e com a vulva levemente inchada, estava devidamente estimulada para o sexo, mas não tomou nenhuma iniciativa, deixara que o aluno o fizesse.

  Juan insistiu e dessa vez conseguiu.

  Baixou a calcinha preta e minúscula que Rose usava, tirou-a total e a jovem não mais resistiu. Na seqüência colocou-a sentada e a deitou sobre a mesa, permanecendo as pernas da moça dobradas, na altura dos joelhos, meio a meio, ora no chão, ora pendurados.

Ele, antes de abrir a braguilha da calça pegou com jeito a mão da mulher desejada e fez leve carinho em seu pênis, acentuando a vontade de transar que já denotava no suor que escorria no rosto de ambos,  como se fosse uma confissão do desejo represado até agora. Era hora de soltar os instintos...

  Ouvia-se os gemidos de Rose, entrecortados e intercalados com a respiração levemente ofegante, o suficiente para trair a Jovem professora que já estava totalmente à mercê do belo rapaz conquistador. Mesmo que ela negasse o tesão, a  vontade de continuar aquele colóquio amoroso, embora intempestivo, já não havia mais chance alguma de convencer quem quer que fosse.

  A partir daí houve a penetração com o carinho e a delicadeza que o momento pedia, as bocas não se desgrudavam, mais parecia uma viagem de sonhos entre as nuvens. O perfume francês de Rose tomou conta do ambiente, os feromônios exalavam incendiando ainda mais a relação sexual entre os dois.

  Ora ele beijava-a na boca, ora beijava seus seios que eram médios, firmes e com os mamilos pontiagudos. Ela...gemia e pedia que ele não parasse de transar.

  Alguns minutos se passaram em transa intensa, que transcendia qualquer fantasia que um ou outro tivesse imaginado um dia em suas vidas. O jovem, apesar de sua tenra idade, já era experiente na arte da sedução, e, desejava aguardar para que tivessem o orgasmo juntos, mas Rose o surpreendeu, festejou em orgasmos múltiplos e ele teve que se contentar em gozar sozinho e terminar o ato sexual mais louco e esperado de sua vida.
   
   Colocou-se em posição normal, fechou a braguilha da calça, beijou-a no rosto carinhosamente e saiu a passo, sem pressa, sem olhar para trás e sem dizer uma só palavra.

  Rose o olhou com carinho, fez “biquinho” e atirou-lhe um beijo, mas Juan não viu, seguiu em frente como se tivesse acabado uma missão, era o que parecia.

  A jovem professora recompôs-se, alinhou o cabelo como deu e dirigiu-se à sala dos professores, um leve sorriso estampava e coloria seu rosto. - Uma aprovação ? questionou a si mesma mentalmente –

  Na sala dos professores sacudiu a garrafa térmica para ver se ainda tinha café, não tinha e com isso fez sinal negativo com a cabeça. Olhou o relógio era 22:41 h.

Preciso apressar-me – pensou ela – não há mais ninguém no prédio, exceto o porteiro que permanecia em seu local – Em ato contínuo reorganizou a pasta com o material didático e dirigiu-se à porta de saída.






 
 

 
 
(PARTE DOIS SERÁ PUBLICADA EM OUTRA DATA)
René Cambraia
Enviado por René Cambraia em 29/09/2008
Código do texto: T1203001

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Sobre o autor
René Cambraia
Maceió - Alagoas - Brasil, 69 anos
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René Cambraia