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O cálice, o homem e a mesa do sono, porta dos sonhos

   Esta manhã havia uma fragrância negra num cálice encima da mesa do sono.

   Todos sabemos que há sonos leves de várias espécies: sonos leves com poucos sonhos, sonos profundos e sonos medianeiros, onde os sonhos refletem algum algum desejo insatisfeito; ou algum momento advinhatorio de um futuro com a bota cheia de pedras preciosas principalmente se estamos pobres e sem dinheiro.

   Eu de todos os homens não deveria cometer o mal.   Por isso não deveria acender uma vela encima daquela mesa; para que, o desejo do pecado não fizesse eu me voltar contra todos.

   Meu primeiro pecado foi cortar os corações dos Tiranos que dominavam a consciência humana na Terra.

   Logicamente que a grande maioria diria que aquilo não fora pecado algum.   Mas, para o homem não violento que eu quizera ser mesmo a um tirano, não me faria feliz sangrar-lhe feridas, nem descascar as cascas daquilo que sarara.

   Dei um golpe com a mão na taça em cima da mesa, e fiquei a catar e catar os vidros encharcados pelas lágrimas da minha incapacidade de compaixão humana.

Hare Krishna
angela nadjaberg ceschim oiticica
Enviado por angela nadjaberg ceschim oiticica em 20/02/2007
Reeditado em 12/05/2008
Código do texto: T386996

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Sobre a autora
angela nadjaberg ceschim oiticica
Maceió - Alagoas - Brasil, 72 anos
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angela nadjaberg ceschim oiticica