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GLÁUCIA - EM BUSCA DA JÓIA DE SETE FACES - parte 4

          Ao subirem a montanha no centro da Terra de WikiMetthrika , Gláucia sentiu mais uma pontada. Dessa vez lhe vinha outra visão em sua mente:

          “A moça, vendo que o livro em sua mão estava resplandecente e as letras se moviam, começou a se entusiasmar e a crer que poderia, através daquele livro, se tornar uma grande guerreira para se defender de qualquer invasor e ser chamada para a linha de frente da guerra.

          Ela passava horas da madrugada acordada escrevendo, montando estratégias , imaginando territórios e estilos de luta. De repente alguém bateu forte em sua porta até quase derruba-la. Ela estava sozinha e temeu muito por aquele momento.

- Abra a porta, gracinha. Só queremos brincar um pouco...

          Pelas vozes percebia que eram goblins e bárbaros que invadiam as casas, abusavam das mulheres e devoravam tudo o que as pessoas tinham.

          Ela se escondeu atrás de um móvel enquanto via os bárbaros e goblins invadirem sua residência. Estavam completamente bêbados. Derrubaram tudo, comeram a pouca comida que tinha em sua despensa, mas não encontraram a moça. Após irem embora, a pobre moça põe-se a chorar:

- O que eu vou fazer? Sem um homem não conseguirei me defender desses maníacos. Agora não tenho nada pra comer e minha casa está destruída.

          Ela foi até o lado de fora e diante da Lua fez um pacto consigo mesma:

- Não serei mais fraca. Mesmo sem descobrir qual é o meu poder, me tornarei hábil e forte o suficiente para me proteger e ser chamada pelo rei para uma guerra.”

************************************************************

- Gláucia! Gláucia! Levante-se! – dizia a ave.

- Eu não sei se vou resistir essas pontadas até o fim da missão. Está tudo confuso, mas ao mesmo tempo... tão nítido. Tão real.

- Você fala dessas coisas que vêm na sua cabeça?

- Não apenas isso, nobre pombo. Isso não parece apenas uma visão, mas como já falei, algo de um tempo que não o nosso agora.

- Abaixe-se! - interrompeu-a a ave quando viu um bando de orcs se aproximando.

- Diga-me uma coisa: pra que serve esse livro?

- Ah sim. Ele é um livro mágico. Tudo o que nele escrevo ou imagino se torna real. Porém sem esse livro não tenho habilidade alguma.

- Mas você não disse que irá descobrir seu poder? Então alguma coisa você tem.

- Eu sei. Porém se eu já tivesse descoberto meus amigos não estariam lutando só.

- Olhe – apontou com a asa o pombo – os orcs estão descendo a montanha. Eles vão nos achar. E agora?

          Nesse instante Gláucia abriu o seu livro, com uma pena desenhou um arbusto enorme e uma rápida luz que emanou que livro fez aparecer um arbusto alto e volumoso.

- Entre aqui comigo, pombo. Eles não nos verão.

- Tem certeza? Um simples arbusto?

- Pode parecer pouca coisa, mas as vezes pra esconder algo, quanto menos disfarce, melhor. Agora escomda-se.

          Ambos fizeram silêncio e, do alto da montanha, no meio das trevas, uma ordem foi dada pedindo silêncio e então se ouviu a voz do Dragão Maior-Medo falando aos orcs:

- Meus soldados infernais, estou prestes a morrer. Contudo, o número de dragões já foi multiplicado. Agora que derrotamos quase todos os heróis do condado de Litherátuhus, podemos conquistar aquela cidade para nós. Fora isso estou sabendo que os mais fortes guerreiros de Litherátuhus já estão longe do condado e isso é perfeito lara pegar o condado desprotegido. Possuímos a joia de sete faces Amor-Perfeito e com ela, criaremos uma civilização egoísta, que amará cada um apenas a si mesmo e aos próprios interesses. As populações se tornarão mesquinhas, guerrearão umas contra as outras, e antes que eu me vá, estabeleceremos o caos em toda a terra!!! Destruam o condado de Litherátuhus, tragam-me o rei Andher Son vivo e matem todos os demais moradores daquele lugar!

          E ouviu-se barulhode grunhidos de orcs e gritos de dragões que festejavam:

- Pelos deuses! Você ouviu o que eu ouvi?

          Glaucia afirmou com a cabeça dizendo que sim.

          De repente um estrondo de marcha de milhares de orcs se fez ouvir por toda a montanha. Um barulho ensurdecedor de gritos de dragões, bater de asas e armaduras rangendo. Os orcs se preparavam para invadir o condado de Litherátuhus.

- Minha mãe – chorou baixinho o pombo – espero ter chegado a tempo.

- Você disse que ela se encontrava nas cavernas de Battheria Vis Iada. Porém onde fica isso?

- No interior do castelo. O dragão costuma ficar sempre no topo da montanha. Mas dentro do castelo existe uma gruta subterrânea onde ele mantém seus condenados presos numa parede espelhada. São vários espelhos. E o espelho que ele quebrar, a alma de quem estiver presa ao espelho se desprenderá do corpo.

- Que monstro! Vamos subindo pelos arbustos. Criarei mais alguns.

- Você é louca? Sempre pra você criar alguma coisa seu livro vira uma tocha de luz. Eles vão nos ver.

- Eu sei. É arriscado, mas é rápido. De um arbusto criaremos vários e eles não nos verão. Confie em mim.

          Então Gláucia abriu seu livro, desenhou uma infinidade de arbustos e ele resplandeceu mais uma vez.

          O facho de luz chamou a atenção dos orcs e dos dragões que avançaram sobre o arbusto em que Gláucia e o pombo estavam. Nada acharam.

          Inúmeros arbustos apareceram entre os orcs. Eles começaram a atacar um por um. E a cada arbusto de atacavam, novos arbustos cresciam.

          Enfurecidos com aquilo, os orcs provocaram os dragõe, com que os fez lançarem uma rajada de fogo negro sobre todos os arbustos Um a um foram queimados até não sobrar mais nenhum, apenas as pedras oblongas da montanha.

          Tendo feito isso, desceram a montanha e marcharam em direção a terra de Litherátuhus.

          Escondidos em uma pedra, a ave dizia:

- Se você fizer isso de novo eu juro que saio voando daqui. Quase morremos!

- Sim. Eu sei. Mas se eu te falasse que além de arbustos invoquei pedras você estaria mais confuso ainda.

- Mas como você invocou as pedras? Se estavamos nos mexendo ocultamente pelos arbustos.

- Simples. Gerei arbustos o suficientes para fazerem eles se distrairem e atacarem tão somente o que se multiplicava, por ultimo, gerei duas pedras e já estava pronta pra de uma partir para a outra. Mas vejo que não foi necessário.

- Então você só gerou os arbustos para no final faze-los acreditar que os inimigos estariam apenas em arbustos?

- Isso é uma estratégia de guerra. Multiplique um objeto e o faça parecer suspeito, porém imediatamente crie algo tão óbvio que eles não irão suspeitar, pelo simples fato de que não se multiplica ou apresenta estranheza.

- Nessa você mereceu aplausos. – batia asa com asa o pombo.

- Quieto! Vamos subir a montanha.

          Ao chegarem no topo da montanha, lá estava o Dragão sobrevoando ela sobre nuvens escuras. O dragão era enorme, com cores flamejantes e pele escura. O enorme réptil de boca imensa, dois chifres, garras afiadas, dentes à mostra e asas que cortavam a névoa que se formava novamente. Gláucia se viu pequena diante do Dragão, já que não conseguiria lutar contra ele lançando flechas, pois não havia abertura nos cascos do monstro.

- Como derrotaremos essa besta? – perguntou o pombo.

- Infelizmente... não tenho resposta para isso agora. Porém, temos que lutar!

          Gláucia abriu seu livro e tirou dele uma espada afiada de dois gumes e um escudo com espinhos. Seus olhos brilharam quando segurava a espada e avançava diante do dragão.

          Num momento a fera olhou para Gláucia e bradou:

- Quem ousa adentrar no território de Maior-Medo?

- Eu sou Gláucia. Do condado de Litherátuhus. Você tem em suas mãos a jóia de sete faces Amor-Perfeito e pretende fazer guerras contra nosso povo e as nações circunvizinhas. Estou aqui para resgatar a joia e restaurar a paz para meu povo.

          O dragão se curvou até ela e fitou os olhos na guerreira:

- Você vai querer a joia de volta? Seu rosto não me é estranho. Eu já vi esses olhos em algum lugar. Faz-me lembrar de alguém.

- Você não me conhece e não sabe do que sou capaz. Prepare-se para lutar!

- Hahahahaha! Sua mísera humana. Acha que pode lutar contra mim, o terrivel dragão Maior-Medo, sem sequer saber quais são seus poderes?

          Gláucia temeu nesse instante. Como ele sabia dessa fragilidade dela?

- Ora... está assustada? As pontadas na sua cabeça aumentam quando você se aproxima da montanha, ou já passaram?

- Do... do que você está falando? – titubeava na fala Glaucia.

- Eu te explicarei tudo, sua verme. Mas antes preciso lhe dar uma lição!

          E lançou uma torrente de fogo de sua boca. Gláucia se defendia com o escudo, de repente quando o fogo acabou ela percebeu que o Dragão não estava mais lá. A montanha começou a tremer e uma enorme figura nefasta aparecia no alto das nuvens escuras a ponto do céu trovejar.

          Ele voou cuspindo fogo sobre Gláucia que continuava a se defender. Sempre que a torrente de fogo acabava e ela preparava um ataque, ele não estava mais lá.

          O dragão fez as nuvens dissiparem e um relâmpago caiu sobre a montanha, fazendo Gláucia ser arremessada entre as pedras e rolar do alto da montanha até o sopé.

          Ela se levantou, porém o Dragão num movimento espiral girou seu corpo enorme e comprido nos céus que causou um tornado de vento. Tão forte era que as arvores e pedras da montanha eram lançadas a metros de distância. Em seguida o Dragão soprou um tufão de fogo negro de sua boca no tornado e o jogou em cima de Gláucia que se esquivou a tempo.

          Porém o Dragão já estava atrás dela. Ela brandiu sua espada, mas ele desaparecia e surgia em cima dela atirando outro tornado.

- Você adquiriu os poderes de Olliveira e Hammorim? E agora está usando a velocidade de DeoMiro?

- Mais do que isso...

          O dragão abriu a sua imensa boca e fez jorrar um mar de animais furiosos sobre Gláucia que se defendia com o escudo e cortava os que lhe eram lançados com sua espada.

          O dragão ficou frente a frente com ela e lhe olhou nos olhos. Seus olhos eram por completo vermelhos. Através daquele olhar a pontada na cabeça de Gláucia voltou e lhe fez ter outra visão:

          Viu uma moça fugindo de muitos orcs, subindo a montanha de nuvens escuras. Ali surgiu um rapaz que a salvou dos orcs e tomou ela como esposa. Eles viviam felizes, quando num certo dia ela encontrou uma joia numa caverna enquanto caminhava, mostrou ao esposo e aquele homem tornou-se ambicioso ao colocar as mãos naquela pedra preciosa de sete lados. Tempos depois descobriram que o rei havia perdido uma joia raríssima da sua coroa, jóia essa que permitia que ele tivesse sabedoria o suficiente para manter o controle do condado. Sabendo disso a mulher quis devolver a joia ao rei, mas o marido não quis. Sabendo da fidelidade de sua esposa ao bem e altruismo, ele decidiu armar contra ela e mata-la. O homem tornou-se um dragão por causa do poder que a joia lhe conferiu.

          Ao término da visão, ela reconheceu aquele dragão:

- Você! Você é o mesmo que aparece nas minhas visões. Que moça era essa? Que livro era aquele?

          O dragão levantou a fronte:

- Você não reconhece as coisas mesmo, não é menina. Aquela mulher era Córdia... que conheceu desde a adolescência um homem e por ele se apaixonou. Ele a salvou dos orcs uma vez, mas as brigas em casa por causa dessa joia que ela encontrou foram constantes.

- Ela encontrou a joia? E por que ela não devolveu em segredo ao rei?

- Pobre humana tola! Ela amava seu companheiro. Por amar, ela compartilhava tudo, inclusive esse segredo. E foi por causa desse segredo que ele se tornou, ou melhor, se revelou quem realmente era.

- Mas por que ele a matou?

- Ela, após muitas idas e vindas desse moço, quis continuar em sua casa. Então colocou a jóia escondida em um livro. Quando ele quis procurar a joia não a encontrou e imaginando que ela havia devolvido, matou ela dentro de casa.

- Por que você fez isso com ela, seu monstro?

- Ela tinha o conceito idiota de que o Amor-Perfeito nas mãos de seres humanos normais só causaria destruição, então quis que apenas o rei tivesse o controle dessa joia.

- Mas o que ela fez com a joia? Que livro era aquele?

- A joia ficou com ele. Ele saiu daquela casa. De vez em quando ele voltava lá para ver se o livro não se tornara mágico.

          Gláucia olhou para o seu livro.

- Então... era essse livro que Cordia possuía. Mas por que ela não lutou? Por que não resistiu a você? Por que esse livro está em minhas mãos?

          O dragão soltou mais uma rajada de fogo negro sobre ela, jogando seu escudo e sua espada longe e levando ela ao chão. O dragão era quase do tamanho da montanha agora.

- Não tenho mais tempo com biografias de outrem. Importa agora que você irá morrer!

          Quando o Dragão se preparou para engoli-la, um golpe de clava o jogou para longe de Gláucia.

- Galva Negra?

- E aí, mulher?

          Várias águias surgiram e voaram atacando o Dragão. Gláucia reconhecer que se tratava de Giz Ellen.

          Uma nuvem brilhante agora surgia no céu e a luz da lua brilhava cada vez mais. Um homem montado em um cavalo branco com uma espada branca partiu para cima do Dragão junto com as aguias.

- Augusto! – Gláucia exclamava surpresa.

          O dragão se esquivou de alguns golpes, até ser surpreendido por varios golpes de espada que lhe cortaram as asas. Era DeoMiro quem atacava agora.
Raios e tochas de fogo caiam sobre o Dragão impedindo ele de contra-atacar.

- Pelos deuses! Vocês voltaram! Mas como?

- Ao seu comando, minha líder.  – disse Augusto com os olhos brancos descendo do seu cavalo. – chamei um amigo que poderia ajudar na batalha.

- Mas você não invoca animais. – disse Gláucia.

- Correto. Mas ela sim – apontando para Giz Ellen que no alto do céu lançava tigres sobre o Dragão.

          Todos resolveram atacar ao mesmo tempo o Dragão, mas numa investida ele alçou vôo aos céus enegrecendo tudo outra vez:

- Maldição! Mil vezes malditos sejam!

          Ele lançou seu olhar de fogo sobre Gláucia:

- Morra!

          E num rasante mergulhou como um meteoro sobre o corpo da guerreira alfa. A montanha inteira desabou numa avalanche de terra devido o impacto.

          Quando a poeira baixou, o dragao havia sumido e só restava um homem com a pele ensanguentada no chão.

          Gláucia não sabia como tinha sobrevivido ao poderoso ataque, até perceber que o pombo tinha posto sua espada ao bico e entrou dentro do Dragão rasgando-lhe as entranhas e saindo do outro lado.

- Gláucia! – sussurrava o homem caído no chão.

- O dragão era um homem? – dizia Galva Negra.

         Glaucia se aproximou do homem ferido mortalmente:

- Onde está a joia? – perguntou ela.

- Gláucia. Tem uma coisa que eu preciso te falar.

- Não me interessa mais. Onde está a joia?

- No castelo. Nas partes mais baixas. Elas darão acesso as cavernas de Battheria Vis Iada. Mas preciso te alertar antes...

- O que você quer me falar?

- Aquela moça... Cordia... o livro... o seu poder é... é...

- Diga logo! Quem era Cordia? Que livro era aquele?

- Existe um perigo maior. É ele quem está por trás de tudo isso... inclusive ele sabe o seu verdadeiro nome.

- Meu verdadeiro nome? Qual é entao? Pare de mistério e diga. Quem sou eu entao? Que perigo maior é esse?

          E o homem tocou no rosto de Gláucia, passou a mão em seus cabelos e expirou.

          O pombo também estava mortalmente ferido, devido o impacto do golpe do dragão.

          Giz Ellen tratou de leva-lo nas costas envolto nos tecidos novamente:

- Quem diria que um dia esse pombo iria prestar pra alguma coisa? – brincou Hammorim.

-Muito obrigada, nobre guerreiro, por salvar a minha vida. Como recompensa te levaremos até sua mãe. - agradeceu Gláucia.

-O...bri...ga...do am... ami... gos. – balbuciava com voz fraca o pombo.

          Então eles caminharam em direção até o castelo que ficava ao fundo daquela planície. Quando eles entraram, perceberam logo no inicio das muitas paredes altas e de pedras cinzentas e retangulares uma escada que levava para uma espécie de passagem. Ao descerem todos juntos a ave acordou e disse:

- Minha mãe? Onde ela está? Onde ela está?

- Calma! Calma! Calma! Vai ficar tudo bem. Estamos procurando por ela e pela joia.- afirmou Galva Negra.

- Eu creio que ela deva estar no final do corredor. Lá deve ser a gruta espelhada. – disse a ave.

          Havia uma pedra grande que tampava o acesso a caverna. Olliveira removeu a pedra com um golpe de espada e então puderam ver o corredor da caverna com espelhos em cima e embaixo, a direita e à esquerda. Tudo era feito de espelhos.

          De dentro da cada espelho além do reflexo de cada guerreiro, era possivel ver almas de soldados enviados em combate aprisionados pelo lado de dentro.

          A cena causou extremo desconforto em cada um deles. Após muito caminharem sobre o chão espelhado, no final da caverna havia um espelho maior, no formato de uma joia. Eles ouviram o choro de uma voz feminina. Então do espelho surgiu uma pomba preta:

- Filho? Vocês viram meu filho?

- Aqui está ele, senhora. Seu filho foi um guerreiro valente que mesmo nessa forma lutou bravamente contra o dragao, salvando minha vida – disse Gláucia.

          Giz Ellen desenrolou o pombo de suas costas e o levou até a frente do espelho:

- Mamãe! Que bom que ainda está viva! Como faço pra te tirar daí?

- Filho, alguém precisa pegar a jóia que está dentro de um dos espelhos.

- Como assim? São tantos. É impossível achar isso em menos de um dia. – disse Augusto.

- O problema maior não é esse. Os reflexos mudam de lugar a cada vez que alguém toca noa espelhos. Sendo assim são infinitas possibilidades onde essa jóia pode estar. – dizia a pomba dentro daquele espelho maior.

          Gláucia então abriu seu livro e de dentro dele brotou um luz e ela fez aparecer um olho de ouro:

- Ele vai vasculhar onde se encontra a joia para nós.

          Ela soltou o olho de ouro e ele iluminou todo o ambiente, localizando logo na entrada da caverna a joia de sete faces.

          DeoMiro correu até lá e a trouxe para as mãos de Gláucia.

- Otimo. O que faço agora? – perguntou Gláucia para a pomba.

- Aponte essa jóia para meu espelho e ele refletirá todos os demais. Os egípcios tinham esse costume de jogos de luzes solares para aberturas de suas pirâmides. – disse com voz contida a ave.

          Gláucia apontou a joia para o espelho. Em seguida a joia começou a brilhar e o lugar a estremecer. O pombo então abriu as asas e foi para perto do espelho, onde viu a luz da joia remover aos poucos sua mãe de la de dentro.

          Quando ela terminou de sair, todos ficaram muito alegres com aquilo. Porém o corpo do pombo começou a ser sugado pelo corpo da mãe.

- Pombo. O que é isso o que está acontecendo? - exclamou Hammorim.

          De repente a pomba ficou de costas para os guerreiros e virou-se para o espelho. Gláucia viu que o reflexo se juntava ao corpo formando uma especie de ser.

          Então um homem de capuz e vestes escuras apareceu do espelho, sugando a pomba novamente. Ao levantar seu rosto, seus olhos eram os mesmos que Gláucia havia visto na batalha da floresta. Negros com a pupila vermelha. Um rosto de caveira apareceu naquele capuz e uma voz rouca e fantasmagórica soou:

 - Saudações, amigos!  Que bom que vieram!

          Nesse momento os espelhos começaram a engolir cada guerreiro, pois diversas mãos de caveira apareceram de dentro dos espelhos e puxavam um a um para dentro. Apenas Gláucia ficou.

- Muito prazer, nobre Gláucia. Devo-me apresentar: meu nome é CEIFADOR, o verdadeiro dragão da terra de WikiMetthrika...



Continua....
Leandro Severo II
Enviado por Leandro Severo II em 17/07/2019
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Sobre o autor
Leandro Severo II
São Paulo - São Paulo - Brasil, 26 anos
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Leandro Severo II