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SINTO MUITO MAS OS DIAS NÃO ESTÃO MUITO FAVORAVEIS PARA DIZERES QUE FACULTEM UM MOMENTO FELIZ

                 Braga   18/08/2009VER COMO VOCÊ ESTÁ
  NÃO POSSO AGUENTAR, VIVER A RENUNCIAR,
   TUDO O QUE JUREI ACREDITAR.

        Minha cara, estive pensando sobre a grande inutilidade da vida quando estamos com os dias contados , vos confesso decepcionado estar perdendo  a cada instante  a esperança que depositastes em minha recuperação.Talvez fosse-nos  melhor  continuar distantes e opacos um da vida do outro, cada qual com sua porção de dor e sofrimento a angustia seria menor  e   imutável . hoje é triste compreender  o porque das respostas chegarem quando as perguntas já não fazerem diferença, e  não terem a mesma importância como antes, mas saiba que  ainda tenho insônia  como na ultima noite de festa e chuva. Se quer saber como estou e como me sinto,  saiba que não vou nada bem e sinto estar em outro mundo, por isso não me peça  paciência ou para que meu espírito entenda. Não é porque estou no cemitério que estou triste.
A esperança  não morreu por acaso, demorou mas foi de tédio que ela se matou, já faz parte de meu ser este desejo doentio e suicida de apertar o gatilho e acabar logo com isso.
       Uma luz Pumblea e ofuscada salta dos meus olhos a todo instante,  instantes estes comparáveis  a um vasto jardim de flores mortas, hoje como sempre é  inicio de um frio outono e fim de setembro, assim normal para quem está com o coração negro e reluzente pelo amargor  do ódio, meus olhos estão constantemente baixos e chorosos e a pouco descera destes tais poços de depressão ,  uma vasta solidão.Estando Assim nesta situação vejo ter sido inútel  manter o desejo de vingança sobre este  coração frio e rancoroso por todos estes anos a fio, e sinto que isso agrava o meu prontuário a favor da morte pois,o medo Tem devorado meu ser durante todo este tempo .
          Sabes que estas lagrimas inspiradoras  é de pureza incontestável,e se assino-te estas palavras com o sangue que a pouco lavara meu corpo é porque lhe amo, e  já não me encontrarei no mundo dos loucos, tristes e derrotados, quando ler estas palavras.
No olho da rua trepida morre sobre mim a mais nova dor, já se passam quase duas horas do ultimo suspiro da falsa alegria, ou melhor, um sorriso , sim apesar de um tanto apagado e forçado foi um sorriso,me deparo cinco horas após o espetáculo, a essa  hora muitos que como eu riram hipocritamente, e ate mesmo o palhaço deve estar a chorar sinceramente.Deito-me na mais escura escuridão,estou ao lado da mais cruel solidão e sinto como se minha garganta fosse apertada por uma estranha mão .A minha cara , como ficamos transtornados nestes momentos, em transe pensativo e impotente, meio como se estivéssemos  mergulhado numa piscina de sangue em meio ao deserto , ou em uma caixa dois por dois caído desmaiado sobre a carniça de um exercito de fetos abortados , nossas almas então fica em decomposição leprosa e enigmática após tais sonhos.
Hoje é só mais um daqueles dias em que nos sentimos como um nada, dias sem razão como um domingo chuvoso em minha vida, dia confuso,  em mentes confusas e você se quer desconfia; esta noite foi difícil para dormir, não me lembro de ter cochilado um instante só. Fiquei ali, imóvel, olhando para o teto juntamente com a escuridão do seu ar melancólico e frio ; e já não falta nada, não esta ventando,não faz calor  ou  frio, não há se quer uma leve inquietude das folhas nas copas das arvores, as vezes tenho a impressão que o tempo parou e sempre , sempre me pergunto porque devo me contentar com as malditas lembranças, um passado tão fútil e mesquinho  que me faz explodir em desordem mental , fico a me torturar sozinho, agora que todas as flores pálidas do caule da dor estão prestes a serem ceifadas  pela agonia do momento .
          Coloco-te então sob este mesmo terror onde me envolvo entre o gosto da s derrotas, aqui  onde me balanço de olhos cerrados e sepultura lacrada, assim prossigo na perpetualidade  da culpa , posso dizer –te longe da mediocridade deste mundo que pretendo-lhe fazer chorar.
       Foram as doces palavras ditas ao fim do arco ires que mais me torturarão no dia da despedida, o mais foram frases sem sentido, insultos cortantes de  frases roubadas em  voz aveludada. Assim como se pudéssemos simular a vida triste como ela é e fingir escrever algo realmente triste e melancólico o suficiente para lhe preocupar  .isso teria que ser mesmo a imagem que exala da sua face sem que você perceba,  mesmo sabendo  que ela esta ai em você , guardada em alguma parte. Por enquanto me mantenho o senhor das lagrimas,um ser que sempre fui e até hoje por medo ou receio escondi, é assim todos os dias quando não mais existe facilidade e me falham as palavras para tratar com os amigos falsos que cultivo. Aqui se rasga genialmente o inicio de outra depressão se é que assim posso chamar a vida;  Fuçando o nada outro dia achei o rascunho da carta daquele seu amigo suicida .dizia ela que não fora escrita por acaso a você, e que nem seria outra ameaça juvenil de moda triste, ali me enterrei a ver com qual desprezo  se trata a vida a chamando de fumaça do nada, o verdadeiro eu ou eu triste se mostra estar em prova . Para o ser estar feliz com ele mesmo então se emerge na hipocrisia cotidiana dos momentos .Não sei se já disse que estou no quarto,com os olhos abertos por lagrimas,estou no meio do quinto café e a uma musica no quarto ao lado dizendo que: a uma espada em meu coração para que aos sonhos não mas permitas tira-la ô dor. Resta-me três cigarros e peço  encarecidamente que fume os outros dois restantes já que antes de morrermos sentimos o coração saltitar para longe, uma vaga luz entra pela janela do meu quarto, já é quase dia, creio,  suficientemente uma sombra se faz com minha mão sobre o papel amassado, cada letra posta por sobre este papel foi lavada com meu sangue em lagrimas.Que confusão, acaba sim de soar triste e solitária a décima segunda badalada, por horas tento dormir , tentando insignificantemente  fechar os olhos cansado de chorar com as duvidas, a  uma dor incessante , surpreendo-me já de Pé  perambulando por entre os poucos moveis da sala escura, toda s as noites tem sido assim a anos, tempos e tempos tem sido assim creio ter acostumado a sofrer solitariamente.
                 Fora um dia cheio no consultório, clientes possuidores das mais variadas patologias e traumas, depressões pós parto,pós contusões, recaídas tóxicas, manias de perseguição . Era oito em ponto quando o ultimo cliente se despedio; Adolescente aparentando 16 anos , aparência tristonha e com duas depressões  fulminantes no currículo da vida. A rua inda estava um tanto úmida, havia ainda possas de água por quase toda calçada que se embelezava  retirando da luz um brilho morto e incansável, nesta tarde caiu uma verdadeira tempestade, tal qual posso afirmar  digna de filme de terror. Escurecera de tal forma obrigando a companhia elétrica acender as luzes de toda cidade em plena duas e trinta e cinco da tarde fazendo com que o governo gastasse  mais alguns milhões de reais kilowat hora.
DIEGO HUXLEY
Enviado por DIEGO HUXLEY em 17/10/2007
Código do texto: T698038

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Sobre o autor
DIEGO HUXLEY
Sobradinho - Distrito Federal - Brasil, 30 anos
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