Caminhos do Destino - Parte IV

Continuação...

O dia amanheceu mas seus pesadelos estavam apenas começando quando sentiu um toque em seu corpo, um arrepio percorreu-lhe a espinha, era Roberto tentando fazer as pazes querendo que ela o desculpasse, mas como podia desculpar, estava frágil e sofria muito com o que estava acontecendo, se pelo menos tivesse seu filho com ela, a vida seria muito melhor, teria mais forças para estar viva, mas agora, o que lhe resta, um homem mal, destruindo o pouco que ainda lhe resta, atormentando seus dias , seus sonhos, e nem sonhar mais ela poderia?

Ela levantou-se gemendo de dor ainda, e andou pela areia da praia, o capataz se chamava Pedro, ela havia escutado Roberto o chamar, mais cedo ainda quando estava quase acordando. Ele estava sentado a frente pensativo, e ela chegou mais perto pra conversar e saber alguma coisa dele, ele sério a encarou perguntando se ela estava bem, ela respondeu que sim, e lhe perguntou:

_Como vamos sair daqui? O que aconteceu com o barco?

Ele respondeu;

_Não sei, com o vento forte e as ondas, acho que deu pane, vou dar uma olhada nele depois que procurar alguma coisa pra gente comer.

Ela entristeceu e com a cabeça baixe disse:

_Por que você fez isso? Me defendeu dele?

_Não suporto violência com mulher, eu acreditei nele quando disse que te amava e a queria de volta, tenho uma dívida muito grande com ele, e ele me convenceu a ajudá-lo,agora estou arrependido, tem grandes chances de nunca mais sairmos daqui, se o barco não funcionar, estamos perdidos._Respondeu ele olhando em seus olhos com ternura.

_Tudo bem , o que posso fazer pra ajudar?-Disse ela.

Ele respondeu:

_Nada, só ficar descansando desses hematomas, ja esta muito bom- Ele riu sem jeito.

Encontraram na mata frutas , côco, e água doce, onde ela queria tomar banho, e ficou a vontade nadando, apesar da dor no corpo, relaxou bastante.

Roberto mal chegou perto, a olhava de longe com aqueles olhos que ela bem conhecia, querendo devorá-la.

Por um instante ele se levantou e foi em direção a praia.

Pedro entrou na agua assim que ela saiu, nadou bastante como se tivesse fugindo de alguma coisa, tentando esconder o que realmente estava passando pela sua cabeça.

Ela o olhou de longe tentando entender o que será que ele devia para Roberto, que o faria fazer coisas que ele mesmo não concordava.

Ele saiu da água e foi até o barco, pra ver o que realmente tinha acontecido, mas pra sua surpresa o barco não estava mais lá, e nem Roberto. Será que ele teria levado o barco embora, abandonando-a naquela ilha com um estranho?

Na areia estava escrito em letras grandes "ADEUS!"

Ela deu um grito desesperador, e agora, sem barco, como iriam embora dali?

Correu até Pedro e o abraçou, seu corpo molhado deu uma sensação estranha ao corpo dela, ela tremeu só de pensar, não, esse não é o momento, nem o lugar...Suspirou fundo.

Ele a soltou tentando acalmá-la, mas estava tambem muito preocupado, afinal a ilha era deserta, até quando conseguiriam sobreviver naquele paraíso no meio do nada.

Sentaram na areia, e ficaram a olhar o mar, sem saber o que fazer, ele deitou e a puxou pra perto, pra que ela descansasse um pouco, ela se aconchegou nos braços dele e adormeceu.

Sonhou com uma criança chamando por ela, pedindo pra ela ter coragem e muita força que ela conseguiria sair de lá, a criança veio andando em direção a ela e pegou suas mãos e a levantou, levando-a para o mar, se afogando em seguida.

Um grito assustador saiu de seus lábios, Pedro a abraçou e pediu que se acalmasse, era um pesadelo, ela ficou ali agarrada aquele estranho, se sentindo segura e desejando nunca mais sair dali.

Logo em seguida foram pra dentro da ilha procurar alguma coisa pra comer, encontrando pelo caminho, árvores, frutas que nunca haviam visto, um verdadeiro paraíso. Ela quis ser útil e subiu em um pé de manga, pegou umas 4 e jogou ao chão para descer, escorregando e caindo, e logo embaixo estava Pedro, prevendo o acontecimento a pegou em seus braços, seus olhos se encontraram, e o fogo novamente acendeu em seu corpo, a boca seca ansiando por um beijo, fechou os olhos e deixou que ele a beijasse, num doce e quente beijo que selaram naquele momento a paixão que já estava gritando em seu coração, desde o dia que o vira encapuzado ja sentia algo estranho no ar. Ele a carregou nos braços e a levou até a praia, deitou-a na areia e delicadamente fez amor com ela, num gemido profundo de emoção e prazer.

Adormeceram ali até que o dia amanheceu...

Continua na escrivaninha da poetiza "FLÔR"

Sônia Amorim
Enviado por Sônia Amorim em 12/02/2011
Reeditado em 12/02/2011
Código do texto: T2787177