O Lobisomem de Santa Clara – Capitulo 2
A imagem que estava diante de meus olhos era algo quase que inarrável, mas mesmo assim tentarei fazer com que você entenda o que estava acontecendo. Uma jovem mulher, tinha sido trucidada, com mordidas grandes em parte dos membros, onde visivelmente em meio do sangue podíamos ver que pedaços tinham sido arrancados. Em seu rosto uma tentativa clara de mordida, já que sinais visíveis de dentes estavam expostos em sua face. O Sangue jorrava de todas as partes de seu corpo, quando chegamos o sopro da vida já tinha ido se embora e o0 que víamos era apenas um pequeno reflexo daquilo que antes compreendíamos como uma pessoa.
Os curiosos chegavam de toda a parte, mas ninguém tinha coragem de se aproximar. Andei lentamente até aquele pedaço de gente no chão molhado pelo sangue e pelo sereno e comecei a examina-lo aos olhos atentos e curiosos da população e dos únicos três oficiais da lei que existiam no local.
O Padre da cidade também chegou no local, olhou para o corpo e depois começou a discursar sobre o fim do mundo, segundo meu amigo vigário aquele era um castigo de Deus aso pecados daquela cidade que transformando-se estava numa verdadeira Babilônia de luxúria e pecado. Muita gente prestava atenção no que o padre dizia, mas ninguém discordou de uma só palavra dele.
Eu examinei o corpo da mulher no chão. As mordidas, se é que eram mordidas tinha arrancados pedaços das pernas e dos braços, o corpo estava totalmente coberto de sangue. Na Face tinha um sinal de mordida que não chegou a cortar, mas ficou o sinal dos dentes, analisei minuciosamente aquela marca, pois elas eram diferentes de tudo o que eu poderia supor, era pequena, nem de perto pareciam ser de algum felino de grande porte.
No pescoço da mulher tinha mais uma marca que me chamou a atenção que por pouco não passou despercebida em virtude do sangue que estava cobrindo todo aquele pedaço de corpo, tratava-se de um hematoma roxo que supus eu fosse de dedos, algo como estrangulamento. Anotei tudo que podia a respeito do ocorrido, as impressões no local eram apenas essas, já que qualquer outra forma de prova que pudesse encontrar tinha sido apagada pela quantidade de pessoas que povoavam as voltas do local.
Doutor Jarbas veio ao meu encontro, tão logo deixei o local, queria saber quais as minhas primeiras impressões, e eu me limitei a dizer que ainda era muito cedo para se disser qualquer coisa, mas a verdade é que eu não fazia a mínima ideia do que estava acontecendo naquela cidade, por isso pedi ao doutor para que me acompanhasse até a pensão para conversarmos, e foi nessa conversa que os primeiros elos desta malha de suspense começaram a se prender, ou não...

Continua...
Jonas Martins
Enviado por Jonas Martins em 28/04/2012
Reeditado em 28/04/2012
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