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O ELEFANTE HITLER

Há, na confiança dos homens, àqueles que fazem- os tirar o chapéu, depois as vestes superiores e, logo após, as inferiores. Com o passar do tempo, tudo que nos resta é saber que já não somos os mesmos, mas cópia daquilo que nos criou!

O detetive Dipinsey aguardava estático enquanto o historiador narrava:
"Era entre 04 e 05 horas da tarde quando cheguei em casa de mamãe. Tinha acabado de subir as escadarias quando logo abaixo chegava um homem desconhecido que, logo ao estacionar o carro, no quintal do vizinho ao lado, saiu e começou atirar em minha direção."
Em seguida corri e subi o muro da casa dificultando- lhe o angulo e, atrás do muro acima, me escondi, enquanto o homem subia.
Era um risco aguardar ali, mas além de o sangue borbulhar logo abaixo estava minha família. Logo após ele embicar sobre o muro segurei- lhe as mãos, para não atirar, e sobre o seu corpo partimos queda abaixo.
Percebi o quanto era forte, que poderia me dominar e, ainda no ar, virar- me e cair por cima, mas não entendi o porquê não virou- se sobre mim até que chegássemos ao fim sobre o solo em queda.
Ele  suspirou ainda e, disse- me:
"Queime o elefante"!
Logo após, como bolhas efervescentes, desintegrou- se.
Entrei em casa e percebi mamãe e minhas quatro irmãs, fracas, estavam rapidamente envelhecendo, mais rapidamente, em desespero, comecei a procura pelo elefante.
Havia ali muitas coisas, bugigangas, enfim, bagunças intermináveis. Mamãe caiu desacordada, minhas irmãs quase mortas, apoiadas, ainda permaneciam em pé.
Enfim, embaixo de alguns papéis, encontrei um elefante amarelado de argila, liguei o fogo e comecei a queimá- lo.
Naturalmente, minha mãe - neta de índios - começou a ficar mais rejuvenescida, minhas irmãs igualmente. Parecia um milagre, mais que isso, além de jovens pareciam renascidas com pele bem juvenis. No obstante, minha curiosidade se tornou ainda maior, pois não somente rejuvenesceram como também, suas peles, ficavam branqueadas e seus cabelos, negros, agora louros!
Eu, não tão diferente, ganhei a mesma semelhança, dizia.
"Com o tempo outras coisas fui notando em seus comportamentos. Mamãe não citava jornais nem contava coisas sobre nossos antepassados tão normais em nossas vidas anteriores. Minhas irmãs acompanhava- a. Havia uma linha tênue entre nós, mas eu ainda me lembrava muito bem sobre tudo o que havia acontecido antes do apocalipse!"
Continue, mas antes, diga- me o que você quer dizer com ", mas eu ainda me lembrava muito bem sobre o antes do apocalipse?"  disse- me o detetive.
Quero dizer que, embora ganhasse um nova cor e nova tonalidade de cabelos, assim como meus familiares, diferente deles, continuava minha velha vida. Parecia que eles não se recordassem de nada, é como se as memórias deles fossem deletadas, para eles não havia passado, apenas uma ordem estabelecida como que por instinto, pois todas as coisas que elas faziam tinham semelhanças.
E o que você, historiador, acha sobre isso?- Questionou.
Bem, em 1965, numa pequena cidade da Bélgica onde houve uma migração de algumas famílias de origem asiática, ocorreu um fenômeno químico, o qual deixou algumas dessas famílias com uma tonalidade bem parecida com a nossa. Algumas hipóteses levam- nos a crer que algum químico de descendência ariana ou alguém com vasto conhecimento químico, não necessariamente ariano, mas simpatizante, tenha criado uma fórmula de branqueamento e lançado por meio do ar em alguns locais específicos com o objetivo de testá- la em humanos.
No mesmo ano, dias antes de notarem esse caso e, curiosamente na data de aniversário da morte de Hitler e Eva Brown, sua amante, houve uma queda de um avião com capacidade para 300 passageiros, mas que, estranhamente, havia apenas 08, sendo desses, o piloto, um jornalista, o qual filmou os destroços do avião e suas consequências e alguns artistas amadores.
Você sabe onde caiu esse avião, detetive?- Questionou o historiador.
"Não, mas eu acho que houve um caso semelhante a isso na Africa, mas que estranhamente carregou mais mortos que se esperava, afinal, foram mais de 5000 mortos."
Isso mesmo, detetive, foram mais de 5000 mortos, no obstante nenhum deles pertenciam ao avião. Por quê?
Bem, historiador!- Todos eles eram treinados a saltarem de pára- queda. O piloto, melhor que ninguém, sabia o que estava fazendo. Embora seus discursos eram afinados, com o tempo, foi provado que havia uma bomba atômica dentro do avião. Antes de ativarem- na, justamente de um ponto onde sabiam que poderiam saltar, saltaram deixando o serviço final para o piloto que, possivelmente sabia ativá- la.
Curiosamente na Africa, os únicos sobrevivente daquela pequena cidade eram arianos.
No mesmo momento, na Bélgica, aquela cidade asiática se transformava em uma outra raça. A tragédia africana servia apenas para desviar os olhos do mundo do principal foco.
Tempos depois foi encontrado pele de animais, manuscritos nazistas, símbolos suásticos e peles humanas num depósito subterrâneo abandonado.
Mas quanto ao homem que caiu e desintegrou- se, detetive?
Bem, você disse que desintegrou- se como bolhas efervescentes, não foi?
Sim, detetive!
Disse também que o homem, embora mais forte, arriscou- se estar por baixo. De alguma maneira é possível deduzir que esse homem, embora atirasse, não tinha atirado para te matar, mas sim para intimidar e ganhar tempo. A missão dele era transmitir a mensagem.
Mas por que desintegrar- se?
É aí que está a questão!- Uma vez que foi dada a mensagem ele perde sua importância.
Há alguma possibilidade de haver algum sensor referente ao controle de suas falas e ações, detetive?
Isso, mas talvez mais que isso, é possível que haja um chip. Ele estava sendo rastreado.
Mas, quanto à desintegração?
É exatamente nesse momento, após o cumprimento de sua missão que ele é eliminado. Há um químico por trás disso. Junto com o chip há uma bomba desintegradora. Consultei um amigo químico, e ele disse- me sobre essa possibilidade. Disse- me também que a bomba é a base de ácido sulfúrico.
Ah, sim!- Por isso "bolhas efervescentes"!- Isso explica tudo.
Mas, quanto a não deixar rastro?- O que dizer, detetive?
O idealizador do "elefante Hitler," foi extremamente meticuloso. Ele sabia que um plano tão grande como esse, tinha que ser preciso. Um frio calculista.
O objetivo dele não era espalhar o vírus ao mundo repentinamente, ele queria apenas criar a fórmula e deixá- la à mostra. O laboratório, por exemplo, deixa- nos um pista que ele sabia que alguém iria encontrá- lo. Uma vez caído na mídia, seria mais fácil difundido. A ideia principal, com a mídia, seria mundialmente semeada. Assim o objetivo estaria parcialmente atingido, a outra parte seria consequência disso, pois ele sabia que, além dos próprios arianos, entre eles alemães e austríacos, haveria outros imbecis que fariam a proliferação ou serviço final.
Quanto aos mensageiros, detetive, não é possível chegar à fonte por meio deles?
Bem, dificilmente chegaremos de maneira direta a eles. Eu trabalhei no início de minha carreira com o meu pai, Hércules Dinpsey, que também era detetive. Vi inúmeras filmagens dele tentando pegá- los. Os mensageiros, embora criados unicamente para entregar as mensagens, por serem chipados, também se desintegram quando ameaçados por algum inimigo. Meu pai, com a Interpol e a KGB, seguiram algumas dezenas, quando chegavam perto eles desintegravam- se. Além disso, há a possibilidade de eles, uma vez enviados, não terem mais a noção do caminho de volta. Uma vez isso ocorreu em São Paulo, seguíamos um que parecia brincar conosco, pois quando entrávamos no vagão o qual ele estava, logo, descia na próxima estação. Entrava e saia, assim, desceu umas dez estações.
O mais próximo que conseguimos chamava- se Terry, a gente conseguiu prendê- lo, quando a gente interrogava- o, ele ria. Uma vez meu pai ameaçou- o e, antes de bater, ele disse: "Cuidado, você pode nos explodir!
À noite deixamos- o descansar numa cela, quando chegamos lá, pela manhã, a cela não mais existia, os guardas que o vigiava estavam carbonizados.
Terry era aparentemente inofensivo, mas quando via um negro ou alguém com alguma deficiência logo mudava de humor.
Ele tinha um chip inteligente, ele, ao olhar nos olhos de uma pessoa, conseguia deduzir qual o tipo de sangue.
Bem, já é noite, detetive. Boa noite!
Boa noite, Historiador!- Amanhã a gente continua!

O filme de Michael Jackson.
No outro dia examinando algumas coisa na internet consegui um documentário sobre um laboratório de cunho nazista  no interior da Malásia. Havia lá um filme do maior pop star das Américas. Mas  que sentido havia Michael Jackson com o nazismo?
Levei um pen driver ao detetive Dipinsey para análise.
O Detetive, ao assistir ao vídeo, percebeu algo perspicaz, Michael, embora de origem negra era uma espécime no mínimo curiosa, pois seus arranjamentos davam- lhe um perfil de superioridade. Além disso, devido ao vitiligo, doença que causa a despigmentação, causando o branqueamento da pele, o que reforçaria essa tese.
"Era um homem, superior", suspirou"!

"Queria saber mais sobre àquela doença, pois não tinha tanto conhecimento em ciências e percebi que aquele era um momento de conhecer melhor sobre uma doença rara que causara polêmica, à alguns, pois pensara eu e alguns amigos de convívio, que o branqueamento de Michael era causado propositalmente, dizia o historiador.
O Detetive, pela primeira vez, deixou rolar, de seus olhos, uma lágrima. Começou a falar sobre a Afro- descendência, sobre as tentativas dos médicos em reanimá- lo. Sobre 2009, ano em que foi diagnósticado o câncer de pele e, enfim, explicou que em alguns pacientes a doença pode atingir 85 por cento da coloração da pele além do trauma de infância vividos pelo astro.
"Mas existe forma de tratamento, detetive", questionou- lhe.
Bem, Entre a gama de opções para sanar a doença, estão o uso de substâncias a base de corticóide. “Ela diminui o processo de lesão causado pela ação do anticorpo sobre a melanina”, disse- o. O medicamento pode ser oral, injetável ou tópico, fórmula mais comum. “Procedimentos como fototerapia e laser podem auxiliar a célula a produzir mais melanina”, afirmou.
"Bem, detetive, já é tarde!- Preciso almoçar. Hoje tenho um compromisso a partir das 16hrs00. Amanhã às 9hrs00 estarei disponível."
"No outro dia, pontualmente, estive na delegacia, no obstante não o encontrei. Havia ali, pela manhã, alguns policiais e, entre eles, um delegado famoso desse de televisão, o qual venho em direção questionando- me:
"Acaso, senhor historiador, tu viste o doutor Dipinsey"?
Não, senhor!- Estivemos ontem até ás 14hrs00 aproximadamente. Combinamos de nos encontrar pela manhã de hoje, pois ontem tinha compromisso às 16. Me estranha a ausência dele,delegado, pois o detetive nunca chegou atrasado, pelo contrário, todas as vezes que estivemos aqui, notava que já estava presente ao menos uma hora.
Como sabes disso, questionou- o?
Bem delegado, a gente, quando trabalha com pessoas como vocês, aprende muitas coisas.
Que coisas são essas, historiador?
A gente aprende a observar. Ontem, por exemplo, não havia aqui, essa máquina de escanear, havia uma máquina de xerox apenas, uma máquina antiga, mas ainda de boa funcionalidade.
Havia também, sobre a mesa, alguns materiais de investigação e, sempre ao lado, uma maleta preta.
Espera aí," mas essas coisas nunca foram relatadas!"
Bem, delegado,  a delegacia e os soldados, deveriam está sobre suas ordens. Eles não lhe relataram nada?
Ele coçou a cabeça e deixou, suspense no ar, a respostas.
Bem, historiador, o senhor, pelo que me consta, tem residência fixa. Já me informaram em todas as agências de viagem que não há passaporte em seu nome, suas contas estão bloqueadas, por precaução. Terá condições suficientes para se vestir e comer, isso é somente por uma semana, até que as coisas se resolvam.
Ufa!- Mas como pode fazer isso?
Bem, por hoje é só, historiador!- Mas amanhã nos veremos por volta das 9hrs00.

Dipinsey não era Dipinsey.

"À noite, como que vigiado, sentia algo estranho pairar no ar. Percebi que havia coisas erradas no aparelho telefônico de casa. Meu celular estranhamente, parara de funciona. Tomei um banho longo para esfriar a cabeça. Tentava encontrar uma explicação para aquilo. Pus a cabeça no travesseiro, não encontrei sono nem paciência para continuar encarando paredes. Levantei para tomar um café. Fui à varanda, voltei, deitei, levantei novamente.
Não havia noção, a cabeça parecia ausentar- se. Me senti, completamente, um idiota, relatava- o.
Comecei a juntar os quebra- cabeças, se ele não era Dipinsey, será?- Ele também não era detetive?- Não estaria ele me investigando o tempo todo?- Não seria ele um dos agentes causadores de tais moléstias para à humanidade?- Por que ele sabia de coisas que nunca fora publicada antes? Seria ele um duplo agente?-
Peguei o telefone e liguei para o delegado. Disse- lhe que havia alguma coisa estranha no lado externo da casa, disse- lhe também que parecia estranho, que havia a possibilidade de o telefone está grampeado. Quem faria isso e, por quê?
"Era o começo de uma nova veracidade".
Calma, historiador!- Não há nada de grampeio, mas fique tranquilo, porque há sim alguém do lado de fora. Mas não para atrapalhar. Há homens do exército, homens confiáveis, que estão apenas lhe fazendo segurança.
Achei razoável essa possibilidade, mas por que segurança se antes eu não fora ameaçado e o possível agente, agora suspeito, tendo a mim em mãos nunca fizera aparente mal?
Lembrei que Dipinsey nunca havia chorado, não chorou pela primeira vez que mantivemos contato quando expressei, com dores ainda em pele e alma, a situação e ameaça de morte por mim e por minha família, não chorou quando citei os casos Belga e Africano, não demonstrou sentimento nenhum pela Malásia, mas quando apresentei- lhe a vídeo de Michael!?
 "O que aconteceu"? - Questionou o delegado!
Ele deixou cair, de seus olhos, lágrimas, delegado!
Havia uma coisa estranha, os conhecimentos de Dipinsey eram além no caso da África. Não havia menção sobre a bomba, não havia menção, nos jornais, sobre quem eram os integrantes, mas apenas artistas. - Que tipo de artistas?
Não seria a criação de uma bomba algo artisticamente planejado?- Não seria a manipulação uma arte?- Não é isso que os artistas fazem o tempo todo?- Enganarem- nos?
Encenação!
Enquanto isso, um outro telefone em viva voz, na casa do delegado, toca:
"Boa noite senhor delegado"!- Voltou de férias?
Boa, noite!- Quem é?
Bem, delegado, vá ao quarto, sua esposa e filha te esperam com urgência!
O QUÊÊ???
Vá, mas antes, por favor, retire o presentinho que há no ursinho de sua filha!- Bem, você sabe o que fazer!- Boa, a noite!

Rezeile Selva Nascto
Enviado por Rezeile Selva Nascto em 04/08/2014
Reeditado em 19/11/2017
Código do texto: T4908917
Classificação de conteúdo: seguro

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