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ZÉ PASSO PRETO

AS NOITES DE INVERNO GERALMENTE SÃO MAIS ESCURAS , PRINCIPALMENTE NA CIDADEZINHA EM QUE O FATO AQUI RELATADO OCORREU. LUA NO CEU, NEM PRA FAZER REMÉDIO , APESAR DE ESTAR EM QUARTO CRESCENTE , MAS AS DENSAS NUVENS IMPEDEM QUE ELA SE MANIFESTE .
FOI NUMA NOITE COMO ESSA QUE ZÉ PASSO PRETO, BOÊMIO CONHECIDO DA CIDADE, VINHA MAIS UMA VEZ DO BOTECO , ONDE TINHA TOMADO UMAS ESQUENTA GOELA, RUMO DE CASA. TUDO EM SILENCIO E DESERTO.
UM FRIOZINHO DE MEDO FOI SE ACHEGANDO. A CASA AINDA ESTAVA MEIO LONGE.
DE REPENTE PERCEBEU QUE ALGUÉM VINHA MAIS ATRÁS. ZÉ PASSO PRETO MANEIROU NA MARCHA E ESPEROU O VULTO SE APROXIMAR. SEGUIRAM UM TRECHO LADO A LADO, FOI QUANDO PERGUNTOU AO DESCONHECIDO : O AMIGO NÃO TEM MEDO DE ANDAR POR ESSAS PARAGENS SOZINHO? O DESCONHECIDO DISSE: QUANDO EU ERA VIVO ATÉ QUE TINHA, AGORA NÃO TENHO MAIS NÃO.
DIZEM QUE ATÉ AGORA ZÉ PASSO PRETO CORRE COM MEDO DA ALMA PENADA.
Felix Chaves
Enviado por Felix Chaves em 15/07/2017
Reeditado em 17/08/2017
Código do texto: T6054819
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Felix Chaves
Palmas - Tocantins - Brasil
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