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Lua Azul. Conto I "O atropelamento"

Conto I – O atropelamento

A mulher de cabelo loiro liso, usando um óculos escuro da Prata Sport, de armação aceatado e lentes de policarbonato, cobrindo tantos seus olhos quanto suas sobrancelhas. Sorriu ao chegar no balcão de entrada.
- Pois não? – Perguntou o doce atendente.
- Tenho hora marcada, Josiane.
- Ah, Josiane – ela falava enquanto consultava na agenda -. Esta aqui. È só aguardar.
 Josiane ameaçou um sorriso em agradecimento caminhando até cadeiras longarina de três lugares da cor prata, a cor predominante do estabelecimento. Confortável olhou para cada centímetro do lugar, analisando pessoas, equipamentos, estilo, tudo que pudesse ajudar em sua busca. Por um bom motivo não estava usando bolsa. Sua roupa era feito sobe medida, pois não de mostravam desconforto da mesma maneira que mostravam todas suas belas curvas femininas. Uma calça jeans cinza com traços pretos. Uma blusinha de algodão prata, de alta grossa bem ajustada na cintura. Quando pegou uma revista da Caras para ler, uma mulher loiras, de cachos largos bem ondulados, com um belo sorriso no rosto, vestindo uma blusa azul em helanca fina e franzida, com uma frente única preta por baixo e uma calça jeans preta bem detalhada surgiu acompanhada de uma funcionaria devido as trajes brancos. Ninguém percebeu devido a lente escura, mas os olhos que eram castanho claro viraram azul claro. Por um momento pareceu se mover do lugar, contudo apenas se acomodou melhor no acento começando a folhear a revista. As duas mulheres passaram a sua frente. Mantendo a cabeça baixa, já com os olhos castanhos como antes ouviu toda a conversa e fechou a revista quando a cliente de cachos saiu pela porta da frente. Ao passar fria pela atendente ignorou seu chamado. Assim que tomou a rua, sentiu um frio aconchegante, era uma nuvem que passava sobre a cidade, mas devido ao forte Sol, duvidava de chuva. A mulher de cachos olhou para trais e sumiu como um vulto virando a esquina. Ilhina sorriu e começou a imprimir sua velocidade vampirica também. Logo que virou a esquina não demorou muito até alcançar a mulher, agarrou-a pelo braço laçando para a faixa de pedestre. Pelo fato do sinal estar aberto o Monza vermelho não percebeu a mulher que surgiu do nada a sua frente e passou por cima. O corpo dela virou ao passar da rodas, fazendo o mesmo nos próximos três carros. O motorista de uma Picasso parou a frente da mulher. O sinal estava verde, ainda. Ele saiu rapidamente do veiculo, assim que os dois carros passaram sobre a outra faixa. Correu até a mulher que não se movia. Colocou a mão na cabeça, nisso os pedestres já paravam sobre a calçada devido a suas curiosidades. O homem retirou o celular do bolso e começou a discar, andando aflito de um lado para o outro. Havia uma semelhança entre a mulher atropelada e a loira de óculo na calçada. As duas eram brancas como leite. O sinal fechou e o motorista do Uno que parou a frente da faixa na outra pisca não parava de olhar a mulher no chão. Havia sangue em seu rosto virado para o lado. A calça jeans tinha marca de pneus e a blusa azul estava suja. Quando a ambulância chegou, o alvoroço tinha aumentado, parecia uma roda de briga, ninguém sabia de onde ela tinha surgido. Outros comentavam se ela estava viva ou morta, um senhor de idade que diz ter visto tudo falou para uma senhora que ela tinha surgido do nada. As fofocas continuavam até a ambulância estacionar na esquina da direita da faixa. O motorista e o médico desceram, logo que abriram as portas traseiras, mais um homem surgiram segurando uma maca. Em poucos minutos a mulher conversou com os bombeiros e foi imobilizada na maca. As pessoas achavam incrível ela ainda poder falar daquela maneira, outras achavam milagre de DEUS. Aquilo irritou Ilhina, porque DEUS não a ajudou? A deixou viver daquela maneira amaldiçoada. Ela interrompeu seus pensamentos quando as portas de trás da ambulância estavam para serem fechadas.
- Sou da família – Disse apenas.
- Entre. – Falou o motorista. Dentro do veiculo olhou para o vampiro a sua frente. Ela não pareceu contente em vê lá, mas devido ao tubo de oxigênio e com o corpo imobilizado não pode ter reação. O veículo andou algumas quadras de sirena ligada, até que o médico começou a se preocupar. O pulso daquela mulher tinha parado, mas ela não parecia morta. Sentiu o coração com o estetoscópio, não tendo resposta. Aquilo o fez franzir a testa, antes de subir na ambulância, ela tinha pulso e batimentos, eram fracos, porem os tinha sentido. Quando ele ameaçou pegar o desfibrilador a mão gelada como a da vitima tocou seu rosto.
- Não doutor, ela esta morta. Não pode salva-la.
 Ele tentou responder, porque tinha que acreditar em tudo, até não poder mais haver chance de salvar aquela mulher. Tirou a mão de seu rosto e ligou o desfibrilador. Ele recebeu então um soco lateral potente que jogou seu corpo para o lado, fazendo com que batesse a cabeça na parte de trais do banco do motorista e caísse desmaiado com sangue descendo sobre o rosto na testa e na boca. Ilhina se ajeitou sobre o corpo da mulher e cravou seus dentes na jugular dela, roubando o pouco de energia que havia. Após isso com sua unha fez um risco sobre os furos de seus dentes deixando num lugar um talho, que quase não saia sangue. O motorista olhou para trais tentando entender o barulho e freio ao ver uma das portas de trais voaram pela rua. Ilhina pulou para fora com o corpo as mulher nos braços e desapareceu.
Ragnar
Enviado por Ragnar em 05/02/2010
Reeditado em 08/02/2010
Código do texto: T2070954


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Sobre o autor
Ragnar
Maringá - Paraná - Brasil, 33 anos
77 textos (8268 leituras)
5 e-livros (111 leituras)
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Ragnar