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A MALDIÇÃO do PÁSSARO

A MALDIÇÃO DO PÁSSARO

Prólogo


Valério, esse costumava ser o seu nome. Um nome que ao ser mencionado causava mal estar e inquietação em todos. Valério, o bruxo. Enquanto era o centro das atenções, o bruxo fez da vida dos habitantes um tormento, um verdadeiro inferno na terra. Todos temiam o seu nome, o seu agir. Enquanto pisava nesta terra, os dias de sol eram raros e a estação do ano não saia do inverno. Tudo era sem cor, sem fruto, tudo cheirava a morte. Isso durante décadas.
        A revolta da população era tamanha e obrigou ao prefeito da cidade a tomar medidas drásticas. Ele reuniu os melhores e corajosos homens daquela cidade e organizou uma caça por Valério. O prêmio foi uma boa quantia em ouro puro. O dia e horário foi marcado e quase vinte destemidos partiram em busca da cabeça do bruxo. Foi um dia trabalhoso e não rendeu quase nada. A caça varou a noite com a captura do bruxo. Valério conseguiu matar cerca de oito homens. Foi terrível e ao mesmo tempo doloroso ver um companheiro sendo decapitado. O prefeito da cidade ao ver tal cena, se preparou mirando na cabeça do demônio. O tiro foi certeiro. Valério caiu de um barranco atingindo as pedras já morto.
          A tropa desceu até onde o corpo do bruxo estava todo arrebentado. Uma imagem de causar nojo, não havia um osso inteiro. A expressão do bruxo piorou mil vezes. Todos simultaneamente fizeram o sinal da cruz.
- Vamos levar o corpo, prefeito? - pergunta um homem barbudo segurando uma foice.
- Sim, o queimaremos amanha na praça.
           Festa, dança, alegria. A volta dos cores e a do sol também foram comemorados juntos com a fogueira. O corpo do bruxo foi jogado nas chamas. A paz agora fará parte do dia a dia daquela cidade pobre, abandonada no meio do nada. As chamas continuam a consumir o corpo de Valério. Uma mãe mais empolgada pede ao filho para que jogue mais gravetos na fogueira. O menino usando calças curtas e sujas obedece prontamente sua mãe e mesmo sentindo o forte calor ele se aproxima ainda olhando o corpo em chamas. O menino arremessa os gravetinhos olhando fixo para a cabeça do bruxo quando de repente ele abre os olhos.

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Júlio Finegan
Enviado por Júlio Finegan em 08/01/2018
Código do texto: T6220353
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Sobre o autor
Júlio Finegan
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 42 anos
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3 e-livros (57 leituras)
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Júlio Finegan