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A AGENTE DE NÚCLEO. PARTE FINAL

             

        Mirna agora era uma pessoa diferente, esbarrara com o amargor que a maternidade imprimiu ao um ser feminino, ou seja, o compromisso eterno com um porvir indefinido e categórico. Bem, na verdade ela nem sabia o que significava tais termos, seus estudos foram interrompidos a partir do momento que ela sonhou em ser uma bem sucedida gêmea alta e loura.

             Jessica completara 08 anos, fizeram ela e o marido uma big festa, contrataram até um Buffet local, e sabe quem cantou neste evento histórico? o Felipe Dylon, bom isto já foi há muito tempo, hoje Jéssica também já pariu, e conseguiu concluir o Ensino Médio a duras penas, aliás, ambas cursaram tal segmento acadêmico juntas.

            Atualmente depois de ser vendedora de lojas, e desempenhar similares funções organizacionais no Brasil, a nossa Mirna, conquistou o paraíso, ela agora é agente de núcleo de uma Escola no Rio de Janeiro, e olha, ela mudou seu visual completamente: Cabelo louro, longo, usa lentes azuis de contato, e só utiliza saltos  personalizados de sapato, que conseguem elevar sua estatura meio metro.

      O problema é que fora um "reles professor" assim ela se refere a ele, que realmente ensinou matemática e física para que ela fizesse uma prova que a conduziu ao "estrelato", ou melhor, dizendo ao cargo acima citado, seu melhor desempenho até hoje no mundo das oportunidades nacionais.

      Um dia a nossa Mirna teve que decidir a vida de um professor que havia gritado nos corredores do Colégio em questão, ele viu seu último contracheque e acabou enlouquecendo durante algumas horas daquele dia letivo, foi mui triste, porém ao se tornar desesperado, o homem havia imitado o Alien do Filme - "Alien, o oitavo passageiro", e vomitou sobre a mulher, como se tivesse expelido ácido.

   Ele era um professor bondoso, reticente, calado e conformado, mas quando viu que receberia 500,00 naquele mês, devido às políticas do Estado do RJ, que desvalorizam o professorado com salários absurdamente baixos e irreajustáveis, ele preferiu ser um alien. A mulher sem dó, nem piedade, fez pior que Poncius Pilatos, não lavou sequer as mãos, e abortou-o com um relatório negativo e sugeriu sua exoneração...fez exatamente como um “Capitão do mato moderno necessita fazer”.

Valéria Guerra
Enviado por Valéria Guerra em 02/09/2018
Reeditado em 02/09/2018
Código do texto: T6437404
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Valéria Guerra
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