A VOZ DA INOCÊNCIA (microconto)

 

O peito de Lumah, estava repleto d'um céu escuro, enevoado e o ódio arranhava as membranas. Jadel, estatelado sobre o piso do pátio interno, ainda respirava, mas, o olhar de Lumah denunciava, que não seria por muito tempo. Malditas unhas de porcelana vermelhas, que deixaram trilhas, na parte frontal dos seus quadris, uma transa ocasional e, simplesmente oportuna, causava toda aquela destruição. O sangue pulsava nos olhos de Lumah, a facada de misericórdia já se aproximava, só que o pecado de Jadel e sofrimento, não findariam tão rápido. Vindo de dentro da casa, sua filhinha Laurita grita

- MÃE NÃO!

...o calvário dele, apenas começava... 

 

Cristina Gaspar
Enviado por Cristina Gaspar em 20/12/2022
Código do texto: T7676521
Classificação de conteúdo: seguro
Copyright © 2022. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.