Capítulo 3
CASOS DE PEDOFILIA TERRÍVEIS NO MUNDO
 
     Após as explicações científicas pode-se dizer que: o pedófilo é um doente mental? Pode ser também classificado como um psicopata? Todos eles, sem exceção, têm uma história de vida, que traz dores ocultas, a descrença em um deus que visita no pedófilo o pecado cometido, o desprezo pelo ser humano e, o pior de tudo, não aceita que é doente, portanto, precisaria de ajuda médica. Embora se saiba que até o presente momento não existe cura para essa patologia.
     A história recente, trazida ao público pelos meios de comunicação, exibe vários casos terríveis envolvendo pedofilia. Alguns deles tão horrendos que causam incredulidade nos fatos, como exemplo: o do pai que durante anos submeteu a própria filha a estupros seguidos, engravidando-a seguidas vezes, submetendo-a a viver em um porão da sua casa com seus filhos, numa verdadeira prisão.
     A situação é por demais repugnante, basta um breve pensar no sofrimento que esses seres humanos viveram que qualquer um chegará à ânsia de vomito, inclusive, a desacreditar totalmente nos seres humanos. A pergunta ainda sem respostas está no ar: o que leva o homem a incorrer em tão absurdo crime? A certeza da impunidade? A dominação da doença sobre suas faculdades? No dia que se tiver essas respostas, fatalmente se descobrirá a cura para a doença ou a certeza que uma vez identificado como potencial pedófilo apenas a morte o livrará de tão terrível mal.
 
 
Caso 1
“Josef Fritzl, um engenheiro eletricista de 73 anos (quando foi preso), manteve a filha, Elisabeth Fritzl, durante 24 anos presa em cativeiro na cidade de Amstetten, na Áustria. Além do sequestro, o homem confessou ter engravidado a vítima sem que a sua própria mulher, mãe da vítima, e os vizinhos desconfiassem. Elisabeth teve sete filhos. Três deles foram "adotados" por Fritzl, outros três ficaram presos com a mãe, e um sétimo morreu pouco depois do parto.
     O caso foi descoberto no dia 27 de abril de 2008, quando uma das filhas que estava presa adoeceu e teve de receber atendimento médico. Ao chegar ao hospital, Fritzl disse que tinha encontrado a garota inconsciente em frente a um edifício da cidade. A polícia, então, decidiu procurar a mãe da jovem para descobrir o que havia acontecido com a garota. Nesse momento veio à tona toda a verdade.
 
O Início do Cárcere
     Elisabeth foi encarcerada em 1984. Na época, o pai teria forçado a filha, então com 18 anos, a escrever uma carta dizendo que tinha fugido e que não a procurassem mais. No entanto, ela estava no porão da casa, onde foi violentada repetidas vezes, dando origem a sete gestações. Apesar de todas as crianças terem nascido no porão, Fritzl deixou três na porta de sua própria casa, como se a mãe os tivesse abandonado ali.
     Alexander, 12 anos, Monika, 14 anos e Lisa, 16 anos, cresceram como se nada tivesse acontecido. Outros três filhos permaneceram com a mãe: Kerstin, 19 anos, Stefan, 18 anos e Felix, 5 anos. A sétima criança morreu logo após o nascimento e teve o corpo incinerado por Fritzl. Enquanto tudo isso acontecia, o engenheiro era considerado amável e educado pelos vizinhos. Rosamarie, a mãe de Elisabeth, sempre disse que seu marido estava muito triste pelo desaparecimento da filha.
 
O Dia da Liberdade
     Em função da doença de Kerstin, 19 anos, Fritzl teria decidido libertar Elisabeth e dois dos filhos que viviam com ela, dizendo à sua mulher que a filha desaparecida havia voltado para casa. As investigações logo levaram a polícia à casa de Josef, onde o cativeiro foi descoberto. Lá, Kerstin e seus irmãos Stefan e Felix viveram com Elisabeth sem nunca ter visto a luz do sol.
     Segundo a primeira declaração da vítima, seu pai começou a abusá-la quando tinha 11 anos de idade e aos 18 a encarcerou. Depois de ser libertado, o caçula dos três filhos presos no porão, que, como os irmãos, nunca havia visto a luz do dia, declarou à assistente social que estava feliz de poder "subir em um carro de verdade". Elisabeth e os filhos foram encaminhados a uma unidade psiquiátrica de uma clínica regional.
 
O Cativeiro
     O local em que Elisabeth e três de seus filhos foram mantidos presos foi construído sob uma casa da década de 1960, onde Josef vivia. O porão tinha cerca de 60 m², uma pequena cozinha, banheiro, televisão e espaço para dormir. O acesso era feito por uma porta de aço localizada atrás de estantes e que só podia ser aberta com uma senha eletrônica conhecida apenas por Fritzl.
Lá também foi encontrado um quarto com isolamento acústico, possivelmente para impedir que as vozes fossem ouvidas do lado de fora da casa. Segundo a polícia, Fritzl teria deixado claro para a mulher e para os outros filhos que era proibido tentar entrar no local. Ainda segundo as autoridades, todas as manhãs ele levava comida para os prisioneiros.
 
Caso 2
     Wolfgang Priklopil, nasceu em 14 de maio de 1962, Viena, Áustria e faleceu em 23 de agosto de 2006, por suicídio, saltou na frente de um trem. Foi um criminoso austríaco. Ele sequestrou Natascha Kampusch em 1998, na época com 10 anos de idade, e, em seguida, a manteve presa durante oito anos, até cometer suicídio depois que ela fugiu. Assista o vídeo e entenda o caso: http://www.youtube.com/watch?v=Tt-Gd_NMjWY.
     Se preferir busque, 3.096 dias de cativeiro na ferramenta do Google.
 
Caso 3
     O caso a seguir, é classificado pelos norte-americanos como de um serial killer, porém, cabe uma discordância, pois o verdadeiro objetivo do criminoso era molestar sexualmente suas vítimas, depois passou a inovar matando-as, considerando que algumas decidiram contar o que acontecia entre eles.
     John Wayne Gacy Jr. nasceu em 1942, em Chicago, e morreu por injeção letal em 1994, nos Estados Unidos. Tinha duas irmãs. Seu pai, John Gacy, era alcoólatra e aparentava não gostar do filho: batia-lhe sem grandes motivos, chamava-lhe de “menininha”. A mãe também era vítima do marido. Apesar disto, aparentemente Gacy Jr. gostava do pai.
     Aos 11 anos, John Wayne Gacy foi atingido na cabeça por um balanço. Nos cinco anos seguintes, periodicamente sofria escurecimentos da visão. Foi descoberto um coágulo em seu cérebro, que foi removido cirurgicamente, e houve a remissão do problema.
     Contudo, Gacy ainda manteve outros sintomas hipocondríacos, que o ajudavam a afastar-se de atividades mais masculinas, como a prática de esportes violentos – ocasionalmente tinha queixas cardíacas, por exemplo.
     Gacy casou-se, mas também gostava de rapazes apesar de tudo isto, John Wayne Gacy formou-se em Administração e tornou-se vendedor de sapatos. Casou-se com uma colega de trabalho cujo pai possuía um restaurante de frangos fritos, em outro estado, e logo John passou a gerenciar tal estabelecimento, com desenvoltura.
     Em 1968, um evento que pegou de surpresa todos os seus conhecidos: foi acusado de ter subjugado sexualmente, por um longo período de tempo, um jovem empregado. John Wayne Gacy contratou um adolescente assassino para espancar uma testemunha da promotoria, e mais acusações pesaram sobre ele. Negociando uma confissão, foi sentenciado a dez anos de prisão.
     Prisioneiro “modelo”, foi solto menos de dois anos depois. Entretanto, sua esposa o largou, neste período. Gacy voltou então para Chicago.
     Estabeleceu-se como construtor, casado, desenvolto, logo adquiriu popularidade com os vizinhos. Participava da política (seu pai detestava políticos), tendo posado para uma foto ao lado da primeira-dama do país, a esposa de John Carter. Fantasiava-se de palhaço em festas filantrópicas. Era membro do Conselho Católico e da Defesa Civil.
     Foi então que começou a matar, perto de fazer 30 anos. Muitas vezes atacava conhecidos, mas em outras ocasiões abordava pessoas na rua, às vezes de uma forma convidativa, outras mais intimidativo. Escolhia sempre pessoas do sexo masculino – adolescentes ou jovens adultos.
      Sodomizava-os, torturava-os e depois os matava, geralmente sufocados ou estrangulados. Enterrava os corpos no chão de sua casa – até que, sem espaço, começou a jogá-los em um rio.
     John Wayne foi pego em 1978. Sua empresa prestou um serviço de reforma a uma loja, e nesta loja Gacy convidou um jovem a trabalhar em sua firma. O jovem, quando foi encontrar Gacy à noite, disse a amigos o que estava indo fazer. Quando se notou o seu sumiço, a polícia foi à casa de Gacy e sentiu o odor pútrido da morte. Entretanto, não foram encontrados corpos, mas: sedativos, algemas, livros sobre homossexualismo, instrumentos para “jogos” sexuais, uma pistola, um pênis de borracha, maconha, além de objetos que aparentavam não pertenciam a Gacy.
     A polícia começou a periciar as evidências e instituiu vigilância sobre ele. Descobriu-se então sobre o seu passado (a condenação em outro estado) e que vários empregados seus, que geralmente eram menores, haviam desaparecido. Assim a polícia acabou voltando à sua casa. Ainda tinha aquele cheiro horrível. Resolveram escavar. Foram encontrados nada menos que 28 corpos enterrados! Mais cinco foram resgatados nos rios.
     Já preso, John Wayne Gacy tentou culpar “Jack Hanson”, uma suposta segunda personalidade sua.
     Em um depoimento, desenhou um mapa com a disposição dos corpos – em seguida, aparentou desmaiar. Quando “voltou a si”, disse que foi “Jack” o autor do desenho. Os vários psiquiatras que o entrevistaram não quiseram embarcar nesta história, embora tenham feito várias hipóteses para o diagnóstico: “pseudoneurótico esquizofrênico paranóico”, “personalidade borderline”, “sociopata”, “narcisista”, “mentiroso patológico” etc.
     Gacy era contraditório em seus depoimentos, e em um deles disse lembrar-se de apenas cinco homicídios, e de forma incompleta – sendo que, além disto, as memórias pareciam não ser suas, e sim de outra pessoa, conforme disse.
     O misto de pedófilo e psicopata John Wayne Gacy foi condenado, em 1980, à pena de morte. Mesmo assim, continuou a negar a autoria dos homicídios – dizendo, agora, que os corpos haviam sido colocados em sua casa por alguém que queria prejudicá-lo.
     Apesar das contradições e negativas, alguns fatos foram descobertos sobre seu modus operandi: sabe-se que gostava de ler passagens bíblicas enquanto enforcava as vítimas; outras vezes, vestia-se de palhaço enquanto as torturava. Enfiava as cuecas dos rapazes em suas bocas para sufocá-los. John Wayne Gacy encaixa-se perfeitamente na fantasia do “Palhaço Assassino”.
     Na prisão, ainda ganhou bastante dinheiro – com as pinturas que fazia (especialmente populares eram as de palhaço e auto-retratos, mas também retratou Jesus, Hitler, personagens da Disney, outros criminosos etc.) e com outros métodos, como um serviço telefônico pago que criou, onde a pessoa que ligava podia ouvir sua alegação de inocência. Suas pinturas chegaram a fazer parte de exposições.
     Tinha uma rotina obsessiva na cadeia: anotava cada ligação, carta ou visita recebida, e até mesmo o que comeu. Conta-se que, nos 14 anos que esteve preso, passou a abusar de álcool e tentou suicídio.
     Pouco antes de morrer, em 1994, de injeção letal, já sedado, pronunciou suas últimas palavras: ‘Kiss my ass!’ (Beije minha bunda!).”
Afonso Luciano
Enviado por Afonso Luciano em 25/11/2014
Código do texto: T5047871
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