O PACTO DE VIDA

Muita gente sonhava em "tirar na sorte grande" e Erasmo não era diferente. Sentado no vaso do banheiro da velha casa alugada Erasmo de Arruda Bragança lia as manchetes de um jornal.

JOVEM BAGACEIRA GOSTA DE VIAJAR OLHADA EM TODA FORMOSURA DE SUAS PERNAS PELOS GAROTINHOS QUE JOGAM XADREZ NO BAR DO TREM OU NA QUADRA DA VILA RIO BRANCO.

RICARDO SUBIU NA SUA BICICLETA E FOI PASSEAR EM PORTO ALEGRE MAS ANTES PASSOU NA PADARIA PARA

COMPRAR BISCOITO ENVENENADO QUE LEVOU PARA OFERECER À SUA NAMORADA.

O MAGICO COMPROU UMA VACA E UM JORNAL PARA IR A UMA FESTA DE VELHOS AMIGOS QUANDO ENCONTROU OS AMIGUINHOS PARA COMEREM UMA CARNE E DEPOIS SE LIMPAREM COM O PAPEL DE IMPRENSA .

As frases se misturavam no cérebro de Miguel, digo Erasmo, Miguel é outro personagem, e Erasmo, este aqui, sentado no vaso sanitário do banheiro, tentava uma alternativa para seus problemas. 35 anos. Sem casa, sem carro, andando a pé até a tipografia onde trabalhava por um salário mínimo fixo mais comissões de serviços gráficos que pegasse fora. Erasmo solteiro, triste, 35 de planeta Terra, relia as manchetes e lhe ocorreu um pacto com qualquer entidade. Estava disposto a entregar a sua vida, com morte, 10 anos depois de enriquecer. Não suportava mais a pobreza, a mesquinharia, a vida vazia marcada pela solidão e atenuada às vezes por alguma festa ou orgia. Erasmo de 7 irmãos espalhados pelo Brasil -alguns eram sargentos do Exército Brasileiro e mudavam-se de cidade de 2 em 2 anos- pois este Erasmo, quieto, estava cansado da sua vida. Pensou até em se matar, porém não teve coragem, ao tentar, numa noite chuvosa em que caiu a rede elétrica em toda a região. O momento era propício. A luz de vela mostrava a sombra de sua imagem cabisbaixa. Tinha bebido 5 sambas, 5 coca-cola com cachaça, pra quem não sabe, e estava bem bêbado. Pegou um revolver 22 argentino cano curto e encostou no ouvido. Sentado na cama não conseguiu apertar o gatilho. Tinha ainda esperanças de felicidade a alma dentro de Erasmo. E existe mesmo a alma dentro do ser humano???

Pensou no pacto de morte que poderia fazer com Deus ou com o Diabo. Queria ganhar uma bolada. Alguns milhões em dinheiro. Tinha planos e não estava escolhendo parceiro.

O noticiarista da TV deu as horas e nosso personagem tratou de se limpar. Tomou um banho, bebeu um café com bolachas e mel, vestiu o casaco e passou a chave na sua casa. Na rua um vento frio cortava a manhã de 15 de julho. Era fim do século XX e a gráfica onde Erasmo trabalhava ainda possuía tipografia, letras de chumbo que se transformavam em chapas pesadas para serem impressas no papel. Nota fiscal, cartão de visita, talões de recibos, cartazes com fotos em clichê, santinhos para políticos, cartas para clientes... ainda eram feitas letra a letra pelos 2 gráficos da Tipografia Alcance, nesta pequena cidade sulina encravada no meio do pampa gaúcho. No inverno Erasmo deixava crescer a barba e às 8 horas pegava no serviço.

Fez uma combinação com uns números de talonários que estavam sendo montados na sua mesa de trabalho e escreveu 6 dezenas. Quando saiu para o almoço foi até uma lotérica e apostou alguns trocados. Poderia receber milhões se acertasse. Errou. De noite, tomando uma sopa de mocotó com vinho tinto, renovou o pacto dos 10 anos de vida, rezou para que alguém na outra dimensão, em outro plano, se existisse, lhe ouvisse, e ofertou mais uma vez sua vida no prazo de 10 anos, a contar da data do seu súbito enriquecimento, e voltou a apostar todas as semanas em todos jogos disponíveis. Sempre com as mesmas centenas.

O inverno foi um dos mais frios dos últimos anos. Erasmo mantinha sua rotina. Trabalhava, bebia bem pouco ao entardecer até ir para a frente de uma escola pública onde pegava sua namorada para beijar e abraçar até ela voltar para a aula. Às vezes ela saía no intervalo para ir até a casa de Erasmo. Na casa dele faziam sexo até a o fim do turno escolar. Depois levava a garota até a frente de sua casa. Estas eram as noites boas de Erasmo. A garota era mãe solteira e morava com os pais. Depois dos 25 anos e muita festa, resolveu voltar a estudar, para não perder mais tempo na vida, como dizia, abraçada no tórax de seu homem, depois do orgasmo.

A manhã de 25 de agosto foi especial na vida de Erasmo. Chegou na gráfica e pegou o jornal diário. O resultado da Super Sena acumulada estava ali no papel. Erasmo leu os números e conferiu com os seus. Eram idênticos. Erasmo conferiu de novo para ter certeza de que não estava sonhando ou tendo alucinação. Eram os seus números impressos no jornal. Não tinha mais dúvida. Era um novo milionário. Segurou um grito amassando-o no peito. Foi a sensação mais inesquecível de sua vida. Viu que o prêmio seria dividido entre 3 felizardos. Um no sul. Era ele. Entre dezenas de milhões de pessoas, o felizardo do sul era ele. Erasmo de Arruda Bragança. A vida não seria mais igual. O seu pedido foi atendido. Alguém no além lhe ouviu e lhe atendeu. Faltava agora a sua parte no pacto. A largada tinha sido dada. Ele sabia que podia contar com apenas 10 anos de vida a partir de agora. Acreditou em tudo que estava acontecendo. Não podia perder tempo. Avisou o dono da gráfica que precisava sair para tratar de assunto pessoal urgente, tomou um banho, colocou sua melhor roupa e viajou para a capital. Uma viagem que parecia não ter fim. Sua cabeça não parou de pensar um segundo. Até chegar na superintendência da Caixa Federal. Os burocratas conheceram então o novo milionário. Sensações estranhas para todos. Cada um contará para seus filhos e netos de maneira diferente e especial sobre o dia em que trataram dos primeiros negócios financeiros do homem de sorte daquele agosto. Somente os juros do dinheiro depositado dava para ter uma vida de alto luxo e de viagens por todo o planeta. Era isso que Erasmo estava pensando em fazer. Com cartões de créditos, cheques e um saque imediato, o novo milionário foi levado pelo superintendente até uma agência de viagens. A imagem do novo milionário foi preservada. Somente foi veiculada a notícia com seu nome e o da cidade onde ele vivia. A pequena comunidade pampiana fez uma festa para comemorar. O prefeito e lideranças esperavam a volta e os investimentos do agora ilustre morador.

Ele embarcou no mesmo dia e só se comunicou com a família no dia seguinte, deitado, tranquilo, numa suíte em um hotel de luxo numa cidade da Europa. Começava ali o seu sonho. E o seu controle diário do calendário. A ninguém falou sobre o pacto. Com os irmãos trocaram gentilezas. Os que não tinham telefone receberam cartões postais dos lugares por onde ele passava e cartas de que toda a família não teria mais dificuldades materiais. Ele planejava construir casas, montar empresas e dar oportunidade a quem quisesse. Mas isto trataria só no retorno de sua viagem que chamava de volta ao mundo sem pressa. Ao dono da gráfica que foi seu patrão prometeu financiar sem juros e com prazo bem longo as novas máquinas, computadores e impressoras modernas para que o negócio crescesse a nível regional. Disse que seriam sócios. Depois da viagem. Para a namoradinha da escola noturna e sua filha mandou passagens para que elas lhe encontrassem na cidade espanhola de Salamanca. Ficaram juntos 3 semanas viajando e namorando pela Espanha e Portugal. Depois mãe e filha retornaram ao Brasil. Erasmo seguiu para conhecer a Rússia. Depois a China, Japão, Coréia, Jerusalém, Egito, Estados Unidos,México... e muitos outros locais habitados no planeta. Ele pretendia conhecer até os desertos quentes e gelados. Poderia, enfim, viver um pouco em cada lugar que lhe interessasse. Aquele mapa mundi que durante o período escolar era estudado, distante, numa biblioteca provinciana, ele aprendeu a conhecer, agora estava a seus pés.

Um ano de viagens e Erasmo resolveu voltar e rever seus familiares. Mesmo de longe acertou a vida econômica de muitos deles. Aos velhos pais aposentados, deu uma nova casa, grande, boas instalações, com móveis novos, 2 carros novos na garagem e uma empregada permanente. Os velhos mereciam muito cuidado e a irmã mais nova, de 18 anos, estava cuidando deste ambiente. A namoradinha da escola, estava trabalhando como gerente na gráfica do seu ex-patrão e agora sócio, com máquinas novas. Um irmão advogado trabalhava para ele na burocracia. Às vezes viajava longe para encontrar o milionário e tratarem de assuntos de patrimônio e assinaturas em documentos.

Comprou imóveis em diversos lugares, instalando nestes seus irmãos, parentes e pessoas de confiança absoluta, tudo sob controle jurídico cabível para qualquer problema de discórdia. Erasmo não acreditava num golpe dos familiares, mas como até pacto como este que ele fez acontecia, tudo podia acontecer neste mundo, conforme seu entendimento filosófico da vida.

A volta de Erasmo a sua cidade não foi anunciada nem ao prefeito. Somente o delegado foi comunicado informalmente pelo seu irmão advogado que cuidava também de uma certa segurança do irmão milionário. Os sequestros eram muito comuns no Brasil e não davapara brincar com este assunto, dizia o advogado ao delegado. Porém na sua primeira noite na casa dos pais, acabou sendo descoberto pelo prefeito e pelo presidente da Câmara. Prometeu que estava estudando uma maneira de montar uma indústria na cidade, para gerar alguns milhares de empregos. Tudo seria administrado por executivos profissionais que viriam fazer estudos técnicos para definirem o negócio. Dentro de alguns meses a realidade da cidadezinha de 40 mil habitantes seria outra, prometeu o milionário aos representantes legais da população. Só pedia sigilo até o início das obras. A indústria seria de alimentos, com aproveitamento da agropecuária local e projetos de diversificação da cultura praticada até então na região. Produtos para mercado interno e exportação. O negócio vai ser grande e tem que ser minuciosamente planejado, dizia, sério, ao prefeito. O inseguro gráfico de 1 ano atrás tinha se transformado num seguro homem de negócios. Porém agora era sorridente e tinha convicções. O dinheiro tinha realmente transformado nosso personagem. Ele entendia que estava feliz, tinha acumulado boas experiências e que poderia ajudar a desenvolver sua região e melhorar o nível de vida de sua comunidade, já que seus dias estavam contados. Assim fez durante os 9 próximos anos, sempre dando algumas fugidas para viajar pelo mundo, repetir locais que gostou mais de visitar ou para descobrir novas terras, novas pessoas. A namoradinha da escola noturna, pequenina, de cabelos lisos e escuros, se transformou numa senhora com 2 filhos, elegante, mas que não atrapalhava suas aventuras. Este era mais um pacto feito, agora com a mulher. Em três anos a indústria tinha se pagado e os lucros só aumentavam o patrimônio de Erasmo. Ele não quis ser prefeito e não apoiou nenhum político. Ficou neutro. Morava em uma bela mansão, com dezenas de quartos, suítes, 2 piscinas, quadra de esporte, pracinha para as crianças e toda infra-estrutura exigida por um milionário.

A vida parecia não preocupar o realizado Erasmo até ele perceber que faltavam 6 meses para se completar os 10 anos do dia em que ele acertou suas sagradas dezenas na Super Sena. Nunca ele fez algum trabalho especial de agradecimento, pois não sabia a quem se dirigir, se a Deus ou ao Diabo. Ficou frio. Calculou tudo, ajudou muitos, participou do jogo de interesse dos negócios e viveu como um capitalista normal. Porém os seus últimos meses de vida, como ele mesmo chamava, não saiam de sua cabeça. Porém ele aliviava esta tensão com prazeres da vida, com viagens, festas e sexo com mulheres lindas e diferentes. Com dinheiro tudo era possível e fácil.

Um mês antes do dia 25 de agosto daquele ano que seria o 10º depois de seu enriquecimento, Erasmo marcou uma festa em sua casa. Planejou ser uma grande festa, com jantar, shows e baile na beira da piscina. Tudo foi criteriosamente preparado, com decoradores, promotores de eventos e profissionais da área. Para os convidados, familiares, autoridades e amigos, seria a data do 10º aniversário da chamada "sorte grande" de Erasmo. Para ele seria a data em que pelo pacto sua vida terminaria. Ele chegou de uma viagem às praias do Caribe 2 dias antes. Ficou resolvendo negócios importantes e inadiáveis no escritório da capital do estado e chegou na sua cidade direto para a festa.

A noite estava com temperatura agradável. Erasmo chegou umas horas mais cedo, vistoriou tudo, tomou um banho, fez a barba no chuveiro e se preparou para receber os convidados. Os primeiros a chegarem foram os pais, depois irmãos e parentes. A esposa e os filhos estavam juntos com o milionário, e receberam autoridades e convidados especiais na mansão. Uma equipe de produção de vídeo começou as filmagens cedo, incluindo uma entrevista com o anfitreão. Nesta entrevista de quase uma hora, Erasmo fez um relato de sua vida antes e depois de ter acertado na Super Sena. Refletiu sobre a data 25 de agosto e comparou-a com o marco histórico que situa a humanidade em antes e depois de Cristo. Falou da vida, das viagens e das relações com as pessoas.

Antes do jantar o prefeito discursou e agradeceu todo o apoio dado ao desenvolvimento da cidade e região. O presidente da Associação Comercial e Industrial abordou a importância dos seus projetos para a economia do município e o delegado pediu aplausos para Erasmo, o homem no município e região que mais ajudava a polícia no momento, doando viaturas, combustível e e quipamentos sofisticados de comunicação para melhorar o trabalho de segurança da população.Um grupo de estudantes fez uma homenagem entregando-lhe uma placa e durante o jantar Erasmo foi muito cumprimentado. Ele recebia sorridente a todos mas controlava os ponteiros de seu relógio de ouro. A meia-noite esgotava seu tempo. Na verdade não sabia o que iria acontecer naquelemomento. E a cada minuto que passava aumentava sua preocupação com este fato que na verdade era o mais relevante de toda sua vida.

Assistindo os shows, vendo as pessoas dançando, Erasmo divagava e pensava o quanto passou rápido o tempo determinado por ele no pacto. Deveria ter pedido mais, murmurava, mas concordava que estes 10 anos tinham sido intensos de realizações. De homem simples e desiludido, passou a ser importante figura empresarial e agente social de sua cidade e da região, como num passe de mágica. Foi feliz e fez a felicidade de muitos. Ele sabia o preço de tudo isto e agora se preparava para pagar com a própria vida o sucesso e as conquistas realizadas. Era o pacto e ele não tinha como evitar os acontecimentos.

O relógio avançava rumo ao número 12 e a festa entrava no seu momento mais alegre. Dezenas de caixas de uísques, cervejas e outras bebidas já tinham sido consumidas e o baile estava começando. O milionário e a esposa foram os primeiros a dançarem. Depois a pista ficou lotada para comemorarem os 10 anos de sucesso de Erasmo de Arruda Bragança.

Nosso personagem controlou o tempo até o último minuto. Esperava qualquer coisa. Que a casa caisse em sua cabeça, talvez, mas seria uma tragédia para atingir outros que nada tinham a ver com seu pacto. Isto não. Talvez entrasse alguém para lhe ferir mortalmente com uma faca ou um revólver. Talvez lhe desse uma parada cardíaca.

Esperava por algo que não sabia o que era e nem de onde vinha. Estava aflito e suava frio com aquela situação. Faltando um minuto para a meia-noite, deu uma desculpa ao grupo de pessoas que lhe cercavam, e se retirou.

Foi até um canto do jardim da mansão e sentou. Abriu os braços no banco e fechou os olhos. Pensou no que estaria perdendo no próximo minuto: a sua vida, o convívio com os filhos, a esposa, os pais, os irmãos, parentes, amigos, funcionários e autoridades. Abriu os olhos, levantou a cabeça e enxergou as estrelas dando um brilho intenso ao céu de fundo escuro. Assim ele queria acabar o seu tempo. Fechou novamente os olhos e tentou dormir. Mas a aflição não deixou ele pegar no sono.

Olhou novamente no relógio e já eram 10 minutos do dia novo. Ele não tinha morrido. Tocou no seu corpo, olhou ao redor e a festa continuava em sua casa. Um filho o descobriu no canto do jardim e correu para buscar o pai. Ele abraçou o garotinho de 7 anos, pegou-lhe pela mão e voltou para a festa. Tudo estava normal. Nada tinha mudado. Erasmo concluiu que talvez tivesse sido perdoado pelo pacto feito. Por ter sido um homem correto sem ter causado maldade a outros. E que se fosse assim o pacto fora feito com Deus, que perdoa até os incrédulos e audaciosos. Agradeceu. Porém lhe veio a mente que a partir de agora qualquer mal fatal poderia lhe acontecer, que estava mais vulnerável. Também refletiu que sempre esteve vulnerável, mais ainda quando viajou e cresceu economicamente. Porém sua fixação no pacto de 10 anos tirou da sua mente que algo trágico, como sua morte, poderia acontecer dentro deste período. Só agora, passados estes anos, é que ele seria um mortal, propício a morrer a qualquer momento. Neste caso ele fora, nesta década, uma espécie de semi-deus, predestinado a não morrer neste período. Concluiu que tudo era bobagem de sua mente fértil. Carregado pelo filho voltou à mesa principal da festa, onde encontravam-se seus pais, sua esposa, o prefeito, o juiz, o delegado, as esposas destes e um deputado da região que representava no momento o governador. Com o retorno de nosso personagem a esta mesa, mais um brinde foi feito em tom de embriaguez social do momento.

Erasmo levantou o copo e viu Miguel entrando na sala. "Não conheço esta pessoa estranha", pensou rapidamente. Tremeu sua vista e voltou a preocupação. Miguel contornou a mesa sem ser visto por ninguém. Parou na frente de Erasmo, que era o único que o enxergava, e lhe derramou um pó vermelho sobre a cabeça. Erasmo, sentindo-se estranho, pediu licença e se retirou do local. Magicamente foi ficando invisível e as pessoas da festa, hipnotizadas, nada perceberam, seguiram bebendo, dançando, rindo, felizes.

No outro dia foram dar falta do milionário que nunca mais foi visto. As lendas contam que ele foi sequestrado e assassinado. Outros contam que ele vive entre os seus, invisível, tendo perdido apenas a imagem. E o pacto, foi com Deus ou com o Diabo? Esta é a pergunta que fica ao atento leitor.

Uma estátua sua foi erguida na praça central e suas empresas prosperaram até hoje. Tudo, tudo... foi um sonho.

VLADIMIR CUNHA DOS SANTOS
Enviado por VLADIMIR CUNHA DOS SANTOS em 27/10/2017
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