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O SEGRÊDU DO CATULO

Óia quí, meu pessoar,
Teinhu um segrêdu guardadu
Agóra vou lhis contár
Aquilo qui mié sagradu
Dum pedáçu da m'ia vida
Qui teve bem iscundida
Amoitei sempri cum cuidádu!

Êssi segrêdu inté ôji
Dexêi di tucáia infim
Pois prumetí prá mim merrmo
Num cuntá inté prá mim.
Teinho um fióte na cidade
Qui é uma raridade
Mais é meu fio, eili é sim!

Foi eili qui mim incinô
A iscrevê us cordé
Veijam qui eu aprindí
A rimá "chulé cum pé"
I tomém "sansão cum pão",
"Caminhão cum coração"
Êili é bacana ou num é?

Inquantu eu vévu na róça
Meu fiio foi istudá
Foi morá lá na cidadi
Prá móde aperfeçoá
As leitra prá sê dotô
Intoncis êili si formô
Intoncis foi trabaiá!

Us meus dias di trabáio
No cabu do guatambú
Puxano nu sór a inxada
Foi difícer prá xuxú
Mai ôji istô filiz
Pur tudo qui a eili fiz
Tô cantanu iguár nhambú!

Ocêis istão curinhósus
Quér quieu vus digo quem é?
"Vigi mãe dus desejósus"
Vuncêis num réda u pé!
Tá nu Recantu dais Leitras
Nunca dexô iscapá suspeita
É meu fiio. Meu fiio, sim, eili é!

Óia só no seu retratu
Qui bunitim, ceis vão vê
Paréci um buchu di bóde
Dá gôstu u seu paricê
É u Thales de Athayde
Na cidádi êili reside
Mai fêio qui u pai, vãu lá vê!

Êssi bichim é meu fiio
Eili é filiz na cidádi
É um bom trabaiadô
Prá minha filicidádi
Mai êli naceu na róça
Cunhéci u matu. "m'ia Nóssa"
Ôji é uma otoridádi!

I viva meu fiótinhu!!!







Catulo
Enviado por Catulo em 25/05/2009
Reeditado em 25/05/2009
Código do texto: T1614544

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Sobre o autor
Catulo
Ribeirão Preto - São Paulo - Brasil
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Catulo