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CIDADE DOS ANIMAIS

Os animais resolveram estabelecer a sua própria cidade.  Para isso, fizeram várias reuniões para decidirem as atividades de cada um.  Concluíram que em qualquer cidade haveria a necessidade de prefeito, juiz, delegado, professor, diretor, padre, pastor, etc.

Cinco membros foram eleitos
Para tomar as decisões
Nem só por ser mais democrático
Como também por precauções
Quatro, tinham direito de votar
O presidente, para desempatar
Assim aconteciam as nomeações:

No momento foi aclamado
O papagaio como orador
O resultado foi de quatro a zero
Por tanto, não ouve clamor
O fato foi bastante aplaudido
Por ser um personagem querido
Poliglota de grande valor.

O pato foi anunciado
Para ser o tesoureiro
Sempre quem paga é o pato
E é bom chefe de terreiro
Logo formou seus assessores
Inclusive, contadores
Para gerenciar o financeiro.

O mandatário da Receita
Teria que ser o Leão
Por ser muito respeitado
E evitar sonegação
Para cobrir investimentos
Teria que haver incrementos
E o apoio da população.

 Para engenheiro civil
João de barro é experiente
A joaninha para arquiteta
Foi do agrado dos dirigentes
Pela experiência que tens
E suas declarações de bens
Ficaram na linha de frente.






Um enxame de marimbondos
Foram escalados para o quartel
Para manter a segurança
Com as ordens de um coronel
Que no caso é um zangão
A arma é só o ferrão
E as algemas, um cordel.

Para a delegacia de polícia
O touro ficou como delegado
Nem só pela força que tem
Mas por andar bem armado
Quando não resolver no chifre
O coice é usado como rifle
E para amedrontar, um bufado

Para ocupar o executivo
Candidatou o rei Pavão
Que com sua formosura
Não poderia haver traição
Que logo fez um juramento
Pela lei do firmamento
Não ia roubar um tostão

Gritaram o nome da perua
Para ser a primeira dama
Mas preferiram a pavôa
Por sua beleza e fama
Para ser esposa do prefeito
Teria que pegar firme no eito
Não pensar em beleza e cama.

Cargo bastante importante
Ainda faltava concluir
Era o de Juiz de direito
Que foi colocado o jaboti
Sendo bastante cauteloso
Com certeza ia ser zeloso
Para os animais, não ferir.

A raposa bastante esperta
Queria comandar o galinheiro
Que logo foi descartada
Por maioria dos companheiros
E alem de ficar vigiada
Poderia até ser condenada
Se ficasse beirando o poleiro





O burro, a cargo do transporte
 Por ter um perfil de pioneiro
O jacaré, como pescador
O tatu, um bom coveiro
As rolinhas, as secretárias
As abelhas, as operárias
E os urubus, os carniceiros.

Os periquitos, com uma banda
Os canários, os cantadores
Os sapos, os instrumentos
Os macacos, os professores
As garças, as enfermeiras
As garrinchas, as fofoqueiras
E os tamanduás, os lutadores.

Os veados ficaram de fora
Para não causar constrangimento
O cavalo foi ser o padre
Pra advogado ficou o jumento
As araras candidataram rainhas
As raparigas, piranhas e galinhas
E o gambá, o fedorento.

A girafa por enxergar longe
Ficou com o meio ambiente
Seu trabalho foi tão perfeito
Causou ciúmes em muita gente
O ministro Minc e a ex Marina
Soltaram labaredas pelas narinas
Só pelos projetos da concorrente.

Numa conferência ela sustentou
Que pra viver não precisa desmatar
Condenou a atitude dos humanos
Que vieram ao planeta sugar
Disse que juntando todos os bichos
Não produz um só quilo de lixo
 Preservando as nascentes e o mar.



Edilson Oliveira
Enviado por Edilson Oliveira em 17/06/2009
Código do texto: T1653581

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Sobre o autor
Edilson Oliveira
Taguatinga - Tocantins - Brasil
21 textos (1208 leituras)
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Edilson Oliveira