DEPREDAÇÃO

Andando pela cidade

Meu coração se entristece

Vendo tudo destruído

Até elevo uma prece

Para que os nossos jovens

Deixem de fazer desordem

E os monumentos eles preservem.

As estátuas são quebradas

Cobertas de pichação

Os antigos casarios

Sofrem depredação

É muito triste de ver

Esse fato acontecer

Chega dói o coração.

Até as luzes dos postes

Eles chegam a quebrar

As ruas ficam às escuras

difícil de caminhar

As sujeiras pelas ruas

Uma verdade nua e crua

Não dá pra acreditar

Eu queria entender

A causa desse agir

quebrar tudo que é bonito

Sem nenhum remorso sentir

Sair por ai depredando

sem amor, tudo quebrando

Ao invés de colorir.

O que pensa a juventude

quando age desse jeito

Será que é só revolta

Por fazer sempre o mal feito

Querem agredir a quem

Estão indo muito além

com muito ódio no peito.

Eles destroem orelhões

Jogam pedras na vidraça

E sem nenhum carinho

destroem os bancos da praça

rebentam todos os adornos

Enfeiam até o contorno

Fazem tudo por pirraça.

O que é de se lamentar

É de toda classe social

Se divulga na TV

Se divulga no jornal

Não é só o jovem de rua

Classe média rica também atua

os vândalos são tudo igual.

Marlene Araújo A POETISA
Enviado por Marlene Araújo A POETISA em 18/09/2011
Código do texto: T3227207
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