A imagem?
(Desenho da autora).





UM CORDEL PARA O “DI CASTRO” 
 


Cheguei nesta madrugada!...
Visitando o seu cordel!
Fantástico?!... Não é o programa!
Que a Rede Globo, escolheu!
Este nome — meu amigo,
Combina com o seu cordel!
 
Um cordel sempre me inspira!...
Outro cordel escrever!
Respondendo estas estórias
Que escutou do seu avô...
Tenho certeza que nunca!... mais!...
Depois desta geração?
Homem nenhum vai contar
Proezas tão engraçadas!
 
Você deve está sorrindo!...
E também admirado:
Descobrindo que eu também,
Sei fazer com muito agrado
Respondendo o seu cordel
Versos com bom resultado.
 
Mas não estou pra falar!
O quanto valem os meus versos!
Agora, só quero mesmo!
Comentar os apelidos
Criativos desta estória
De um pescador parecido
Mesmo mais com um caçador
Que teve o nome invertido!
 
Talvez minha brincadeira
Deixe você mais cansado!...
De um comentário tão grande
Escrito na sua página!... 
Mas é que carrego a “força”
De escrever!... Na minha alma.
 
Responda-me, se for possível!...
Onde você encontrou!
Todos estes apelidos!
Pra estória do seu avô!
Porque parte desta estória
Sei que você inventou!
 
Na verdade, eu nem sei mesmo!...
Se o menino desta estória,
Não é você, oh Di Castro!
Que pra ficar engraçada!
Deu nome ao personagem
Vovô, o autor da história.
 
O importante mesmo é!...
Que ficou maravilhosa!
Contada por seu avô!...
Ou por você inventada?!
Se você não existisse...
Certamente não estaria
Postado neste “Recanto”!
Este texto maravilha!...
 
Viajei em cada verso!...
Porque sei que nunca mais...
Depois desta geração,
As palavras não mais vão
Encontrar homens que façam
Delas um texto contando,
Resgatando desse jeito
Histórias que testificam
Uma época tão igual.
 
Histórias de caçador?!
De que jeito, se o “IBAMA”!
Deixa idoso deprimido!
Tomando até papagaio!...
Há tantos anos, criado!...
Fazendo parte da vida
De um casalzinho inocente?
 
O exagero é tremendo!...
A hipocrisia é terrível!
Tanta “frescura”, pra ter,
Um animalzinho como amigo!
E tantos seres humanos
À imagem e semelhança
De nosso “Pai” criador,
Jogados pelas calçadas...
Os corpos hoje se encontram:
A vida não vale nada.
 
Para muitos, nascer gente!
Tanto faz — porque animais?!
— Estão bem mais valorizados!
É lógico que não é lícito!
E muito menos correto,
Maltratar os animais!
Mas tudo na dose certa!
Porque caça e caçador?!
— Esta é a lei da Selva!
 
No entanto, não vejo a “selva”!
Como habitat selvagem!...
Os homens mudaram tudo!
Está tudo desarrumado:
— A selva cheia de feras?!
— Hoje está na cidade!
 
Alonguei demais o texto!...
Você vai ficar cansado!
De ler sobre o que escrevi
Deixando-lhe um comentário
Mas certamente, não mais!...
Nem mesma eu, deixarei,
Outro assim, tão esticado!
 
Na verdade, a madrugada,
Silenciosa, me inspira,
Isto não é de costume!
Eu ficar em altas horas...
Frente ao computador...
Fico, porém, preparando,
Os meus livros, digitando,
Hoje, para distrair-me,
Fugi um pouco à rotina.
 
Deixando para o amigo 
Um comentário expansivo!
Talvez, porque o texto lembre,
O que escutei do meu pai!...
Contando-me histórias e sorrindo!...
Seu olhar terno, me olhando!...
Orgulhoso!... Até o jeito!...
Que ele sentava, eu me lembro.
 
Saudade chega, mexendo,
Comigo, e vou encerrando,
Para dormir sossegada!...
Refrigerando minh’alma...
Pedindo ao “Pai” que conceda,
A sua paz entre os homens.

 
 
 
Poetisa Inês Nery
Enviado por Poetisa Inês Nery em 12/04/2012
Reeditado em 20/04/2012
Código do texto: T3608740
Classificação de conteúdo: seguro
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