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Roda de cordel sobre o Cumpadi Sutiã

Cumpadi Sutiã
Terê das Bêra Mar

Ocêis vão mi dá licença
que eu vô mi refrescá
isso tá dano gastura
mensagi num caba mai
inda dei cos burro nágua
que pensava tê achado
namorado preu casá.

Mai qual o quê, já disandô
disse à cumadi Xanxan
o que eu achei de fato
foi um cumpadi Sutiã
 diz que é amigo do peito
que valia, num tem jeito
vô ficá no nhãnhãnhã.

Mas é bem feito pra mim
im veiz d'eu me aviá
visti meu mió biquini
í à luta e bataiá
fico aqui nessa moleza
sem valia nem presteza
pra marido eu arrumá.

Inda a moça me mandô
penca de coraçãozinho
num é bem isso siá Má
que eu priciso pro serviço
o trem aqui é dureza
carece fibra e destreza
pramordi resorvê isso.

Dá vontade de chorá
mai o que me farta é tempo
intão nói vamuquivamu
pinchano fora os lamento
hoje tô de cirandera
que é otra increnquera
mai eu gostio do evento.

A prosa tá muito boa
mai tenho que me virá
que se eu num me avexo
sinhazinha vai chegá
pu tronco ela num mi manda
mai na senzala nefanda
é bem capai d'eu chegá.

(Tere Penhabe)

* * * * *

di CUMADI MARISE DAS RIBERA

Se trabaiá não vai casá!
Marise Ribeiro

Cumadi bonita a Tere
tem uslábios delicados
que nem uma flor-de-lis
tirem dela os maus olhados
não há nada ali postiço
só lhe falta um compromisso
pra tirar-lhe os atrasados.

Acabe logo essa ciranda
qui eu nem pude entrá
tome um banho de lavanda
prus homi se aproximá
deixe essa máquina de lado
porque nenhum namorado
pelo computador virá.

Pinte us lábios de carmim
abuse bem do decote
vista um belo de um cetim
prepare-se pra dá o bote
há de chegá um com certeza
qui vendo tanta lindeza
não escape do laçarote.

Deixe essas cumadis prá lá
e todas essas mensagem
isso é só pra lhe ocupá
trabaiá muito é bobagem
pois formosura igual a sua
qui nem a beleza da lua
é pra gozar na vadiagem.

* * * * *
(di Cumadi Terê das Bêra Mar)
Tere Penhabe

Brigadu minha cumadi
lá do fundo do meu útero
que o coração tá cupado
simpatia e chá de bugre
me virano cumo posso
o que me insiná eu faço
minha vida tá sem lume.

A sióra num se avexi
a ciranda já butei fim
anti que ela atrivida
butasse um fim ni mim
mai o banho de lavanda
num vi inda a porpaganda
tomei mai de otro capim.

Eu truxe lá de sum paulo
pacotinho de arfazema
dissero era tiro e queda
que percisava inté senha
cumadi do coração!
juntô homi de montão
mai pá mi distravá as perna.

Que ingastanhô o pareio
e eu num vi foi mai nada
que dor nos quarto mai triste
eu fiquei foi istabanada
inventei até acidente
que um taxista demente
bateu cum eu lá na istrada.

Mai vortano à vaca fria
a sióra tem bem razão
o que essas cumadi qué
é tumá o meu quinhão
eis me enche de mensagi
mai é pura sacanagi
ficam elas no portão.

Passa Gere, passa Santoro
e eu aqui no PPS
intravado o disgramado
ai Jesuis ninguém merece
cumo eu num pensei nisso
brigadu pelo serviço
vô dá fim anti que cumece.

[Inté cumadinha das Ribera
agora nói tamu é feitia!!!!
brigaduuuuuuuuuuuuu
Terê das Bêra Mar]
(ao seu dispô... pero no mucho!)

* * * * *
(di Cumpadi Nando das Cuimbra)

 AI ESTAS CUMADIS!!!
 Fernando Reis Costa
         
Quando discutem as cumadis
a gente fica sabendo
que si discobrem as verdades
que nem aos diabos lembraum!...
Minha caneta istá fraca
Ontem festa...hoije, resssaca...
más mêsmo assim voi iscvivendo!

Essa cumadi da Ribêra
neim parecendo "linguarêra"
já vi que quer brincadeira
nesta conversa afiada!
Diz que Tere é bem lindona
(ai tem toda a razãum!)
e dos resto nem digo nada!

Minha caneta istá fraca
cumo já disse aí atrás.
- Hoije não entro na luta
porque champanhe, essa...  p . . a
dispois duma jantarada
mi deixou cum tal ressaca
qui neim pensá soi capaz !

Continueim vosmicês
c'oa vossa conversinha
nesta conversa afiada
d' interessante cordel...
- Eu hoije tô de canjinha
(cumo mulher que pariu)
mêmo inté feito em pastel...

Cumadis inté mais vê...
me dispeço cum adeus:
Um beijinho pra Tere
E p'rás demais, já se vê!
Continuem conversando.
Fiquem nas garça de Deus!
Com abraços cá do Nando
Tere Penhabe
Enviado por Tere Penhabe em 03/03/2007
Código do texto: T399697


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Sobre a autora
Tere Penhabe
Santos - São Paulo - Brasil, 65 anos
252 textos (29007 leituras)
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Tere Penhabe