UM CANAL DA SOLIDÃO

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Vou apenas nomear

Mudando transposição

Um canal abandonado

Bem seco na sequidão

Devia transportar água

Mas seu desgosto deságua

“Um canal da solidão”

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A farsa entra em ação

A Presidenta detém

O capital separado

E gasta todo vintém

O povo morrendo a míngua

E o Congresso com íngua

Não age como convém

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A mascara os faz refém

Vão eles se achando forte

Bombados com as seringas

Mentindo de sul a Norte

Cada um tem rabo preso

A mídia os faz ileso

Sendo deles o transporte

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Não sabem o que é um corte

Atestado nem precisa

Sua falta no Congresso

Por telefone se avisa

É a cara do Brasil

Onde o povo varonil

Não passa duma camisa

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Pra urna segue indecisa

A multidão competente

Pra eleger um canalha

Que também se chama gente

Mas se transforma em capeta

Enganam todo o planeta

Se tornando incompetente

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Justifica quando sente

A chegada da falência

Imita outros parceiros

Ligeiro volta a decência

Todos numa forma só

O meio do palitó

Nomino de incompetência

Jailton Antas
Enviado por Jailton Antas em 23/06/2013
Reeditado em 23/12/2015
Código do texto: T4354634
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