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O Gato de Dentadura

                I
Churrasco no Comandante
É sinônimo de fartura
O cabra come, que peca!
Bebe, que sente tontura!
João Cirôca bebeu tanto
Que perdeu a dentadura.
               II
Vou contar o “assucedido”,
Como tudo aconteceu
Nos “dentão” branco e fornido
Que uma namorada lhe deu
Ficou um pedaço de carne
Do churrasco que comeu.
               III
Quando ele chegou “melado”
Lá na casa da Lelé
Tinha uma rede na varanda
E ele cheio dos “mé”
Cuidou logo em se deitar
Após tomar um café.
               IV
Tirou sua dentadura
E botou dentro do sapato
Aquele cheiro de carne
Findou atraindo os “gato”
Que tinha no condomínio
E logo correu o boato:
                V
Companheiro, aqui tem carne
E carne da Friboi!
É churrasco de primeira...
E toda gataiada foi
Atraída pelo cheiro
Vindo da carne do boi.
             VI
Os gatos deliberaram
Em Assembleia Geral,
Quem ia roubar a carne
Para comer no quintal
Pois sabiam bem os riscos
De uma cilada fatal.
            VII
Foi eleito o maior gato
Que tinha no condomínio,
Rabudo, da cabeçona
De espírito assassínio
Pois conhecia o terro,
Sobre o qual tinha domínio.
              VIII
O gato pensou consigo:
-é hoje que eu mato a fome!
Eu sei que corro perigo
Em roubar aquele, homi,
Mas o risco vale a pena,
Pois vou promover meu nome.
                IX
Quando gato foi chegando
Atraído pelo cheiro,
João Cirôca se mexeu,
O gato pulou lixeiro
Já sai com a dentadura
Sorrindo para o porteiro.
               X
O porteiro, quando viu
Disse: - valha-me Nossa Senhora!
Um gato de dentadura!
Só pode ser da senhora
Que mora na casa 10,
Vou ligar pra ela agora!
               XI
-Alô, Dona Marinete,
Desculpe, mas é urgente!
Acabo de ver um gato
Carregando os seus “dente”!
Liguei pra saber tinha
Havido algum acidente.
               XII
Às 6 horas da manhã
João Cirôca acordou;
Procurou a dentadura
No sapato e não achou;
Teve um susto da moléstia,
O homem quase endoidou!
              XIII
Saiu logo a procurar,
Apressado, impaciente.
Ao invés de dar bom dia
Para o vizinho de frente,
Foi logo dizendo assim:
-amigo, perdi meus “dente”!
              XIV
O vizinho, comovido
Com tamanha desventura,
Disse: -amigo, se acalme,
É só uma dentadura!
Se caiu tá por aqui...
Vamos fazer a procura.
               XV
Reviraram o condomínio
Mas não encontraram nada;
O porteiro, quando viu
A rotina alterada
Percebeu logo que tinha
Entrado numa furada...
               XVI
Recebeu no mesmo dia
A carta de demissão!
O gato virou o líder
Dos gatos da região
Se alguém lhe a ameaçasse
Mostrava logo os “dentão”:
              XVII
-Comigo ninguém se mete,
Porque eu sou o Negro Gato!
O Bred Pit das fêmeas,
O Sérgio Moro dos ratos!
O pesadelo dos bêbados
Que guardam dente em sapato!

Tião Simpatia
Enviado por Tião Simpatia em 10/06/2018
Reeditado em 12/06/2018
Código do texto: T6360356
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Tião Simpatia
Fortaleza - Ceará - Brasil, 41 anos
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Tião Simpatia