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PERNAMBUCO DANADO DE BOM!

PERNAMBUCO DANADO DE BOM!

Ser homem pernambucano
É ser bem original
Alegre e receptivo
É ter sempre um alto astral
Ser sensível, solidário
Dum estado legendário
Brasileiro especial.

Tenho orgulho de dizer
Eu sou um pernambucano
Minha cidade é Cupira
Sou home’ interiorano
Um ser humano arretado!
Cabra da peste testado
Homem bondoso, bacano.

Gosto de ouvir Marinês
Gonzaga, o Rei do Baião
Alceu Valença, Anastácia
Nando cordel, Azulão
Chico Science, Dominguinhos
Lenine, Jorge de Altinho
Queridos nessa nação.

01


Posso dizer com orgulho
Sou da terra de Bandeira
Grande poeta moderno
Erudito de carreira
Ou do mito Paulo Freire
Do grande Gilberto Freyre
Escritores de primeira.

João Cabral de Melo Neto
Outro grande literato
Também Carlos Pena Filho
Um pernambucano nato
Fez poesia ordeira
Honrando nossa bandeira
Pernambucano sensato.

Os escritores famosos:
Nelson Rodrigues, cronista
Nosso Evanildo Bechara
Martins Júnior, jornalista
Destaco Álvaro Lins
Mauro Mota, Osman Lins,
Joaquim Nabuco, jurista.

02


Nossa Clarice Lispector
Brasileira, ucraniana
Escritora e jornalista
Confessa, pernambucana
É autora de romance
Ensaio, contos de alcance
Com cena cotidiana.

Ser pernambucano é
Ter uma ideia bacana
Comer bolo de bacia
Com um bom caldo de cana
Degustar bolo de rolo
Ouvindo como consolo
A “Morena Tropicana”.

Adorar um suco fresco
De tamarindo ou de manga
De umbu ou de cajá
De sapoti ou pitanga
Chupar pitomba docinha
Jabuticaba fresquinha
Sem fazer muita “munganga” (careta).

03


É sair no carnaval
Junto da rapaziada
No maior bloco do mundo:
O Galo da Madrugada
E no carnaval de Olinda
Com uma menina linda
Frevar em toda jornada.

No frevo, temos destaques
Capiba, Nelson Ferreira
Tem o Claudionor Germano
Que fez brilhante carreira
Um frevo, venha curtir
É gostoso de ouvir
Não fique aí de bobeira.

Há artistas de primeira
Como o Maestro Forró
Que toca, canta e agita
Dança numa perna só
Spok e Alceu Valença
O frevo pede licença
Para animar a vovó.

04


É se fazer qualquer coisa
Por nossa bela cultura
Comer um queijo de coalho
Um “taquim” de rapadura
Dançar forró pé de serra
Tomar cachaça da terra
Comendo a tanajura.

Tomar café da manhã
Logo depois da noitada
Comer um cuscuz com bode
Macaxeira cozinhada
Degustar charque na brasa
O pernambucano arrasa
Nessa sua empreitada.

Por falar em culinária
Nossa comida é amada
Sururu, carne-de-sol
Carne de bode, buchada
Mão-de-vaca, dobradinha
O chambaril com farinha
Caranguejo, feijoada.

05


A fava e o feijão verde
A tapioca, a rabada
O bolo Souza leão
Caldinho, vaca atolada
Comer xerém com galinha
Tomar Pitú com rolinha
Junto à rapaziada.

Milho assado, mugunzá
Cozido, arrumadinho
Pé-de-moleque, canjica
Cartola e escondidinho
Sarapatel, quiabada
A pamonha, a caldeirada
Um bom pirão bem quentinho.

É cantar o nosso hino
Como um maracatu
Forró, frevo ou baião
Dançar em Caruaru
Do mundo, o melhor São João
Ao som do nosso Azulão,
Fulô de mandacaru.

06


É ver a Paixão de Cristo
Ao ar livre, encenada
Em Nova Jerusalém
Fazenda Nova afamada
Maior teatro do mundo
Com a natureza ao fundo
Por Jesus, representada.

É torcer para um só time
Que você achar mais forte
O Santa Cruz ou o Náutico
Ou para o nosso Sport
Pernambuco, de verdade
Tem essa rivalidade
Torça e tenha boa sorte.

Pernambucano é assim
Chama painho, mainha
Para visitar os avós
O voinho e a voinha
Falar “visse” no final
De cada frase é normal
É vício dessa terrinha.

07


Ser pernambucano é
Saber o Pernambuquês
A nossa língua local
Deriva do Português
Saber o que é “pantim”
“Piranguêro”, “trancilim”
E todos os seus clichês.

É dizer “mangar”, “lascou-se”
“É rocha!” ou “Tá ligado!?”
“Digaí!”, “vixe!”, “oxente!”
“Baitola”, “xôxo”, “ajegado”
“Lambisgoia”, “tribufu”,
“Bruguelo”, “guenzo”, “bigu"
“Engrisilha” ou “avexado”.

É bela a nossa cultura
Ciranda, Maracatu
Bandas de pife, Embolada
De Castanha e de Caju
Xote, Cavalo-Marinho,
Pastoril e Caboclinho
Bezerros tem Papangu.

08


Pernambuco dos vaqueiros
Das festas de vaquejadas
Dos forrós, dos violeiros
Dos benditos, das toadas
Pernambuco dos cordéis
Dos poetas, menestréis
De praias ensolaradas.

Pernambucano abençoado
Pelas praias majestosas
Serrambi, Tamandaré
Com águas deliciosas
Porto de Galinhas sonha
Em Fernando de Noronha
Há cenas maravilhosas.

Pernambuco do pandeiro
Das festas de apartação
Do Rei Reginaldo Rossi
No brega, o campeão
Pernambuco dos meus ais
Do frevo, dos carnavais
Vives no meu coração.

“Eu sou mameluco
Sou de Casa Forte
Sou de Pernambuco
Eu sou o Leão do Norte.”
Essa música é pra cantar
Encher o peito e gritar
O pernambucano é forte!

09
Carlinhos Cordel
Enviado por Carlinhos Cordel em 08/07/2018
Código do texto: T6384890
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Carlinhos Cordel
Cupira - Pernambuco - Brasil
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