Sobre amizade e versos
 
          Amizade é um sentimento em que poucos realmente sabem o significado. Para desejar a amizade de alguém, deve ser necessário que se analise todo o histórico da pessoa, se ela for já sua conhecida. Mas se ela não for, e de um olhar, uma conversa na fila do banco, nascer uma cumplicidade, pode anotar que uma grande amizade vai nascer de verdade.
         Amigos, pessoas que escolhemos para serem nossos irmãos. Alguns viram filhos, outros tios e alguns até pai e mãe, dependendo da situação. São vínculos criados na certeza de que a fiel e cúmplice aliança de voto entre duas pessoas fora estabelecido.
         Devo confessar, mais uma vez, que minhas crônicas viraram um confessionário ao céu aberto, para pré-julgamentos e admiração a minha escrita e pessoa. Neste recanto fiz muito amigos, sinceros e verdadeiros, daqueles que você realmente sabe que pode contar de verdade.
         Meus amigos recantistas, me ensinaram à andar na escuridão sem ter medo dos precipícios a volta. Sempre me amparando e me puxando as orelhas, eles me ensinam cada dia. Cada um com seu bálsamo de certezas e defesas, com extrema paciência de escutar uma poetisa indefesa, contemplam-me com belos versos de graça e puro valor de admiração e amizade a minha pessoa.
         Versos estes tão profundos e doces, que consegue me decifrar como um mapa em todas as suas áreas nunca percorridas. Homenagens que aqui prestei não foram um décimo do que lhe é merecido pela a grande ajuda que me deram, de me puxar do poço escuro, banhar minh’alma, vestir-me e acalentar minhas antigas dores.
         Hoje devo a eles a minha vitoria pessoal, minhas lindas linhas de versos em agradecimento por serem tão presentes, mesmo ausentes. Uma distancia que na tela fira do computador aquece o coração de quem os ler. Em comentários de puro carinho já creditados em nossas vidas. Somente eles têm a paciência de me ler, decifrar e comentar. Somente aqueles que comentam em meus textos são os capazes de laçar a idéia de pensamento que quis expor, aqui. E meus amigos recantistas, sabem bem disso.
         A minha amizade é tão fiel e tão recíproca, que as nem linhas já dedicadas em outros recantos ao de me amaldiçoar ou surtir efeitos sobre minha existência. Somente eles, os amigos sabem nossos segredos e estripulias que resolvemos fazer em dissimular situações. Amigos recentes ou já de tempos de recantos, de meu antigo pseudônimo, não importa, são amigos, cada um me completa do seu jeito.
 
         Amigos, simplesmente os irmãos que Deus não nos deu, mas que encontramos aqui na terra.
 
Essa breve crônica dedico aos meus, que tanto amo, admiro e acarinho.
* Dedicado: Katatonic, Juliana, Julliah, Marcelo, RACF, Ivana, Sirlene, Ysabella, Tiago, Li Melo, Geovana, Caê, Bruno Fagundes, Carla Carbati, Cassia Maciel e Marina Dalmas
Samara Lopes
Enviado por Samara Lopes em 22/09/2008
Código do texto: T1191460
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