VIOLÊNCIA URBANA

Há algum tempo atrás, recebi um telefonema de um amigo, já aposentado. Queria marcar um almoço, a fim de que pudéssemos colocar a conversa em dia. Juntaram-se a nós outros dois, um deles também aposentado. Ressalte-se que um desses amigos eu costumo ver com freqüência, mas, quanto aos outros dois, não os via há um bom tempo, de forma que muito havia, mesmo, a conversar.

Durante o almoço, a conversa passou pelos mais diversos assuntos, recaindo, afinal, na questão da violência urbana, tema que, nas cidades grandes, é dos mais abordados, toda vez que um grupo de pessoas se reúne.

Muito se tem debatido acerca das causas desse estado de coisas, sem que nós, cidadãos comuns, tenhamos observado qualquer resultado, do ponto de vista prático. A violência aumenta todo dia e cada um de nós, certamente, conhece algumas pessoas que, via de regra, somente saem de casa por absoluta necessidade e, mesmo assim, desde que não seja à noite.

O aspecto curioso é que, nesse papo com meus amigos, o ponto central do assunto, no que diz respeito à violência, não foram as causas, mas sim as conseqüências do problema. Em qualquer cidade grande, como também em algumas de porte médio, está-se criando entre as pessoas um temor exacerbado, no que concerne à insegurança, de forma tal que muitos estão deixando de levar uma vida normal, abrindo mão de atividades que sempre fizeram parte de seu cotidiano. Vista sob esse ângulo, a questão mostra uma gravidade muitas vezes não considerada. A situação chega a um estágio em que a população, de modo geral, não se sente segura e, a partir daí, limita-se a sair de casa somente para trabalhar e para fazer as coisas que são absolutamente necessárias. E pensar que, há vinte anos, andávamos na rua em plena madrugada, sem que a violência pairasse sobre nossas cabeças.

Amigos, acaba de ser lançado, pela editora CBJE, o meu livro intitulado Paraíso do Prazer, composto de 70 (setenta) sonetos.

Outras informações, devem ser solicitadas pelo meu e-mail, que consta do contato do Recanto.

Obrigado a todos,

Mario.

Mario Roberto Guimarães
Enviado por Mario Roberto Guimarães em 03/12/2008
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