Lugar nosso de cada dia

Na sala de inglês, como em muitas outras, as pessoas com o passar do tempo foram adiquirindo o hábito de sentar em determinadas carteiras ou nas proximidades da mesma. Exceto quando algum aluno chega atrasado é realmente assim que acontece. É como se aquele lugar tivesse dono.

Parte desse sentimento de apego teve sua origem (acredito) na escola, nas séries iniciais; Quando a tia carinhosamente nos arrumava algum lugar na classe que daquele dia em diante se tornaria “nosso” até que o término do ano letivo chegasse.

Isso sem falar no sofá da sala, no banco da igreja ou até mesmo no coletivo. Do transporte coletivo? Isso mesmo! Uma grande amizade que tenho hoje conheci exatamente porque certo dia, voltando da faculdade, ela sentara no meu lugar no ônibus.

De volta a turma do curso de inglês...

Numa segunda feira qualquer, a professora fez sinal para subirmos e um colega de classe que geralmente chegava depois de mim na sala dessa vez entrou na minha frente.

Ao invés de procurar se acomodar onde sempre sentava ele escolheu (ou simplesmente parou nela): A CADEIRA AO LADO.

Quanto a minha reação na cena seguinte, dou minha palavra que aconteceu por puro impulso (risos). Ao entrar na sala e procurar um lugar para me sentar virei pro Fabrício e disse: Uai Fabrício, trocou de lugar hoje? (ou algo parecido). Eu até já havia escolhido uma outra carteira ali por perto, mas... Como ele se prontificou e num piscar de olhos me cedeu o lugar, não havia outra saída que não fosse segurar o riso em meio as lembranças, trocar de lugar e esperar a aula acabar.

Como na volta dividimos o mesmo banco de ônibus, não foi possível conter meu riso, quando dei por mim tinha feito outro amigo.

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* Esta crônica eu dedico a FabríciA --------------------------

Delázari
Enviado por Delázari em 21/06/2009
Reeditado em 21/06/2009
Código do texto: T1660212