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NÓS

Conjugamos o verbo da extrema era na 1ª pessoa do singular – é o pronome pessoal do caso “reto”. O presente do indicativo, indica regougo à predileção, à solta, à “porra” da perspectiva que me faz pensar sobre o caso: Ilhas Malvinas. No entanto, nem sou inglês; nem nascido na Argentina.
Ainda hoje, sou flagrado por pederastas em sabatinas desatinadas, desde quando eu discursava sozinho naquele palco socrático em Atenas (não que eu fosse um “porra-louca” nos anos 90).
Sempre dado à experimentações imaginárias, meus namorados representavam um perigo coletivo avermelhado. Eram das polaróides vigentes, desalinhados.
Sou um homem sempre apaixonado! Talvez por aquela menina que por onde passa, ao menos o peão da obra assobia; recebe cantadas obscenas; perturba-se na sua beleza indolente, em tão demasiada idolatria, solene! Ou talvez esteja “escravo-amante” da feia arredia. Ou me pretenda uma linda mulher, ou mesmo à “patricinha”! Quiçá seja eu um “mané”?.. Amo e nem sei quem. é!
Mas eu tentava as melhores leituras no traquejo das manadas, e recitava Nietzsche de cor para as minhas namoradas. Foi pura e simples “chapadez”: - “Eu já sei”!..-, porque para um sujeito não letrado, no “ i ” , o pingo é  prosa incognoscível; fragmento do verso; mistério!
RODRIGO PINTO
Enviado por RODRIGO PINTO em 16/05/2005
Reeditado em 02/11/2008
Código do texto: T17253


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Sobre o autor
RODRIGO PINTO
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 102 anos
367 textos (18552 leituras)
2 e-livros (1030 leituras)
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RODRIGO PINTO