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Uma lembrança.

Eu estava vendo tv, sentado no sofá. Devia ter uns 11, 12 anos no máximo. Meu irmão, Tantão, chegou na sala com o violão e me mostrou o protótipo do que seria uma música. Algo pop rock, ou qualquer coisa assim. Eu fui lá no andar de cima pegar o teclado e improvisei um lugar para poder tocar no sofá. Tantão tinha feito uma letra, só lembro deste verso que possivelmente era o refrão:
"A luz é o sol, a água é o mar, a terra é onde vou ter que morar!". Eu tinha gostado. Bolamos uma melodia, uma harmonia que provavelmente Tantão já tinha feito algo. Eu lembro da melodia até hoje, mas não dá pra explicar por escrito de uma forma simples. Tocamos baixo para não acordar papai e mamãe, que dormiam. Fiz qualquer besteirinha entre as teclas pretas e brancas do teclado com a mão direita (era a única que sabia tocar, se eu tocasse com as duas mãos me perdia todo. No máximo um acorde "chapado" com a mão esquerda de vez em quando) para acompanhar o violão de Tantão. Meu irmão mais velho, Bau, entra aí na história. Ele tinha acabado de chegar da costumeira saída adolescente à rua de fins de semana. Aí pedimos, eu e Tantão, para ouvir a nossa obra prima.
"A luz é o sol, a água é o mar, a terra é onde vou ter que morar..." Eu que cantei. Bau deve ter falado qualquer coisa como "massa. Decente". E eu estava muito feliz e orgulhoso. Bau tinha uma banda de Pop Rock, chamada Arcanos. Eu ficava imaginando em ele querer tocar nossa música na banda, mas acho que não falei nada. Depois do teclado guardado e o violão encostado no sofá da outra sala, Bau ficou sentado olhando para além da tv ligada e roendo as unhas das mãos. Eu achei que ele tava pensando como a música tinha ficado boa, ou qualquer coisa assim. Hoje pensando nisso tenho quase certeza que ele estava refletindo sobre algum problema no namoro daquele tempo!
Calor do cão
Enviado por Calor do cão em 08/08/2009
Código do texto: T1742734

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Sobre o autor
Calor do cão
Salvador - Bahia - Brasil, 30 anos
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