"ASSÉDIO MORAL E SEXUAL" Crônica de Flávio Cavalcante

ASSÉDIO MORAL E SEXUAL

Crônica de:

Flávio Cavalcante

Aonde é que vamos parar? Em pleno século XXI ainda existem pessoas com pensamentos antiquados e retrógrados. Pessoas que vivem de chicotes na mão, como se desconhecem completamente a lei que extinguiu a escravidão por completo da nação.

Ainda existem senhores de engenhos camuflados dentro de suas empresas. Pensei que tivesse visto tudo; mas parece que a cada dia que se passa encontramos mais surpresas neste mundo do nosso Deus. Os jornais sempre estampam alguma novidade como esta, por exemplo. A agressão moral e sexual.

É inadmissível qualquer uma das duas agressões. Este país precisa ter leis rígidas em cima desses senhores de engenho da atualidade, inescrupulosos generais que mostram pelas suas atitudes de vermes, que este país precisa ter vergonha na cara e ter leis descentes que realmente protejam o cidadão e punam severamente estes crápulas que aprisionam seus funcionários oprimindo-os e privando-os de seu profissionalismo, afim de que eles peçam demissão e assim saírem ilesos da situação, juridicamente falando. Este é o assédio moral, que tortura o empregado, numa opressão sem fim até a última gota de sua paciência, capturando a presa pelo cansaço.

Fazendo isto, estes senhores que se acham dono do mundo maltratam seus empregados vergonhosamente. Uma verdadeira sessão de humilhação e o empregado não agüentando tanta opressão é obrigado a pedir demissão do lugar que tira o sustento da sua família.

Este ato é crime e acontece muito em várias repartições do país. Recentemente tivemos denúncias á respeito desse caso de assédio moral, que me deixou chocado e nesse caso também teve o assédio sexual.

Segundo testemunhas a mulher era casada, tinha sua vida estável com seu esposo e filhos. Trabalhava para ajudar o marido no orçamento do lar. Ela era nova no emprego e não sabia que o que poderia ser uma forma de adiantar na sua vida, viraria um pesadelo de uma hora para outra. Ela foi assediada sexualmente pelo chefe e o dono da empresa que trabalhava.

A postura da mulher no trabalho, reflete seu valor dentro da sociedade, isto é óbvio e notório. Na primeira cantada riu sem graça tentando se livrar do agressor e assim passou a ser uma constância no seu dia a dia dentro da empresa.

A mulher até neste momento tem que agir de uma nobreza sem fim. Tudo acontecendo em sua volta e a maturidade de agir sem levar ao conhecimento do seu esposo, que também está na guerra da vida para dar um melhor futuro para seus filhos e seu lar.

O tempo foi passando e o tormento estava virando uma bomba relógio. Na qualidade de mulher inteligente ela sabia que paciência tem limites e a dela estava prestes a se esgotar a qualquer momento.

Um belo dia, já final de tarde ela estava diante dos agressores que já não era só o velho safado, mas, os filhos e os netos se davam a liberdade de agirem iguais ao pai e ao avô.

E houve a denúncia no ministério público e na delegacia da mulher. Ela deixou bem claro que tinha feito justiça com as próprias mãos.

A partir daí, o assédio deixou de ser sexual e passou para os liames do assédio moral. Na sua sessão nem bom dia ela recebia de seus colegas de trabalho; pois o maldito havia proibido qualquer um se aproximar dela. Mesmo assim ela continuou o seu trabalho e vendo que ela não estava dando trela para os desdéns provocados, simplesmente ele foi cortando todos os seus benefícios, afim de que ela pedisse demissão.

Com a denúncia desta funcionária, houve repercussão em todo país e em jornais televisivos de teor nacional. A vergonha maior foi ver a divulgação em massa mostrando o problema á sociedade e hoje os agressores estão aí aprontando cada vez mais nos quatro cantos deste berço esplêndido que é o nosso país. E aí, vira carnaval.

AQUI DEIXO MINHA INDIGNAÇÃO COMO CIDADÃO QUE MESMO SEM QUERER, RESPEITO À FLÂMULA, QUE DEVERIA SERVIR DE COBERTA PARA OS FILHOS DESTE SOLO, QUE NÃO É COMANDADO PELA MÃE GENTIL.

-FIM-

Flavio Cavalcante
Enviado por Flavio Cavalcante em 18/09/2009
Código do texto: T1816611
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