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O VERBO MÃE!



   
Queria poder conclamar todas as mães (as ausentes, as presentes, as futuras mães) a registrarmos o que intitulo de protesto materno. Pelo seguinte.
Mas onde é que andam, e andaram, durante a existência da humanidade, as nossas mentes privilegiadas que ainda não geraram o verbo mãe? Sim, o verbo mãe! Não como um verbo de conjugação comum, com desinência comum, nem que ao ser gerado seja comparado a um equívoco ou uma imposição à natureza da nossa construção gramatical. Nada disso!
Falando de mãe para mães, o verbo mãe ao qual me refiro não está acessível à retina nem à linguagem comuns. Mãe, neste caso, não seria verbo transitivo direto ou indireto. Mãe seria verbo definitivo concreto; porquanto designa uma existência ativa, matriz, desenvolvida pelo Criador; o Deus-Pai do firmamento, que refletiu na mãe a natureza da sua própria imagem. Ou seja, o verbo mãe já está no seio universal, com flexões e texturas homônimas em qualquer língua. Logo, naturalmente um sentimento inconscientemente obrigatório. É um imperativo natural, é natureza, é presente do indicativo, feminino, singular; é toda a vontade de Deus!
Ora, e até agora os pensadores não conseguiram gerar o verbo mãe! Agora vê!
Pois reflitam as senhoras que o verbo mãe de que lhes falo é aquele que dá origem ao infinitivo amor humano, ao pleonasmo ternura mais maior de grande; é onde o instinto da generosidade sai inteiramente pra dentro; pra dentro, profundo, do coração. O mesmo e, talvez, único coração onde o ódio se inclui fora do ser, onde a doação rima com alma plena, apaixonada e imensa.
Muito cá entre nós, mães. Que nos perdoem as nossas mentes brilhantes aos quais, nós mesmas geramos -, e que até agora ainda não alcançaram o verbo mãe.  É que mãe é assim mesmo, ansiosa enquanto gesta, enquanto prepara, enquanto molda outra pessoa. Não é mesmo?  E essa ansiedade nada mais é que a gravidez do sonho desse novo rebento: o verbo mãe.  Verbo este, já conjugado na essência da própria natureza humana. Algo assim  como ... um capricho de Deus!


Tony Guedes
Tony Guedes
Enviado por Tony Guedes em 06/07/2006
Código do texto: T188738
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Sobre o autor
Tony Guedes
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 50 anos
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