O CENÁRIO

Brejo Santo, cidade menina, cheia de encantos que infelizmente desaparecem gradativamente à medida que cresce e sofre as mudanças impostas pelo progresso.

Por que não construir o novo onde ainda não existam obras, história, vida? E preservar o que já existe, o velho, as raízes, a cultura?

É com saudades e com pesar que relembro da Brejo Santo da minha infância tão bem tratada por Lindolfo Ramalho, no seu hino.

Onde estão:

·A Várzea de verde esmeralda?

·Os coqueirais que acolhiam a graúna?

·As fontes de puro cristal?

·E o verde tapete majestoso que calçava as ruas da Matriz, da Taboqueira, da Várzea...?

Busco também na memória as imagens do Paço Municipal, da Praça Velha, do Comércio Velho, do Chalé do Sr. Manoel Leite, do casarão da família Viana Arrais, enfim de tudo aquilo que poderia hoje fazer a nossa história, testemunhar a nossa cultura.

Para preservar minhas lembranças e contar um pouco do que me recordo aos meus filhos, netos e gerações mais novas tento, através deste livro, registrar minhas recordações.