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Lento Despertar

O pessoal demora um pouco, mas acorda. Alguns, é verdade, não acordam nunca, outros, parece que nem estavam adormecidos, talvez não estejam, e eu observo esse movimento acontecer. Hoje, por exemplo, dois dias depois, já ouvi a locutora de um importante jornal televisivo falar na cobertura do assassinato de Osama Bin Laden enquanto chamava a reportagem do enviado especial ao Paquistão.
Aqui, quando acontece um crime desta natureza, diz-se que a premeditação é um agravante. Eu pergunto se planejamento, nesse caso, equivale ao ato de premeditar o assassinato? Um crime justifica outro? Se um estava com as mãos sujas de sangue, o outro agora também está. Execução sumária, premeditada, planejada eficientemente. Não houve justiça, como querem os assassinos que a população dormente do mundo acredite, onde está o julgamento por tribunal competente? Até Slobodan Milosevic mereceu tribunal e olha que ele matou bem mais que três mil pessoas... Se Hitler não fosse tão fraco também teria sido julgado; Sadan foi... Mas, Osama Bin Laden não...
O sentimento de vingança, não de justiça, estava sedento por sangue; e isso é a revelação do coração de um povo, da mentalidade de um governo que quer ser o Top da Humanidade. Erros tem coroado erros. Foi o Xerife-do-Mundo quem criou Osama, quem coroou Obama; o mundo nada ganha com isso a não ser a violência com que esse sistema pesteia o mundo e a doença campeia entre diversos povos, solta numa guerra fraticida sem fim.
A minha esperança é que os povos acordem, mas, me assusto quando vejo que tipo de sentimento tem um povo quando um carniceiro lhe assanha com o cheiro de sangue humano. Agora nos resta continuar observando quais as táticas que os “office boys” do sistema vão usar para transformar um assassinato puro e simples, ainda que complexo na sua premeditação, num ato de justiça para a humanidade aviltada. Me poupem, não sei como a Natureza ainda consegue manter essa espécie sobre a sua crina...
Chico Steffanello
Enviado por Chico Steffanello em 03/05/2011
Código do texto: T2947123

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Sobre o autor
Chico Steffanello
Sinop - Mato Grosso - Brasil, 61 anos
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