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MÉDICO IRRESPONSÁVEL E DESUMANO

                                                                                               
Um Juramento é mais do que uma palavra empenhada. É a promessa de uma postura, feita perante Deus e os humanos. E a ganância quase sempre e outros valores ou a ausência destes, conduzem ao esquecimento do que jurou,  de Deus, da ética e até do lado humano de ambos, do profissional e do assistido.
 Escrevi "Fábrica de Dinheiro", postado aqui no Recanto das Letras em 12-11-08, em homenagem aos profissionais da saúde, mas inspirado pelo comportamento avesso de um médico plantonista no pronto atendimento de um hospital de uma cidade vizinha, que permaneceu deitado, numa madrugada,  deixando minha irmã enfartada e com suas dores, por mais de duas horas. Depois que os enfermeiros insistiram muito  dizendo que a paciente estava enfartada, ele gritou sem sair do quarto:  "É, então medica se vocês já estão diagnosticando podem tratar também. Toca um isordil na boca da infeliz e manda embora". A minha sobrinha que conduzira a mãe ao hospital ainda argumentou que podiam pagar pelo atendimento. Neste momento o médico disse que marcasse uma consulta com a sua secretária que ele atenderia após as dez da manhã.  Uma enfermeira passou o número do celular de um MÉDICO que chamado e inteirado da situação, se levantou chegou em poucos minutos e cuidou como humano e profissional. Fez os exames e tomou as providências necessárias. No dia seguinte ela foi removida, em ambulância CTI, para um hospital daqui de Divinópolis e faleceu  vinte  dias depois.
Não culpo o médico pela morte e sim pela falta de humanidade e de cumprimento das obrigações, inclusive do juramento. Um agravante: O filho do médico desumano, estudante de medicina, estava acompanhando o pai, o tempo todo no plantão. Belo exemplo paterno além do profissional.
A escritora Miriam Diniz, ao comentar o meu texto "Fábrica de Dinheiro" disse que um médico falou para ela que "pobre fede mais que morto". Sendo assim esse médico fede mais que pobre.
  O Texto que escrevi  foi  entregue nas mãos do médico e depois que ele leu, ouviu a sugestão que mostrasse para o seu filho, o estudante de medicina e foi lembrado da enfartada que ele,  insensível, omisso, desumano e irresponsável deixou sofrendo. Não acredito que venha a influenciar no comportamento dele mas, ele viu que nem todo mundo aceita tais coisas sem pelo menos se indignar e manifestar reprovação.
Os profissionais do hospital pediram que não envolvêssemos os seus nomes em nenhuma medita policial ou jurídica pois, eles não poderiam testemunhar contra o doutor por dependerem dos seus empregos. Triste realidade que amordaça, causa surdez, miopia, cegueira e quem sabe até paralisia nas pessoas que se tornam cúmplices, involuntárias, talvez. E nós também ficamos manietados diante de tudo principalmente pela dor da perda da pessoa querida da família.
Senhores e senhoras que cuidam de gente, de todas as classes, idades e demais variáveis, pelo amor de Deus sejam humanos para cuidarem dos humanos.
A profissão de médico é das mais respeitadas que existe seguida dos demais profissionais da saúde e dos que cuidam de crianças, idosos e demais pessoas que necessitam dos trabalhos destes profissionais. Logo a dedicação competente e respeitosa não pode ser menor do que os compromissos com a moral, a ética, o respeito à condição humana.

Aos bons profissionais todo o meu respeito, minha admiração e toda a minha confiança para entregar meu corpo em suas mãos para os cuidados necessários esperando em resposta um tratamento respeitoso, digno do Doutor Hipócrates, o pai da medicina.



Maju Guerra, amiga e grande escritora, foi lendo o seu texto “O Juramento” que resolvi contar o ocorrido em minha família. Um grande abraço para você e obrigado pelo seu carinho sempre manifestado na minha escrivaninha. Que Deus cuide muito de você. Abraços.


Divinópolis

12-07-2011
J Ferreira
Enviado por J Ferreira em 12/07/2011
Reeditado em 12/12/2011
Código do texto: T3090761
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
J Ferreira
Divinópolis - Minas Gerais - Brasil, 72 anos
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J Ferreira