VISITA. SAIBA COMO FICAR E DEIXÁ-LA À VONTADE...

Há quinze dias estou com um casal hospedado em minha casa. Felizmente tenho dois quartos de casal. Confesso que visita não me incomoda, até por que se vem é porque nos afinamos em tudo.

O segredo da convivência é a conivência.

Vou explicar:

Nunca altero minha rotina em detrimento de visita. Ela sim, é que deve se adequar à minha. A começar pelo café da manhã.

Oito horas me levanto. Ao perceber que a visita dorme feito anjos envolvidos em grossos lençóis, sob o frio de um condicionador de ar, coloco a chave da casa num local conhecido da moça que me ajuda nas tarefas domésticas, ligo pra padaria, peço que me mande R$ 2,00 de pão e uma cx. de leite. Volto pra cama e, para deixar a visita bem mais à vontade durmo mais um pouquinho ou fico com o notebook falando sobre ela. Quando a visita se acorda, me acorda, e vamos preparar o café, juntos. Enquanto isso, a moça executa suas tarefas sem quebra de rotina. Afinal, visita não pode nem em sonho pensar que está incomodando. E não está mesmo. O restante do dia segue com a mesma tranqüilidade. O sofá (por sinal, enorme) torna-se pequeno. Adoro me deitar num sofá. A visita também!

Na hora do almoço, sem modificação de cardápio, segue tranquilamente, afinal visita tem que ficar à vontade, e eu também. Minha única preocupação é colocar uma saleira na mesa, pois devido à

minha pressão alta, a comida é insossa (leia-se sem sal), pois em minha casa nada é insosso! O dia segue sem alterações, até que eu pergunto à visita, o que vamos jantar. Aqui em casa a visita é quem sugere. Afora alguns lanches que a visita traz, iogurte, biscoitos variados, sorvetes, (teve um dia que a parte de frízer ficou pequena pra tanta coisa). Desconfio que a visita, ou gosta muito de carne ou achou a minha reduzida. O melhor é que desavisada, ao abrir a geladeira fiquei assustada com a bandeja de carne. (Fico tão à vontade que nem perguntei quem trouxe. À noite mesmo, jantamos carne de sol com arroz de leite. Uma delícia. Descobri que a visita adora coca cola. Eu que já estava me abstendo dessa tentação, voltei a beber como nunca, para também ficar à vontade. Tenho receio de constranger a visita. Pra você ter ideia de como considero uma visita, sábado, dia 13/08/11, precisando viajar a Caruaru, aniversário do meu irmão, Agenor, propus que a visita desse uma verificada em seu carro para uma viagenzinha de 200 km. Vamos e venhamos, a visita adorou. Felizmente tudo ocorreu nos conformes.

Neste momento a visita continua dormindo. Não suporto mais essa vontade tremenda de tomar café. Vou à cozinha e reluto, pois temo acordá-la com o cheirinho irresistível do café nordestino. A visita, com certeza, vai me perdoar, ou não!i!

Autora

Geneci Almeida

16/08/11

Geneci Almeida
Enviado por Geneci Almeida em 16/08/2011
Reeditado em 16/08/2011
Código do texto: T3162927
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